Montador de veículos (reparação): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de montador de veículos (reparação) no Brasil foi de R$ 2.110 por mês, e a média R$ 2.366,21. O cálculo usa 1.903 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 9913-10.
Salário mediano
R$ 2.110
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.366,21
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.810–R$ 2.550
metade das contratações
Amostra
1.903
contratações no período
Como o salário de montador de veículos (reparação) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 550. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 2.154 admissões e 2.065 desligamentos, saldo de +89 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 538 admissões e mediana de R$ 2.375.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um montador de veículos (reparação) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.375 | R$ 2.801,98 | 538 |
| Paraná (PR) | R$ 2.225 | R$ 2.385,60 | 208 |
| Minas gerais (MG) | R$ 1.925 | R$ 2.232,92 | 200 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.125 | R$ 2.448,19 | 127 |
| Goiás (GO) | R$ 1.825 | R$ 1.987,94 | 114 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.375 | R$ 2.795,58 | 104 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 2.159,69 | 84 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 2.224,81 | 65 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 2.018,15 | 62 |
| Bahia (BA) | — | R$ 1.855,96 | 62 |
| Ceará (CE) | — | R$ 1.958,19 | 48 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 1.957,88 | 44 |
| Pará (PA) | — | R$ 1.778,75 | 39 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 2.237,67 | 36 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 2.218,49 | 32 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como montador de veículos (reparação) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.338,77 | 60 | 3,3% |
| Fundamental Completo | R$ 2.448,05 | 126 | 6,8% |
| Médio Incompleto | R$ 2.193,91 | 162 | 8,8% |
| Médio Completo | R$ 2.307,70 | 1.467 | 79,5% |
| Superior Incompleto | R$ 2.930,34 | 31 | 1,7% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| Até 17 anos | R$ 1.841,84 | 34 |
| 18 a 24 anos | R$ 2.095,04 | 571 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.298,41 | 349 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.502,37 | 487 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.677,09 | 280 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.630,15 | 175 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.371,29 (1.855 admissões) e mulheres com R$ 2.170,03 (48 admissões), uma diferença de 9,3% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 1.611 contratações.
- Indústrias de Transformação: 139 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 66 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 49 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 15 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 11 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 9913-10
- Título oficial
- Montador de veículos (reparação)
- Família ocupacional
- 9913 — Reparadores de Carrocerias de Veículos
- Grande grupo
- Trabalhadores de manutenção e reparação
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para montador de veículos (reparação)
A CBO registra estes sinônimos para o código 9913-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Cabineiro de veículos
- Capoteiro
- Tapeceiro de veículos
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um montador de veículos (reparação)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.110 por mês e a média R$ 2.366,21. Metade das 1.903 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.810 e R$ 2.550. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de montador de veículos (reparação)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 9913-10, dentro da família ocupacional 9913 — Reparadores de Carrocerias de Veículos.
- Em qual estado montador de veículos (reparação) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.375 (538 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Funileiro de veículos (reparação) · R$ 2.310
- Pintor de veículos (reparação) · R$ 2.310
- Mecânico de manutenção de automóveis, motocicletas e veículos similares · R$ 2.010
- Mecânico de manutenção de máquinas, em geral · R$ 2.890
- Auxiliar geral de conservação de vias permanentes (exceto trilhos) · R$ 1.770
- Eletricista de manutenção eletroeletrônica · R$ 2.850
- Mecânico de veículos automotores a diesel (exceto tratores) · R$ 2.610
- Mecânico de manutenção e instalação de aparelhos de climatização e refrigeração · R$ 2.010
- Monitor de sistemas eletrônicos de segurança interno · R$ 2.010
- Borracheiro · R$ 2.110
- Eletricista de instalações (veículos automotores e máquinas operatrizes, exceto aeronaves e · R$ 2.510
- Mecânico de manutenção de máquinas agrícolas · R$ 2.950
Entendendo o salário de montador de veículos (reparação)
O salário de montador de veículos (reparação) está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.110 paga a quem é contratado como montador de veículos (reparação) fica a 8% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 68% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.366,21 está 12% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de montador de veículos (reparação) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
O que a faixa de R$ 1.810 a R$ 2.550 significa?
Metade das 1.903 contratações de montador de veículos (reparação) do período ficou entre R$ 1.810 e R$ 2.550. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.810 e um quarto, mais de R$ 2.550. A distância entre as duas pontas é de R$ 740 por mês, ou R$ 8.880 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,41 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.110, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um montador de veículos (reparação).
Onde montador de veículos (reparação) ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 6 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a montador de veículos (reparação): R$ 2.375 em 538 contratações. A menor ficou em Goiás, com R$ 1.825 em 114 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 30%, ou R$ 550 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou montador de veículos (reparação) no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 30% vista aqui.
Dá para trabalhar como montador de veículos (reparação) sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de montador de veículos (reparação) foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 1.467 das 1.846 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 79,5%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Incompleto" recebeu em média R$ 2.930,34, contra R$ 2.193,91 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 34% de diferença. A CBO em si não exige diploma para montador de veículos (reparação); o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata montador de veículos (reparação) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou montador de veículos (reparação) foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 1.611 admissões, ou 85,2% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Indústrias de Transformação, Transporte, Armazenagem e Correio — chega-se a 96,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de montador de veículos (reparação) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de montador de veículos (reparação) está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 2.154 admissões e 2.065 desligamentos de montador de veículos (reparação), um saldo de +89 postos formais. O saldo positivo equivale a 4,1% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 4 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 2.154 admissões não querem dizer que existam 2.154 pessoas trabalhando como montador de veículos (reparação) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.