Técnico em informática: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de técnico em informática no Brasil foi de R$ 2.170 por mês, e a média R$ 2.407,36. O cálculo usa 25.500 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). Na CBO a profissão não tem um código único: ela se divide em 2 ocupações, somadas aqui.
Salário mediano
R$ 2.170
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.407,36
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.810–R$ 2.610
metade das contratações
Amostra
25.500
contratações no período
Como o salário de técnico em informática se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 41,6 horas semanais.
- Movimentação no período: 27.294 admissões e 22.384 desligamentos, saldo de +4.910 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 7.387 admissões e mediana de R$ 2.475.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um técnico em informática por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.475 | R$ 2.649,90 | 7.387 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.125 | R$ 2.411,64 | 2.744 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.075 | R$ 2.259,21 | 2.157 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 1.975 | R$ 2.293,65 | 1.795 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.275 | R$ 2.436,25 | 1.695 |
| Paraná (PR) | R$ 2.225 | R$ 2.560,61 | 1.637 |
| Ceará (CE) | R$ 1.925 | R$ 2.243,46 | 1.149 |
| Distrito Federal (DF) | R$ 2.375 | R$ 2.706,50 | 963 |
| Bahia (BA) | R$ 1.725 | R$ 2.019,55 | 918 |
| Pernambuco (PE) | R$ 1.925 | R$ 2.119,29 | 813 |
| Goiás (GO) | R$ 2.025 | R$ 2.197,98 | 742 |
| Espírito Santo (ES) | R$ 1.975 | R$ 2.144,78 | 558 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 2.325 | R$ 2.506,75 | 509 |
| Pará (PA) | R$ 1.625 | R$ 1.882,34 | 427 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | R$ 2.025 | R$ 2.227,59 | 317 |
| Amazonas (AM) | R$ 2.025 | R$ 2.119,98 | 242 |
| Rio Grande do Norte (RN) | R$ 1.825 | R$ 1.907,26 | 220 |
| Maranhão (MA) | R$ 1.825 | R$ 2.007,96 | 215 |
| Paraíba (PB) | R$ 1.775 | R$ 1.967,71 | 189 |
| Piauí (PI) | R$ 2.025 | R$ 2.120,47 | 182 |
| Sergipe (SE) | R$ 1.825 | R$ 2.055,83 | 178 |
| Alagoas (AL) | R$ 2.025 | R$ 2.362,16 | 158 |
| Rondônia (RO) | R$ 1.825 | R$ 1.942,73 | 119 |
| Tocantins (TO) | — | R$ 2.041,16 | 87 |
| Acre (AC) | — | R$ 2.692,27 | 47 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como técnico em informática no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Analfabeto | R$ 2.736,11 | 30 | 0,1% |
| Fundamental Completo | R$ 2.163,68 | 112 | 0,4% |
| Médio Incompleto | R$ 1.983,19 | 404 | 1,6% |
| Médio Completo | R$ 2.160,47 | 12.780 | 50,3% |
| Superior Incompleto | R$ 2.420,77 | 6.118 | 24,1% |
| Superior Completo | R$ 2.884,43 | 5.514 | 21,7% |
| Pós-Graduação completa | R$ 3.663,05 | 465 | 1,8% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| Até 17 anos | R$ 1.698,69 | 240 |
| 18 a 24 anos | R$ 2.193,41 | 11.817 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.448,29 | 5.662 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.669,57 | 5.159 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.866,73 | 1.967 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.806,37 | 585 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.446,45 (19.155 admissões) e mulheres com R$ 2.289,36 (6.345 admissões), uma diferença de 6,9% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Informação e Comunicação: 11.612 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 3.515 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 3.084 contratações.
- Indústrias de Transformação: 1.340 contratações.
- Educação: 1.332 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 999 contratações.
Como a CBO classifica essa profissão
- Profissão
- Técnico em informática
- Ocupações da CBO somadas
- 2
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Ocupações da CBO somadas nesta página
Cada uma tem página própria, com o salário calculado só para aquele código.
| Ocupação | CBO | Mediana | Contratações |
|---|---|---|---|
| Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk) | 3172-10 | R$ 2.210 | 20.665 |
| Operador de computador (inclusive microcomputador) | 3172-05 | R$ 2.010 | 4.835 |
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um técnico em informática?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.170 por mês e a média R$ 2.407,36. Metade das 25.500 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.810 e R$ 2.610. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de técnico em informática?
- A CBO não tem um código único para técnico em informática: a profissão se divide em 2 ocupações. As mais usadas são 3172-10 (Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk)), 3172-05 (Operador de computador (inclusive microcomputador)).
- Em qual estado técnico em informática ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Acre teve o maior salário de admissão: R$ 2.692 (47 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser técnico em informática?
- Entre as pessoas contratadas no período, 23,5% tinham ensino superior completo ou mais e 50,3% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk) · R$ 2.210
- Operador de computador (inclusive microcomputador) · R$ 2.010
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
- Agente de vendas de serviços · R$ 1.950
- Controlador de entrada e saída · R$ 2.030
- Inspetor de qualidade · R$ 2.410
- Inspetor de alunos de escola pública · R$ 1.830
- Tecnólogo em logística de transporte · R$ 2.610
- Técnico de obras civis · R$ 3.190
Entendendo o salário de técnico em informática
O salário de técnico em informática está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.170 paga a quem é contratado como técnico em informática fica a 11% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 70% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.407,36 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.170 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.810 a R$ 2.610 significa?
Metade das 25.500 contratações de técnico em informática do período ficou entre R$ 1.810 e R$ 2.610. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.810 e um quarto, mais de R$ 2.610. A distância entre as duas pontas é de R$ 800 por mês, ou R$ 9.600 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,44 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.170, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um técnico em informática.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como técnico em informática?
Entre os 23 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a técnico em informática: R$ 2.475 em 7.387 contratações. A menor ficou em Pará, com R$ 1.625 em 427 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 52%, ou R$ 850 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou técnico em informática no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 52% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um técnico em informática?
O mercado de técnico em informática é misto: 23,5% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (12.780 de 25.423 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 3.663,05, contra R$ 1.983,19 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 85% de diferença. A CBO em si não exige diploma para técnico em informática; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um técnico em informática encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou técnico em informática foi "Informação e Comunicação", com 11.612 admissões, ou 53,1% do total classificado. Somando os três primeiros — Informação e Comunicação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 83,2% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como técnico em informática: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 41,6 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de técnico em informática está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 27.294 admissões e 22.384 desligamentos de técnico em informática, um saldo de +4.910 postos formais. O saldo positivo equivale a 18,0% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 18 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 27.294 admissões não querem dizer que existam 27.294 pessoas trabalhando como técnico em informática no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Grande grupo
O primeiro nível da CBO, indicado pelo primeiro dígito do código: dez agrupamentos que vão dos membros das forças armadas aos trabalhadores de manutenção e reparação. É o recorte mais largo da classificação.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.