Funileiro de veículos (reparação): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de funileiro de veículos (reparação) no Brasil foi de R$ 2.310 por mês, e a média R$ 2.615,52. O cálculo usa 3.048 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 9913-05.
Salário mediano
R$ 2.310
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.615,52
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.890–R$ 3.170
metade das contratações
Amostra
3.048
contratações no período
Como o salário de funileiro de veículos (reparação) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,8 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 415. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 3.244 admissões e 3.248 desligamentos, saldo de -4 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 984 admissões e mediana de R$ 2.725.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um funileiro de veículos (reparação) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.725 | R$ 2.997,52 | 984 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.025 | R$ 2.320,34 | 365 |
| Paraná (PR) | R$ 2.275 | R$ 2.525,89 | 275 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.225 | R$ 2.614,25 | 213 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 2.625 | R$ 2.637,66 | 200 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.125 | R$ 2.413,80 | 137 |
| Bahia (BA) | R$ 2.525 | R$ 2.446,44 | 119 |
| Goiás (GO) | R$ 2.125 | R$ 2.555,27 | 108 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 2.384,25 | 96 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 2.379,82 | 79 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 2.504,01 | 65 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 2.581,17 | 55 |
| Pará (PA) | — | R$ 2.619,05 | 45 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 2.156,06 | 44 |
| Ceará (CE) | — | R$ 2.129,96 | 42 |
| Alagoas (AL) | — | R$ 2.106,86 | 41 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 2.478,23 | 32 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como funileiro de veículos (reparação) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.763,83 | 58 | 1,9% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 2.928,54 | 43 | 1,4% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.914,43 | 145 | 4,8% |
| Fundamental Completo | R$ 2.850,91 | 228 | 7,6% |
| Médio Incompleto | R$ 2.576,84 | 278 | 9,2% |
| Médio Completo | R$ 2.564,91 | 2.226 | 74,0% |
| Superior Incompleto | R$ 2.305,75 | 31 | 1,0% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.104,54 | 676 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.411,69 | 428 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.670,61 | 711 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.882,89 | 579 |
| 50 anos ou mais | R$ 3.036,90 | 620 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.619,13 (3.005 admissões) e mulheres com R$ 2.363,05 (43 admissões), uma diferença de 10,8% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 1.932 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 688 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 174 contratações.
- Indústrias de Transformação: 134 contratações.
- Construção: 58 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 17 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 9913-05
- Título oficial
- Funileiro de veículos (reparação)
- Família ocupacional
- 9913 — Reparadores de Carrocerias de Veículos
- Grande grupo
- Trabalhadores de manutenção e reparação
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para funileiro de veículos (reparação)
A CBO registra estes sinônimos para o código 9913-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Chapista de veículos
- Funileiro de automóveis (reparação)
- Lanterneiro de automóveis (reparação)
- Latoeiro de veículos (reparação)
- Soldador de veículos
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um funileiro de veículos (reparação)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.310 por mês e a média R$ 2.615,52. Metade das 3.048 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.890 e R$ 3.170. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de funileiro de veículos (reparação)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 9913-05, dentro da família ocupacional 9913 — Reparadores de Carrocerias de Veículos.
- Em qual estado funileiro de veículos (reparação) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.725 (984 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Pintor de veículos (reparação) · R$ 2.310
- Montador de veículos (reparação) · R$ 2.110
- Mecânico de manutenção de automóveis, motocicletas e veículos similares · R$ 2.010
- Mecânico de manutenção de máquinas, em geral · R$ 2.890
- Auxiliar geral de conservação de vias permanentes (exceto trilhos) · R$ 1.770
- Eletricista de manutenção eletroeletrônica · R$ 2.850
- Mecânico de veículos automotores a diesel (exceto tratores) · R$ 2.610
- Mecânico de manutenção e instalação de aparelhos de climatização e refrigeração · R$ 2.010
- Monitor de sistemas eletrônicos de segurança interno · R$ 2.010
- Borracheiro · R$ 2.110
- Eletricista de instalações (veículos automotores e máquinas operatrizes, exceto aeronaves e · R$ 2.510
- Mecânico de manutenção de máquinas agrícolas · R$ 2.950
Entendendo o salário de funileiro de veículos (reparação)
Quanto um funileiro de veículos (reparação) ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.310 paga a quem é contratado como funileiro de veículos (reparação) fica 18% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 77% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.615,52 está 13% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de funileiro de veículos (reparação) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de funileiro de veículos (reparação) varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 3.048 contratações de funileiro de veículos (reparação) do período ficou entre R$ 1.890 e R$ 3.170. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.890 e um quarto, mais de R$ 3.170. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.280 por mês, ou R$ 15.360 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,7 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de funileiro de veículos (reparação) está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Onde funileiro de veículos (reparação) ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 8 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a funileiro de veículos (reparação): R$ 2.725 em 984 contratações. A menor ficou em Minas gerais, com R$ 2.025 em 365 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 35%, ou R$ 700 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou funileiro de veículos (reparação) no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 35% vista aqui.
Dá para trabalhar como funileiro de veículos (reparação) sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de funileiro de veículos (reparação) foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 2.226 das 3.009 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 74,0%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "5ª Completo Fundamental" recebeu em média R$ 2.928,54, contra R$ 2.305,75 de quem entrou com "Superior Incompleto" — 27% de diferença. A CBO em si não exige diploma para funileiro de veículos (reparação); o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata funileiro de veículos (reparação) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou funileiro de veículos (reparação) foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 1.932 admissões, ou 64,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Transporte, Armazenagem e Correio, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 93,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de funileiro de veículos (reparação) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,8 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que funileiro de veículos (reparação) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 3.244 admissões e 3.248 desligamentos de funileiro de veículos (reparação), um saldo de -4 postos formais. O saldo negativo equivale a 0,1% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 3.244 admissões não querem dizer que existam 3.244 pessoas trabalhando como funileiro de veículos (reparação) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.