Auxiliar de laboratório de análises físico-químicas: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de auxiliar de laboratório de análises físico-químicas no Brasil foi de R$ 2.050 por mês, e a média R$ 2.133,10. O cálculo usa 5.347 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 8181-10.
Salário mediano
R$ 2.050
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.133,10
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.810–R$ 2.310
metade das contratações
Amostra
5.347
contratações no período
Como o salário de auxiliar de laboratório de análises físico-químicas se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,4 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 583. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 5.662 admissões e 4.385 desligamentos, saldo de +1.277 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 1.429 admissões e mediana de R$ 2.275.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um auxiliar de laboratório de análises físico-químicas por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.275 | R$ 2.305,33 | 1.429 |
| Minas gerais (MG) | R$ 1.975 | R$ 2.006,51 | 761 |
| Paraná (PR) | R$ 2.125 | R$ 2.210,63 | 544 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 1.875 | R$ 1.909,93 | 450 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.025 | R$ 2.230,05 | 298 |
| Goiás (GO) | R$ 1.925 | R$ 2.056,64 | 297 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.225 | R$ 2.297,32 | 280 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 1.725 | R$ 1.971,30 | 249 |
| Pará (PA) | R$ 1.925 | R$ 2.222,75 | 145 |
| Bahia (BA) | R$ 1.825 | R$ 2.055,65 | 142 |
| Ceará (CE) | R$ 1.675 | R$ 1.767,44 | 110 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 2.150,71 | 97 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 1.891,56 | 91 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 1.954,58 | 77 |
| Paraíba (PB) | — | R$ 1.725,28 | 71 |
| Rondônia (RO) | — | R$ 1.829,06 | 64 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 2.644,42 | 48 |
| Tocantins (TO) | — | R$ 2.290,54 | 40 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 2.147,64 | 32 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como auxiliar de laboratório de análises físico-químicas no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.080,74 | 78 | 1,5% |
| Fundamental Completo | R$ 2.149,30 | 153 | 2,9% |
| Médio Incompleto | R$ 2.048,27 | 276 | 5,2% |
| Médio Completo | R$ 2.101,11 | 3.608 | 68,1% |
| Superior Incompleto | R$ 2.119,35 | 562 | 10,6% |
| Superior Completo | R$ 2.316,22 | 583 | 11,0% |
| Pós-Graduação completa | R$ 2.938,61 | 35 | 0,7% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| Até 17 anos | R$ 1.830,81 | 30 |
| 18 a 24 anos | R$ 2.060,15 | 2.338 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.203,67 | 1.101 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.181,28 | 1.129 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.206,40 | 558 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.182,03 | 179 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.195,00 (2.626 admissões) e mulheres com R$ 2.073,35 (2.721 admissões), uma diferença de 5,9% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 1.849 contratações.
- Indústrias de Transformação: 1.454 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 497 contratações.
- Construção: 347 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 332 contratações.
- Educação: 258 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 8181-10
- Título oficial
- Auxiliar de laboratório de análises físico-químicas
- Família ocupacional
- 8181 — Laboratoristas Industriais Auxiliares
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um auxiliar de laboratório de análises físico-químicas?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.050 por mês e a média R$ 2.133,10. Metade das 5.347 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.810 e R$ 2.310. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de auxiliar de laboratório de análises físico-químicas?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 8181-10, dentro da família ocupacional 8181 — Laboratoristas Industriais Auxiliares.
- Em qual estado auxiliar de laboratório de análises físico-químicas ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Distrito Federal teve o maior salário de admissão: R$ 2.644 (48 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser auxiliar de laboratório de análises físico-químicas?
- Entre as pessoas contratadas no período, 11,7% tinham ensino superior completo ou mais e 68,1% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Assistente de laboratório industrial · R$ 2.210
- Açougueiro · R$ 2.090
- Operador de máquinas fixas, em geral · R$ 2.310
- Magarefe · R$ 2.070
- Padeiro · R$ 2.110
- Abatedor · R$ 1.890
- Confeiteiro · R$ 2.110
- Operador de produção (química, petroquímica e afins) · R$ 2.210
- Retalhador de carne · R$ 1.990
- Moldador de plástico por injeção · R$ 2.290
- Trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins · R$ 1.970
- Oleiro (fabricação de tijolos) · R$ 1.730
Entendendo o salário de auxiliar de laboratório de análises físico-químicas
O salário de auxiliar de laboratório de análises físico-químicas está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.050 paga a quem é contratado como auxiliar de laboratório de análises físico-químicas fica a 5% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 65% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.133,10 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.050 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.810 a R$ 2.310 significa?
Metade das 5.347 contratações de auxiliar de laboratório de análises físico-químicas do período ficou entre R$ 1.810 e R$ 2.310. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.810 e um quarto, mais de R$ 2.310. A distância entre as duas pontas é de R$ 500 por mês, ou R$ 6.000 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,28 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.050, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um auxiliar de laboratório de análises físico-químicas.
Onde auxiliar de laboratório de análises físico-químicas ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 11 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a auxiliar de laboratório de análises físico-químicas: R$ 2.275 em 1.429 contratações. A menor ficou em Ceará, com R$ 1.675 em 110 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 36%, ou R$ 600 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou auxiliar de laboratório de análises físico-químicas no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 36% vista aqui.
Dá para trabalhar como auxiliar de laboratório de análises físico-químicas sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 11,7% das admissões de auxiliar de laboratório de análises físico-químicas foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 3.608 das 5.295 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 68,1%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 2.938,61, contra R$ 2.048,27 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 43% de diferença. A CBO em si não exige diploma para auxiliar de laboratório de análises físico-químicas; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um auxiliar de laboratório de análises físico-químicas encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou auxiliar de laboratório de análises físico-químicas foi "Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas", com 1.849 admissões, ou 39,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 80,2% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como auxiliar de laboratório de análises físico-químicas: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,4 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de auxiliar de laboratório de análises físico-químicas está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 5.662 admissões e 4.385 desligamentos de auxiliar de laboratório de análises físico-químicas, um saldo de +1.277 postos formais. O saldo positivo equivale a 22,6% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 23 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 5.662 admissões não querem dizer que existam 5.662 pessoas trabalhando como auxiliar de laboratório de análises físico-químicas no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.