Trabalho e Salários

Técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão no Brasil foi de R$ 3.210 por mês, e a média R$ 3.269,90. O cálculo usa 607 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 9151-05.

Salário mediano

R$ 3.210

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 3.269,90

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 2.010–R$ 4.010

metade das contratações

Amostra

607

contratações no período

Como o salário de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão se distribui

Distribuição do salário de admissão de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão: metade das contratações entre R$ 2.010 e R$ 4.010, mediana de R$ 3.210A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 2.010) ao terceiro quartil (R$ 4.010). A linha grossa é a mediana, de R$ 3.210. O ponto escuro é a média, de R$ 3.269,90. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 2 milR$ 4 milR$ 6 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 3,2 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 607 admissões de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,6 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 189. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 682 admissões e 672 desligamentos, saldo de +10 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 173 admissões e mediana de R$ 3.225.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica no terço de cima.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 4 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)R$ 3.225R$ 3.329,62173
Minas gerais (MG)—R$ 3.704,3274
Rio de Janeiro (RJ)—R$ 3.840,8453
Bahia (BA)—R$ 3.982,2643
Espírito Santo (ES)—R$ 3.705,6134

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Médio CompletoR$ 3.109,9445281,0%
Superior IncompletoR$ 3.763,22407,2%
Superior CompletoR$ 4.258,536611,8%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 2.458,39115
25 a 29 anosR$ 2.986,70106
30 a 39 anosR$ 3.384,71188
40 a 49 anosR$ 3.628,49118
50 anos ou maisR$ 4.375,9868

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 3.238,09 (535 admissões) e mulheres com R$ 3.506,32 (72 admissões), uma diferença de 7,6% a favor das mulheres.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 176 contratações.
  • Indústrias de Transformação: 174 contratações.
  • Construção: 162 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 53 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 18 contratações.
  • Transporte, Armazenagem e Correio: 9 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
9151-05
Título oficial
Técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão
Família ocupacional
9151 — Técnicos em Manutenção e Reparação de Instrumentos de Medição e Precisão

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão

A CBO registra estes sinônimos para o código 9151-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Instrumentista de laboratório (manutenção)
  • Técnico instrumentista (manutenção de instrumentos de medição e precisão)

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão?
Na contratação, a mediana foi de R$ 3.210 por mês e a média R$ 3.269,90. Metade das 607 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.010 e R$ 4.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 9151-05, dentro da família ocupacional 9151 — Técnicos em Manutenção e Reparação de Instrumentos de Medição e Precisão.
Em qual estado técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Bahia teve o maior salário de admissão: R$ 3.982 (43 contratações no período).
Precisa de faculdade para ser técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão?
Entre as pessoas contratadas no período, 11,8% tinham ensino superior completo ou mais e 81,0% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão

Quanto um técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 3.210 paga a quem é contratado como técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão fica 65% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 93% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 3.269,90 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.

Por que o salário de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão varia tanto de um contrato para o outro?

Metade das 607 contratações de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão do período ficou entre R$ 2.010 e R$ 4.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.010 e um quarto, mais de R$ 4.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 2.000 por mês, ou R$ 24.000 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

O terceiro quartil é 2 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.

Dá para trabalhar como técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 11,8% das admissões de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 452 das 558 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 81,0%.

A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 4.258,53, contra R$ 3.109,94 de quem entrou com "Médio Completo" — 37% de diferença. A CBO em si não exige diploma para técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.

Em que setores um técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão encontra vaga?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 176 admissões, ou 29,7% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Indústrias de Transformação, Construção — chega-se a 86,5% das contratações.

A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,6 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

O mercado de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão está abrindo vagas?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 682 admissões e 672 desligamentos de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão, um saldo de +10 postos formais. O saldo positivo equivale a 1,5% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 1 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 682 admissões não querem dizer que existam 682 pessoas trabalhando como técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Com que idade se entra na carreira de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão?

O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 31,6% das admissões de técnico em manutenção de instrumentos de medição e precisão — é a idade típica de entrada nesta ocupação.

A idade pesa no valor: 50 anos ou mais entrou com média de R$ 4.375,98 e 18 a 24 anos, com R$ 2.458,39 — 78% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Família ocupacional

Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

Ver no glossário completo

CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

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Grau de instrução

A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.