Operador de calcinação (tratamento químico e afins): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de operador de calcinação (tratamento químico e afins) no Brasil foi de R$ 2.050 por mês, e a média R$ 2.234,96. O cálculo usa 137 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 8112-05.
Salário mediano
R$ 2.050
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.234,96
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.670–R$ 2.310
metade das contratações
Amostra
137
contratações no período
Como o salário de operador de calcinação (tratamento químico e afins) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,4 horas semanais.
- Movimentação no período: 148 admissões e 235 desligamentos, saldo de -87 vagas formais.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 30 a 39 anos | R$ 2.095,21 | 34 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.510,02 | 32 |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 97 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 19 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 10 contratações.
- Indústrias Extrativas: 5 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 3 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 2 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 8112-05
- Título oficial
- Operador de calcinação (tratamento químico e afins)
- Família ocupacional
- 8112 — Operadores de Calcinação e de Tratamentos Químicos de Materiais Radioativos
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para operador de calcinação (tratamento químico e afins)
A CBO registra estes sinônimos para o código 8112-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Calcinador
- Operador de forno de calcinação
- Operador de forno termoelétrico para elétrodos de grafite
- Operador de sistema de calcinação
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um operador de calcinação (tratamento químico e afins)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.050 por mês e a média R$ 2.234,96. Metade das 137 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.670 e R$ 2.310. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de operador de calcinação (tratamento químico e afins)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 8112-05, dentro da família ocupacional 8112 — Operadores de Calcinação e de Tratamentos Químicos de Materiais Radioativos.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Açougueiro · R$ 2.090
- Operador de máquinas fixas, em geral · R$ 2.310
- Magarefe · R$ 2.070
- Padeiro · R$ 2.110
- Abatedor · R$ 1.890
- Confeiteiro · R$ 2.110
- Operador de produção (química, petroquímica e afins) · R$ 2.210
- Retalhador de carne · R$ 1.990
- Moldador de plástico por injeção · R$ 2.290
- Trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins · R$ 1.970
- Oleiro (fabricação de tijolos) · R$ 1.730
- Auxiliar de laboratório de análises físico-químicas · R$ 2.050
Entendendo o salário de operador de calcinação (tratamento químico e afins)
O salário de operador de calcinação (tratamento químico e afins) está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.050 paga a quem é contratado como operador de calcinação (tratamento químico e afins) fica a 5% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 65% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.234,96 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.050 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.670 a R$ 2.310 significa?
Metade das 137 contratações de operador de calcinação (tratamento químico e afins) do período ficou entre R$ 1.670 e R$ 2.310. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.670 e um quarto, mais de R$ 2.310. A distância entre as duas pontas é de R$ 640 por mês, ou R$ 7.680 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,38 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.050, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um operador de calcinação (tratamento químico e afins).
Quem contrata operador de calcinação (tratamento químico e afins) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de calcinação (tratamento químico e afins) foi "Indústrias de Transformação", com 97 admissões, ou 71,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Transporte, Armazenagem e Correio, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 92,6% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de operador de calcinação (tratamento químico e afins) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,4 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que operador de calcinação (tratamento químico e afins) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 148 admissões e 235 desligamentos de operador de calcinação (tratamento químico e afins), um saldo de -87 postos formais. O saldo negativo equivale a 58,8% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 148 admissões não querem dizer que existam 148 pessoas trabalhando como operador de calcinação (tratamento químico e afins) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.