Reparador de rádio, tv e som: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de reparador de rádio, tv e som no Brasil foi de R$ 1.910 por mês, e a média R$ 2.091,00. O cálculo usa 36 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 9542-10.
Salário mediano
R$ 1.910
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.091,00
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.710–R$ 2.130
metade das contratações
Amostra
36
contratações no período
Como o salário de reparador de rádio, tv e som se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 41,7 horas semanais.
- Movimentação no período: 37 admissões e 66 desligamentos, saldo de -29 vagas formais.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Outras Atividades de Serviços: 15 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 11 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 4 contratações.
- Indústrias de Transformação: 3 contratações.
- Construção: 1 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 9542-10
- Título oficial
- Reparador de rádio, tv e som
- Família ocupacional
- 9542 — Reparadores de Aparelhos Eletrodomésticos
- Grande grupo
- Trabalhadores de manutenção e reparação
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para reparador de rádio, tv e som
A CBO registra estes sinônimos para o código 9542-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Antenista
- Consertador de rádio
- Eletrotécnico reparador de aparelhos de som
- Radiotécnico
- Técnico de rádio (reparo)
- Técnico de televisão
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um reparador de rádio, tv e som?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.910 por mês e a média R$ 2.091,00. Metade das 36 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.710 e R$ 2.130. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de reparador de rádio, tv e som?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 9542-10, dentro da família ocupacional 9542 — Reparadores de Aparelhos Eletrodomésticos.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Reparador de aparelhos eletrodomésticos (exceto imagem e som) · R$ 1.970
- Mecânico de manutenção de automóveis, motocicletas e veículos similares · R$ 2.010
- Mecânico de manutenção de máquinas, em geral · R$ 2.890
- Auxiliar geral de conservação de vias permanentes (exceto trilhos) · R$ 1.770
- Eletricista de manutenção eletroeletrônica · R$ 2.850
- Mecânico de veículos automotores a diesel (exceto tratores) · R$ 2.610
- Mecânico de manutenção e instalação de aparelhos de climatização e refrigeração · R$ 2.010
- Monitor de sistemas eletrônicos de segurança interno · R$ 2.010
- Borracheiro · R$ 2.110
- Eletricista de instalações (veículos automotores e máquinas operatrizes, exceto aeronaves e · R$ 2.510
- Mecânico de manutenção de máquinas agrícolas · R$ 2.950
- Instalador de sistemas eletroeletronicos de seguranca · R$ 2.010
Entendendo o salário de reparador de rádio, tv e som
O salário de reparador de rádio, tv e som está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.910 paga a quem é contratado como reparador de rádio, tv e som fica a 2% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 44% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.091,00 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.910 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que quase todo reparador de rádio, tv e som entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 36 contratações de reparador de rádio, tv e som do período ficou entre R$ 1.710 e R$ 2.130. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.710 e um quarto, mais de R$ 2.130. A distância entre as duas pontas é de R$ 420 por mês, ou R$ 5.040 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,25 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de reparador de rádio, tv e som. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Em que setores um reparador de rádio, tv e som encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou reparador de rádio, tv e som foi "Outras Atividades de Serviços", com 15 admissões, ou 42,9% do total classificado. Somando os três primeiros — Outras Atividades de Serviços, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 85,7% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como reparador de rádio, tv e som: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 41,7 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que reparador de rádio, tv e som fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 37 admissões e 66 desligamentos de reparador de rádio, tv e som, um saldo de -29 postos formais. O saldo negativo equivale a 78,4% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 37 admissões não querem dizer que existam 37 pessoas trabalhando como reparador de rádio, tv e som no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.