Técnico químico: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de técnico químico no Brasil foi de R$ 2.950 por mês, e a média R$ 3.287,25. O cálculo usa 3.746 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3111-05.
Salário mediano
R$ 2.950
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 3.287,25
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.310–R$ 3.650
metade das contratações
Amostra
3.746
contratações no período
Como o salário de técnico químico se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 237. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 4.075 admissões e 3.592 desligamentos, saldo de +483 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 1.653 admissões e mediana de R$ 3.125.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um técnico químico por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 3.125 | R$ 3.578,07 | 1.653 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.625 | R$ 2.824,65 | 319 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 2.775 | R$ 3.229,55 | 287 |
| Paraná (PR) | R$ 2.975 | R$ 3.021,68 | 277 |
| Goiás (GO) | R$ 2.725 | R$ 3.225,75 | 188 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.875 | R$ 3.179,84 | 183 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 3.175 | R$ 3.398,69 | 146 |
| Bahia (BA) | R$ 2.325 | R$ 2.894,42 | 124 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 3.825 | R$ 3.824,05 | 106 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 2.475,70 | 77 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 2.695,20 | 71 |
| Pará (PA) | — | R$ 3.136,60 | 51 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 2.752,81 | 37 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 3.153,93 | 36 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 2.831,37 | 32 |
| Piauí (PI) | — | R$ 3.086,99 | 31 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como técnico químico no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 2.941,29 | 1.800 | 49,0% |
| Superior Incompleto | R$ 2.989,85 | 401 | 10,9% |
| Superior Completo | R$ 3.639,71 | 1.271 | 34,6% |
| Mestrado | R$ 4.194,94 | 63 | 1,7% |
| Pós-Graduação completa | R$ 4.838,66 | 137 | 3,7% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.707,67 | 1.051 |
| 25 a 29 anos | R$ 3.199,47 | 929 |
| 30 a 39 anos | R$ 3.562,98 | 1.032 |
| 40 a 49 anos | R$ 3.802,26 | 548 |
| 50 anos ou mais | R$ 4.088,64 | 172 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 3.461,22 (1.660 admissões) e mulheres com R$ 3.148,81 (2.086 admissões), uma diferença de 9,9% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 1.589 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 891 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 272 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 215 contratações.
- Saúde Humana e Serviços Sociais: 182 contratações.
- Educação: 147 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3111-05
- Título oficial
- Técnico químico
- Família ocupacional
- 3111 — Técnicos Químicos
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para técnico químico
A CBO registra estes sinônimos para o código 3111-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Analista de laboratório químico
- Analista de produtos químicos
- Analista de tratamento de água
- Analista químico
- Técnico de análise química
- Técnico de ciências químicas
- Técnico de desenvolvimento de análise química
- Técnico de indústria química
- Técnico de laboratório - exclusive análises clínicas
- Técnico de laboratório de água e esgotos
- Técnico de sistema de tratamento de água
- Técnico químico - exclusive análises químicas
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um técnico químico?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.950 por mês e a média R$ 3.287,25. Metade das 3.746 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.310 e R$ 3.650. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de técnico químico?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3111-05, dentro da família ocupacional 3111 — Técnicos Químicos.
- Em qual estado técnico químico ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Mato Grosso teve o maior salário de admissão: R$ 3.825 (106 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser técnico químico?
- Entre as pessoas contratadas no período, 40,1% tinham ensino superior completo ou mais e 49,0% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Técnico de celulose e papel · R$ 2.510
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
- Agente de vendas de serviços · R$ 1.950
- Controlador de entrada e saída · R$ 2.030
- Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk) · R$ 2.210
- Inspetor de qualidade · R$ 2.410
- Inspetor de alunos de escola pública · R$ 1.830
- Tecnólogo em logística de transporte · R$ 2.610
- Técnico de obras civis · R$ 3.190
Entendendo o salário de técnico químico
Quanto um técnico químico ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.950 paga a quem é contratado como técnico químico fica 51% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 91% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 3.287,25 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.950 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 2.310 a R$ 3.650 significa?
Metade das 3.746 contratações de técnico químico do período ficou entre R$ 2.310 e R$ 3.650. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.310 e um quarto, mais de R$ 3.650. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.340 por mês, ou R$ 16.080 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,58 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.950, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um técnico químico.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como técnico químico?
Entre os 9 estados com amostra suficiente, Mato Grosso pagou a maior mediana de admissão a técnico químico: R$ 3.825 em 106 contratações. A menor ficou em Bahia, com R$ 2.325 em 124 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 65%, ou R$ 1.500 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 1.653 das 3.746 admissões de técnico químico no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 65% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um técnico químico?
O mercado de técnico químico é misto: 40,1% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (1.800 de 3.672 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 4.838,66, contra R$ 2.941,29 de quem entrou com "Médio Completo" — 65% de diferença. A CBO em si não exige diploma para técnico químico; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um técnico químico encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou técnico químico foi "Indústrias de Transformação", com 1.589 admissões, ou 48,2% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 83,5% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como técnico químico: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de técnico químico está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 4.075 admissões e 3.592 desligamentos de técnico químico, um saldo de +483 postos formais. O saldo positivo equivale a 11,9% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 12 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 4.075 admissões não querem dizer que existam 4.075 pessoas trabalhando como técnico químico no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.