Operador de transporte multimodal: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de operador de transporte multimodal no Brasil foi de R$ 2.110 por mês, e a média R$ 2.330,64. O cálculo usa 6.337 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3421-10.
Salário mediano
R$ 2.110
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.330,64
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.930–R$ 2.470
metade das contratações
Amostra
6.337
contratações no período
Como o salário de operador de transporte multimodal se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,6 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 524. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 6.633 admissões e 6.363 desligamentos, saldo de +270 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 4.062 admissões e mediana de R$ 2.125.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um operador de transporte multimodal por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.125 | R$ 2.351,69 | 4.062 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 1.725 | R$ 1.885,45 | 617 |
| Paraná (PR) | R$ 2.425 | R$ 2.477,43 | 411 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.025 | R$ 2.385,33 | 365 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.125 | R$ 2.510,50 | 168 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.525 | R$ 2.796,77 | 147 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 2.873,18 | 82 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 2.396,72 | 63 |
| Pará (PA) | — | R$ 2.566,09 | 59 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 2.400,19 | 58 |
| Bahia (BA) | — | R$ 2.181,89 | 57 |
| Goiás (GO) | — | R$ 2.413,01 | 51 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 1.997,33 | 48 |
| Ceará (CE) | — | R$ 1.903,31 | 48 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 1.906,73 | 35 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 2.283,46 | 32 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como operador de transporte multimodal no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.001,12 | 53 | 0,8% |
| Fundamental Completo | R$ 2.167,69 | 210 | 3,3% |
| Médio Incompleto | R$ 2.111,89 | 299 | 4,7% |
| Médio Completo | R$ 2.220,95 | 4.897 | 77,8% |
| Superior Incompleto | R$ 2.741,77 | 327 | 5,2% |
| Superior Completo | R$ 3.255,39 | 457 | 7,3% |
| Pós-Graduação completa | R$ 4.192,23 | 55 | 0,9% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.130,26 | 2.149 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.342,35 | 1.347 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.441,06 | 1.721 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.573,66 | 812 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.452,77 | 280 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.362,83 (4.134 admissões) e mulheres com R$ 2.270,22 (2.203 admissões), uma diferença de 4,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 3.140 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 1.903 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 642 contratações.
- Indústrias de Transformação: 262 contratações.
- Construção: 185 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 69 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3421-10
- Título oficial
- Operador de transporte multimodal
- Família ocupacional
- 3421 — Especialistas em Logística de Transportes
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para operador de transporte multimodal
A CBO registra estes sinônimos para o código 3421-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Analista de transporte multimodal
- Programador de transporte multimodal
- Técnico de operação de transporte
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um operador de transporte multimodal?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.110 por mês e a média R$ 2.330,64. Metade das 6.337 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.930 e R$ 2.470. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de operador de transporte multimodal?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3421-10, dentro da família ocupacional 3421 — Especialistas em Logística de Transportes.
- Em qual estado operador de transporte multimodal ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Pernambuco teve o maior salário de admissão: R$ 2.873 (82 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser operador de transporte multimodal?
- Entre as pessoas contratadas no período, 8,1% tinham ensino superior completo ou mais e 77,8% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Tecnólogo em logística de transporte · R$ 2.610
- Controlador de serviços de máquinas e veículos · R$ 2.550
- Afretador · R$ 2.250
- Analista de transporte em comercio exterior · R$ 3.210
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
- Agente de vendas de serviços · R$ 1.950
- Controlador de entrada e saída · R$ 2.030
- Tecnico de apoio ao usuario de informatica (helpdesk) · R$ 2.210
- Inspetor de qualidade · R$ 2.410
Entendendo o salário de operador de transporte multimodal
O salário de operador de transporte multimodal está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.110 paga a quem é contratado como operador de transporte multimodal fica a 8% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 68% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.330,64 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.110 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.930 a R$ 2.470 significa?
Metade das 6.337 contratações de operador de transporte multimodal do período ficou entre R$ 1.930 e R$ 2.470. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.930 e um quarto, mais de R$ 2.470. A distância entre as duas pontas é de R$ 540 por mês, ou R$ 6.480 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,28 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.110, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um operador de transporte multimodal.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como operador de transporte multimodal?
Entre os 6 estados com amostra suficiente, Santa Catarina pagou a maior mediana de admissão a operador de transporte multimodal: R$ 2.525 em 147 contratações. A menor ficou em Rio de Janeiro, com R$ 1.725 em 617 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 46%, ou R$ 800 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 4.062 das 6.337 admissões de operador de transporte multimodal no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 46% vista aqui.
Dá para trabalhar como operador de transporte multimodal sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 8,1% das admissões de operador de transporte multimodal foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 4.897 das 6.298 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 77,8%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 4.192,23, contra R$ 2.001,12 de quem entrou com "6ª a 9ª Fundamental" — 109% de diferença. A CBO em si não exige diploma para operador de transporte multimodal; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um operador de transporte multimodal encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de transporte multimodal foi "Atividades Administrativas e Serviços Complementares", com 3.140 admissões, ou 50,6% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Transporte, Armazenagem e Correio, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 91,7% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como operador de transporte multimodal: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,6 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de operador de transporte multimodal está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 6.633 admissões e 6.363 desligamentos de operador de transporte multimodal, um saldo de +270 postos formais. O saldo positivo equivale a 4,1% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 4 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 6.633 admissões não querem dizer que existam 6.633 pessoas trabalhando como operador de transporte multimodal no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.