Magarefe: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de magarefe no Brasil foi de R$ 2.070 por mês, e a média R$ 2.087,72. O cálculo usa 24.991 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 8485-20.
Salário mediano
R$ 2.070
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.087,72
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.870–R$ 2.210
metade das contratações
Amostra
24.991
contratações no período
Como o salário de magarefe se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 44,2 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 569. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 38.120 admissões e 34.227 desligamentos, saldo de +3.893 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Paraná, com 8.060 admissões e mediana de R$ 2.075.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um magarefe por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Paraná (PR) | R$ 2.075 | R$ 2.026,55 | 8.060 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.175 | R$ 2.199,69 | 5.576 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.075 | R$ 2.111,95 | 2.502 |
| São Paulo (SP) | R$ 2.125 | R$ 2.214,43 | 2.272 |
| Minas gerais (MG) | R$ 1.675 | R$ 1.826,19 | 1.820 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | R$ 2.275 | R$ 2.245,32 | 1.349 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 2.125 | R$ 2.306,37 | 569 |
| Goiás (GO) | R$ 1.975 | R$ 2.137,20 | 478 |
| Pará (PA) | R$ 2.125 | R$ 2.190,66 | 393 |
| Rondônia (RO) | R$ 1.775 | R$ 1.950,51 | 387 |
| Bahia (BA) | R$ 1.775 | R$ 1.888,19 | 294 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 1.875 | R$ 1.935,85 | 201 |
| Amazonas (AM) | R$ 1.625 | R$ 1.684,46 | 165 |
| Espírito Santo (ES) | R$ 1.775 | R$ 1.943,37 | 165 |
| Tocantins (TO) | R$ 1.925 | R$ 2.253,71 | 119 |
| Pernambuco (PE) | R$ 1.725 | R$ 1.748,19 | 104 |
| Alagoas (AL) | — | R$ 1.637,21 | 89 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 1.824,41 | 82 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 1.858,70 | 63 |
| Sergipe (SE) | — | R$ 1.916,32 | 61 |
| Rio Grande do Norte (RN) | — | R$ 1.814,26 | 60 |
| Paraíba (PB) | — | R$ 1.794,27 | 46 |
| Ceará (CE) | — | R$ 1.864,29 | 44 |
| Roraima (RR) | — | R$ 1.684,59 | 35 |
| Acre (AC) | — | R$ 1.896,42 | 34 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como magarefe no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Analfabeto | R$ 2.133,72 | 7.237 | 29,0% |
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.107,24 | 749 | 3,0% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 2.099,60 | 308 | 1,2% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.031,04 | 2.285 | 9,1% |
| Fundamental Completo | R$ 2.086,66 | 2.425 | 9,7% |
| Médio Incompleto | R$ 2.057,71 | 2.610 | 10,4% |
| Médio Completo | R$ 2.067,47 | 8.955 | 35,9% |
| Superior Incompleto | R$ 2.072,38 | 206 | 0,8% |
| Superior Completo | R$ 2.292,94 | 204 | 0,8% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.051,11 | 8.491 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.098,35 | 4.830 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.113,71 | 6.569 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.103,92 | 3.690 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.118,44 | 1.326 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.122,57 (14.841 admissões) e mulheres com R$ 2.036,76 (10.150 admissões), uma diferença de 4,2% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 23.173 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 685 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 484 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 169 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 161 contratações.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 124 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 8485-20
- Título oficial
- Magarefe
- Família ocupacional
- 8485 — Família ocupacional 8485
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para magarefe
A CBO registra estes sinônimos para o código 8485-20. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Açougueiro classificador (exclusive comércio)
- Arreador em matadouro
- Auxiliar de magarefe
- Cangoteiro em matadouro
- Classificador de carnes
- Classificador de carnes em matadouro
- Coxãozeiro em matadouro
- Despansador em matadouro
- Lombador em matadouro
- Pescoceiro em matadouro
- Quarteador em matadouro
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um magarefe?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.070 por mês e a média R$ 2.087,72. Metade das 24.991 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.870 e R$ 2.210. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de magarefe?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 8485-20, dentro da família ocupacional 8485 — Família ocupacional 8485.
- Em qual estado magarefe ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Mato Grosso do Sul teve o maior salário de admissão: R$ 2.275 (1.349 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser magarefe?
- Entre as pessoas contratadas no período, 0,8% tinham ensino superior completo ou mais e 35,9% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Açougueiro · R$ 2.090
- Abatedor · R$ 1.890
- Retalhador de carne · R$ 1.990
- Desossador · R$ 2.490
- Operador de máquinas fixas, em geral · R$ 2.310
- Padeiro · R$ 2.110
- Confeiteiro · R$ 2.110
- Operador de produção (química, petroquímica e afins) · R$ 2.210
- Moldador de plástico por injeção · R$ 2.290
- Trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins · R$ 1.970
- Oleiro (fabricação de tijolos) · R$ 1.730
- Auxiliar de laboratório de análises físico-químicas · R$ 2.050
Entendendo o salário de magarefe
O salário de magarefe está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.070 paga a quem é contratado como magarefe fica a 6% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 66% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.087,72 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de magarefe se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.
Por que quase todo magarefe entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 24.991 contratações de magarefe do período ficou entre R$ 1.870 e R$ 2.210. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.870 e um quarto, mais de R$ 2.210. A distância entre as duas pontas é de R$ 340 por mês, ou R$ 4.080 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,18 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de magarefe. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como magarefe?
Entre os 16 estados com amostra suficiente, Mato Grosso do Sul pagou a maior mediana de admissão a magarefe: R$ 2.275 em 1.349 contratações. A menor ficou em Amazonas, com R$ 1.625 em 165 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 40%, ou R$ 650 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Paraná respondeu por 8.060 das 24.991 admissões de magarefe no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 40% vista aqui.
Dá para trabalhar como magarefe sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,8% das admissões de magarefe foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 8.955 das 24.979 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 35,9%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.031,04 com "6ª a 9ª Fundamental" a R$ 2.292,94 com "Superior Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de magarefe — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata magarefe é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou magarefe foi "Indústrias de Transformação", com 23.173 admissões, ou 93,5% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 98,2% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de magarefe tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 44,2 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de magarefe está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 38.120 admissões e 34.227 desligamentos de magarefe, um saldo de +3.893 postos formais. O saldo positivo equivale a 10,2% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 10 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 38.120 admissões não querem dizer que existam 38.120 pessoas trabalhando como magarefe no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.