Trabalho e Salários

Avaliador de bens móveis: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de avaliador de bens móveis no Brasil foi de R$ 2.230 por mês, e a média R$ 2.476,86. O cálculo usa 567 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3544-15.

Salário mediano

R$ 2.230

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 2.476,86

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 1.990–R$ 2.710

metade das contratações

Amostra

567

contratações no período

Como o salário de avaliador de bens móveis se distribui

Distribuição do salário de admissão de avaliador de bens móveis: metade das contratações entre R$ 1.990 e R$ 2.710, mediana de R$ 2.230A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 1.990) ao terceiro quartil (R$ 2.710). A linha grossa é a mediana, de R$ 2.230. O ponto escuro é a média, de R$ 2.476,86. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 2,2 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 567 admissões de avaliador de bens móveis em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,7 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 449. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 583 admissões e 525 desligamentos, saldo de +58 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 177 admissões e mediana de R$ 2.525.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como avaliador de bens móveis. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica no meio da tabela.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 3 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um avaliador de bens móveis por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)R$ 2.525R$ 2.774,13177
Minas gerais (MG)—R$ 2.444,0793
Paraná (PR)—R$ 2.595,7460
Rio Grande do Sul (RS)—R$ 2.841,5334

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como avaliador de bens móveis no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Médio CompletoR$ 2.445,7941477,4%
Superior IncompletoR$ 2.341,545510,3%
Superior CompletoR$ 2.807,036612,3%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 2.227,15174
25 a 29 anosR$ 2.420,59134
30 a 39 anosR$ 2.649,14148
40 a 49 anosR$ 2.549,8176
50 anos ou maisR$ 3.098,9933

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.475,62 (486 admissões) e mulheres com R$ 2.484,32 (81 admissões), praticamente sem diferença.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 392 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 115 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 29 contratações.
  • Atividades Imobiliárias: 15 contratações.
  • Informação e Comunicação: 6 contratações.
  • Transporte, Armazenagem e Correio: 3 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
3544-15
Título oficial
Avaliador de bens móveis
Família ocupacional
3544 — Leiloeiros e Avaliadores

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para avaliador de bens móveis

A CBO registra estes sinônimos para o código 3544-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Avaliador de automóveis
  • Avaliador de bens
  • Avaliador de jóias
  • Avaliador judicial
  • Perito avaliador de bens móveis

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um avaliador de bens móveis?
Na contratação, a mediana foi de R$ 2.230 por mês e a média R$ 2.476,86. Metade das 567 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.990 e R$ 2.710. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de avaliador de bens móveis?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3544-15, dentro da família ocupacional 3544 — Leiloeiros e Avaliadores.
Em qual estado avaliador de bens móveis ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Rio Grande do Sul teve o maior salário de admissão: R$ 2.842 (34 contratações no período).
Precisa de faculdade para ser avaliador de bens móveis?
Entre as pessoas contratadas no período, 12,3% tinham ensino superior completo ou mais e 77,4% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de avaliador de bens móveis

O salário de avaliador de bens móveis está na média do mercado formal?

A mediana de R$ 2.230 paga a quem é contratado como avaliador de bens móveis fica a 14% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 76% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 2.476,86 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.230 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.

O que a faixa de R$ 1.990 a R$ 2.710 significa?

Metade das 567 contratações de avaliador de bens móveis do período ficou entre R$ 1.990 e R$ 2.710. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.990 e um quarto, mais de R$ 2.710. A distância entre as duas pontas é de R$ 720 por mês, ou R$ 8.640 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,36 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.230, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um avaliador de bens móveis.

Dá para trabalhar como avaliador de bens móveis sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 12,3% das admissões de avaliador de bens móveis foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 414 das 535 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 77,4%.

A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.341,54 com "Superior Incompleto" a R$ 2.807,03 com "Superior Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de avaliador de bens móveis — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.

Quem contrata avaliador de bens móveis é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou avaliador de bens móveis foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 392 admissões, ou 70,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas — chega-se a 95,7% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de avaliador de bens móveis tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,7 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

O mercado de avaliador de bens móveis está abrindo vagas?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 583 admissões e 525 desligamentos de avaliador de bens móveis, um saldo de +58 postos formais. O saldo positivo equivale a 9,9% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 10 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 583 admissões não querem dizer que existam 583 pessoas trabalhando como avaliador de bens móveis no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Com que idade se entra na carreira de avaliador de bens móveis?

O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 30,8% das admissões de avaliador de bens móveis — é a idade típica de entrada nesta ocupação.

A idade pesa no valor: 50 anos ou mais entrou com média de R$ 3.098,99 e 18 a 24 anos, com R$ 2.227,15 — 39% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Média

A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.

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Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

Ver no glossário completo

CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

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Grau de instrução

A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.