Técnico agrícola: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de técnico agrícola no Brasil foi de R$ 3.130 por mês, e a média R$ 3.630,33. O cálculo usa 2.845 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3211-05.
Salário mediano
R$ 3.130
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 3.630,33
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.410–R$ 4.170
metade das contratações
Amostra
2.845
contratações no período
Como o salário de técnico agrícola se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,7 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 197. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 3.023 admissões e 4.187 desligamentos, saldo de -1.164 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Mato Grosso, com 525 admissões e mediana de R$ 3.225.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um técnico agrícola por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Mato Grosso (MT) | R$ 3.225 | R$ 3.340,03 | 525 |
| São Paulo (SP) | R$ 3.775 | R$ 4.392,51 | 419 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.975 | R$ 3.438,19 | 414 |
| Bahia (BA) | R$ 2.875 | R$ 3.128,74 | 217 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 4.125 | R$ 4.483,24 | 192 |
| Goiás (GO) | R$ 3.575 | R$ 4.275,04 | 177 |
| Paraná (PR) | R$ 3.675 | R$ 4.100,19 | 133 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | R$ 3.025 | R$ 3.511,04 | 119 |
| Pará (PA) | — | R$ 2.788,67 | 99 |
| Santa Catarina (SC) | — | R$ 3.985,15 | 75 |
| Piauí (PI) | — | R$ 3.066,67 | 70 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 3.058,51 | 61 |
| Tocantins (TO) | — | R$ 3.434,24 | 52 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 2.725,86 | 48 |
| Rondônia (RO) | — | R$ 2.353,19 | 45 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 3.777,19 | 36 |
| Ceará (CE) | — | R$ 3.406,56 | 33 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como técnico agrícola no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Fundamental Completo | R$ 3.433,21 | 51 | 1,8% |
| Médio Incompleto | R$ 2.899,29 | 32 | 1,1% |
| Médio Completo | R$ 3.148,22 | 1.546 | 55,6% |
| Superior Incompleto | R$ 3.557,37 | 238 | 8,6% |
| Superior Completo | R$ 4.450,96 | 878 | 31,5% |
| Pós-Graduação completa | R$ 5.219,09 | 38 | 1,4% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.910,21 | 908 |
| 25 a 29 anos | R$ 3.667,21 | 712 |
| 30 a 39 anos | R$ 4.024,30 | 796 |
| 40 a 49 anos | R$ 4.489,50 | 326 |
| 50 anos ou mais | R$ 4.042,09 | 96 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 3.742,85 (2.228 admissões) e mulheres com R$ 3.224,03 (617 admissões), uma diferença de 16,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 1.267 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 431 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 398 contratações.
- Indústrias de Transformação: 363 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 146 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 144 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3211-05
- Título oficial
- Técnico agrícola
- Família ocupacional
- 3211 — Técnicos Agrícolas
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para técnico agrícola
A CBO registra estes sinônimos para o código 3211-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Agrotécnico
- Técnico agrícola executor de operações aéreas agrícolas
- Técnico em agricultura
- Técnico em vitivinicultura
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um técnico agrícola?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 3.130 por mês e a média R$ 3.630,33. Metade das 2.845 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.410 e R$ 4.170. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de técnico agrícola?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3211-05, dentro da família ocupacional 3211 — Técnicos Agrícolas.
- Em qual estado técnico agrícola ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Rio Grande do Sul teve o maior salário de admissão: R$ 4.125 (192 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser técnico agrícola?
- Entre as pessoas contratadas no período, 32,9% tinham ensino superior completo ou mais e 55,6% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Técnico agropecuário · R$ 3.110
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
- Agente de vendas de serviços · R$ 1.950
- Controlador de entrada e saída · R$ 2.030
- Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk) · R$ 2.210
- Inspetor de qualidade · R$ 2.410
- Inspetor de alunos de escola pública · R$ 1.830
- Tecnólogo em logística de transporte · R$ 2.610
- Técnico de obras civis · R$ 3.190
Entendendo o salário de técnico agrícola
Quanto um técnico agrícola ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 3.130 paga a quem é contratado como técnico agrícola fica 61% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 93% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 3.630,33 está 16% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de técnico agrícola bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de técnico agrícola varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 2.845 contratações de técnico agrícola do período ficou entre R$ 2.410 e R$ 4.170. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.410 e um quarto, mais de R$ 4.170. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.760 por mês, ou R$ 21.120 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,7 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de técnico agrícola está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como técnico agrícola?
Entre os 8 estados com amostra suficiente, Rio Grande do Sul pagou a maior mediana de admissão a técnico agrícola: R$ 4.125 em 192 contratações. A menor ficou em Bahia, com R$ 2.875 em 217 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 43%, ou R$ 1.250 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Mato Grosso respondeu por 525 das 2.845 admissões de técnico agrícola no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 43% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um técnico agrícola?
O mercado de técnico agrícola é misto: 32,9% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (1.546 de 2.783 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 5.219,09, contra R$ 2.899,29 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 80% de diferença. A CBO em si não exige diploma para técnico agrícola; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um técnico agrícola encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou técnico agrícola foi "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura", com 1.267 admissões, ou 46,1% do total classificado. Somando os três primeiros — Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 76,2% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como técnico agrícola: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,7 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que técnico agrícola fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 3.023 admissões e 4.187 desligamentos de técnico agrícola, um saldo de -1.164 postos formais. O saldo negativo equivale a 38,5% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 3.023 admissões não querem dizer que existam 3.023 pessoas trabalhando como técnico agrícola no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.