Trabalho e Salários

Preparador de tintas: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de preparador de tintas no Brasil foi de R$ 2.350 por mês, e a média R$ 2.647,05. O cálculo usa 1.027 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3117-15.

Salário mediano

R$ 2.350

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 2.647,05

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 2.010–R$ 3.130

metade das contratações

Amostra

1.027

contratações no período

Como o salário de preparador de tintas se distribui

Distribuição do salário de admissão de preparador de tintas: metade das contratações entre R$ 2.010 e R$ 3.130, mediana de R$ 2.350A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 2.010) ao terceiro quartil (R$ 3.130). A linha grossa é a mediana, de R$ 2.350. O ponto escuro é a média, de R$ 2.647,05. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milR$ 4 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 2,4 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 1.027 admissões de preparador de tintas em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 387. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 1.104 admissões e 1.282 desligamentos, saldo de -178 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 340 admissões e mediana de R$ 2.875.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como preparador de tintas. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica no meio da tabela.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 4 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um preparador de tintas por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)R$ 2.875R$ 3.086,97340
Paraná (PR)R$ 2.225R$ 2.667,99140
Santa Catarina (SC)R$ 2.525R$ 2.857,73132
Minas gerais (MG)—R$ 2.164,3279
Rio Grande do Sul (RS)—R$ 2.606,6763
Goiás (GO)—R$ 2.260,9754
Bahia (BA)—R$ 1.950,0032
Mediana do salário de admissão de preparador de tintas por estado, de R$ 2.875 em São Paulo (SP) a R$ 2.225 em Paraná (PR)Barras horizontais com a mediana de admissão em cada estado que teve pelo menos 30 contratações de preparador de tintas no período, da maior para a menor.São Paulo (SP)R$ 2.875Santa Catarina (SC)R$ 2.525Paraná (PR)R$ 2.225
Estados com amostra suficiente, ordenados pela mediana. Fonte: Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio.

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como preparador de tintas no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Fundamental CompletoR$ 2.453,28565,8%
Médio IncompletoR$ 2.554,44586,0%
Médio CompletoR$ 2.621,5482184,7%
Superior CompletoR$ 3.754,17343,5%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 2.213,48230
25 a 29 anosR$ 2.485,26192
30 a 39 anosR$ 2.836,72290
40 a 49 anosR$ 2.892,68227
50 anos ou maisR$ 3.050,4175

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.652,36 (928 admissões) e mulheres com R$ 2.597,33 (99 admissões), uma diferença de 2,1% a favor dos homens.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 628 contratações.
  • Indústrias de Transformação: 331 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 49 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 8 contratações.
  • Construção: 7 contratações.
  • Transporte, Armazenagem e Correio: 2 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
3117-15
Título oficial
Preparador de tintas
Família ocupacional
3117 — Coloristas

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para preparador de tintas

A CBO registra estes sinônimos para o código 3117-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Colorista
  • Cromista
  • Preparador de pastas (na fabricação de tintas)

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um preparador de tintas?
Na contratação, a mediana foi de R$ 2.350 por mês e a média R$ 2.647,05. Metade das 1.027 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.010 e R$ 3.130. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de preparador de tintas?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3117-15, dentro da família ocupacional 3117 — Coloristas.
Em qual estado preparador de tintas ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.875 (340 contratações no período).
Precisa de faculdade para ser preparador de tintas?
Entre as pessoas contratadas no período, 3,5% tinham ensino superior completo ou mais e 84,7% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de preparador de tintas

Quanto um preparador de tintas ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 2.350 paga a quem é contratado como preparador de tintas fica 21% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 78% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 2.647,05 está 13% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de preparador de tintas bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.

O que a faixa de R$ 2.010 a R$ 3.130 significa?

Metade das 1.027 contratações de preparador de tintas do período ficou entre R$ 2.010 e R$ 3.130. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.010 e um quarto, mais de R$ 3.130. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.120 por mês, ou R$ 13.440 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,56 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.350, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um preparador de tintas.

Onde preparador de tintas ganha mais e onde ganha menos no Brasil?

Entre os 3 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a preparador de tintas: R$ 2.875 em 340 contratações. A menor ficou em Paraná, com R$ 2.225 em 140 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 29%, ou R$ 650 por mês.

São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou preparador de tintas no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 29% vista aqui.

Dá para trabalhar como preparador de tintas sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 3,5% das admissões de preparador de tintas foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 821 das 969 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 84,7%.

A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 3.754,17, contra R$ 2.453,28 de quem entrou com "Fundamental Completo" — 53% de diferença. A CBO em si não exige diploma para preparador de tintas; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.

Quem contrata preparador de tintas é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou preparador de tintas foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 628 admissões, ou 61,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Indústrias de Transformação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 98,3% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de preparador de tintas tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

Por que preparador de tintas fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.104 admissões e 1.282 desligamentos de preparador de tintas, um saldo de -178 postos formais. O saldo negativo equivale a 16,1% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.104 admissões não querem dizer que existam 1.104 pessoas trabalhando como preparador de tintas no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Família ocupacional

Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Média

A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.

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Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.