Técnico em geologia: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de técnico em geologia no Brasil foi de R$ 2.210 por mês, e a média R$ 3.220,93. O cálculo usa 244 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3161-10.
Salário mediano
R$ 2.210
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 3.220,93
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.830–R$ 3.010
metade das contratações
Amostra
244
contratações no período
Como o salário de técnico em geologia se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,5 horas semanais.
- Movimentação no período: 247 admissões e 158 desligamentos, saldo de +89 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Rio Grande do Norte, com 85 admissões.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um técnico em geologia por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Rio Grande do Norte (RN) | — | R$ 2.673,02 | 85 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 2.704,15 | 50 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 3.054,21 | 48 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como técnico em geologia no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 2.505,58 | 184 | 85,6% |
| Superior Completo | R$ 7.742,00 | 31 | 14,4% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.195,11 | 78 |
| 25 a 29 anos | R$ 3.248,33 | 54 |
| 30 a 39 anos | R$ 3.146,80 | 66 |
| 40 a 49 anos | R$ 5.268,05 | 35 |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 138 contratações.
- Indústrias Extrativas: 63 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 28 contratações.
- Construção: 5 contratações.
- Educação: 4 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 2 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3161-10
- Título oficial
- Técnico em geologia
- Família ocupacional
- 3161 — Técnicos em Geologia
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para técnico em geologia
A CBO registra estes sinônimos para o código 3161-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Técnico de metalografia e petrografia
- Técnico de mineração (pesquisa geológica)
- Técnico de pesquisa mineral
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um técnico em geologia?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.210 por mês e a média R$ 3.220,93. Metade das 244 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.830 e R$ 3.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de técnico em geologia?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3161-10, dentro da família ocupacional 3161 — Técnicos em Geologia.
- Em qual estado técnico em geologia ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Minas gerais teve o maior salário de admissão: R$ 3.054 (48 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser técnico em geologia?
- Entre as pessoas contratadas no período, 14,4% tinham ensino superior completo ou mais e 85,6% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Técnico em geotecnia · R$ 3.490
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
- Agente de vendas de serviços · R$ 1.950
- Controlador de entrada e saída · R$ 2.030
- Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk) · R$ 2.210
- Inspetor de qualidade · R$ 2.410
- Inspetor de alunos de escola pública · R$ 1.830
- Tecnólogo em logística de transporte · R$ 2.610
- Técnico de obras civis · R$ 3.190
Entendendo o salário de técnico em geologia
O salário de técnico em geologia está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.210 paga a quem é contratado como técnico em geologia fica a 13% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 71% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 3.220,93 está 46% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de técnico em geologia bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de técnico em geologia varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 244 contratações de técnico em geologia do período ficou entre R$ 1.830 e R$ 3.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.830 e um quarto, mais de R$ 3.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.180 por mês, ou R$ 14.160 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,6 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de técnico em geologia está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Dá para trabalhar como técnico em geologia sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 14,4% das admissões de técnico em geologia foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 184 das 215 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 85,6%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 7.742,00, contra R$ 2.505,58 de quem entrou com "Médio Completo" — 209% de diferença. A CBO em si não exige diploma para técnico em geologia; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um técnico em geologia encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou técnico em geologia foi "Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas", com 138 admissões, ou 57,5% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, Indústrias Extrativas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 95,4% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como técnico em geologia: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,5 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de técnico em geologia está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 247 admissões e 158 desligamentos de técnico em geologia, um saldo de +89 postos formais. O saldo positivo equivale a 36,0% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 36 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 247 admissões não querem dizer que existam 247 pessoas trabalhando como técnico em geologia no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de técnico em geologia?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 33,5% das admissões de técnico em geologia — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 40 a 49 anos entrou com média de R$ 5.268,05 e 18 a 24 anos, com R$ 2.195,11 — 140% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.