Operador de quadro de distribuição de energia elétrica: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de operador de quadro de distribuição de energia elétrica no Brasil foi de R$ 2.570 por mês, e a média R$ 2.711,93. O cálculo usa 319 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 8611-10.
Salário mediano
R$ 2.570
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.711,93
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.870–R$ 2.910
metade das contratações
Amostra
319
contratações no período
Como o salário de operador de quadro de distribuição de energia elétrica se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,2 horas semanais.
- Movimentação no período: 328 admissões e 224 desligamentos, saldo de +104 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Maranhão, com 200 admissões e mediana de R$ 2.225.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um operador de quadro de distribuição de energia elétrica por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Maranhão (MA) | R$ 2.225 | R$ 2.241,28 | 200 |
| São Paulo (SP) | — | R$ 3.091,88 | 53 |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.576,40 | 53 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.760,87 | 85 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.664,64 | 92 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.721,11 | 69 |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 202 contratações.
- Eletricidade e Gás: 37 contratações.
- Indústrias de Transformação: 34 contratações.
- Construção: 21 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 12 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 7 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 8611-10
- Título oficial
- Operador de quadro de distribuição de energia elétrica
- Família ocupacional
- 8611 — Família ocupacional 8611
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para operador de quadro de distribuição de energia elétrica
A CBO registra estes sinônimos para o código 8611-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Operador de quadro de alimentação (subestação de distribuição de energia elétrica)
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um operador de quadro de distribuição de energia elétrica?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.570 por mês e a média R$ 2.711,93. Metade das 319 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.870 e R$ 2.910. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de operador de quadro de distribuição de energia elétrica?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 8611-10, dentro da família ocupacional 8611 — Família ocupacional 8611.
- Em qual estado operador de quadro de distribuição de energia elétrica ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 3.092 (53 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Operador de central hidrelétrica · R$ 2.430
- Operador de central termoelétrica · R$ 2.750
- Açougueiro · R$ 2.090
- Operador de máquinas fixas, em geral · R$ 2.310
- Magarefe · R$ 2.070
- Padeiro · R$ 2.110
- Abatedor · R$ 1.890
- Confeiteiro · R$ 2.110
- Operador de produção (química, petroquímica e afins) · R$ 2.210
- Retalhador de carne · R$ 1.990
- Moldador de plástico por injeção · R$ 2.290
- Trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins · R$ 1.970
Entendendo o salário de operador de quadro de distribuição de energia elétrica
Quanto um operador de quadro de distribuição de energia elétrica ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.570 paga a quem é contratado como operador de quadro de distribuição de energia elétrica fica 32% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 83% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.711,93 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.570 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.870 a R$ 2.910 significa?
Metade das 319 contratações de operador de quadro de distribuição de energia elétrica do período ficou entre R$ 1.870 e R$ 2.910. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.870 e um quarto, mais de R$ 2.910. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.040 por mês, ou R$ 12.480 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,56 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.570, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um operador de quadro de distribuição de energia elétrica.
Quem contrata operador de quadro de distribuição de energia elétrica é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de quadro de distribuição de energia elétrica foi "Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas", com 202 admissões, ou 64,5% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, Eletricidade e Gás, Indústrias de Transformação — chega-se a 87,2% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de operador de quadro de distribuição de energia elétrica tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,2 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de operador de quadro de distribuição de energia elétrica está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 328 admissões e 224 desligamentos de operador de quadro de distribuição de energia elétrica, um saldo de +104 postos formais. O saldo positivo equivale a 31,7% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 32 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 328 admissões não querem dizer que existam 328 pessoas trabalhando como operador de quadro de distribuição de energia elétrica no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de operador de quadro de distribuição de energia elétrica?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 30,8% das admissões de operador de quadro de distribuição de energia elétrica — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 2.576,40 em 18 a 24 anos a R$ 2.760,87 em 25 a 29 anos. O salário de entrada de operador de quadro de distribuição de energia elétrica é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.