Preparador de esmaltes (cerâmica): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de preparador de esmaltes (cerâmica) no Brasil foi de R$ 2.510 por mês, e a média R$ 2.431,37. O cálculo usa 199 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 8231-25.
Salário mediano
R$ 2.510
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.431,37
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.210–R$ 2.590
metade das contratações
Amostra
199
contratações no período
Como o salário de preparador de esmaltes (cerâmica) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
- Movimentação no período: 208 admissões e 259 desligamentos, saldo de -51 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Santa Catarina, com 160 admissões e mediana de R$ 2.325.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como preparador de esmaltes (cerâmica) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Incompleto | R$ 2.431,24 | 37 | 28,2% |
| Médio Completo | R$ 2.439,11 | 94 | 71,8% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.375,81 | 57 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.340,12 | 41 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.427,50 | 51 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.471,53 | 40 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.445,19 (166 admissões) e mulheres com R$ 2.361,82 (33 admissões), uma diferença de 3,5% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 180 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 18 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 8231-25
- Título oficial
- Preparador de esmaltes (cerâmica)
- Família ocupacional
- 8231 — Família ocupacional 8231
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um preparador de esmaltes (cerâmica)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.510 por mês e a média R$ 2.431,37. Metade das 199 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.210 e R$ 2.590. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de preparador de esmaltes (cerâmica)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 8231-25, dentro da família ocupacional 8231 — Família ocupacional 8231.
- Em qual estado preparador de esmaltes (cerâmica) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Santa Catarina teve o maior salário de admissão: R$ 2.325 (160 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Preparador de massa de argila · R$ 2.210
- Preparador de barbotina · R$ 2.730
- Preparador de massa (fabricação de vidro) · R$ 2.290
- Preparador de aditivos · R$ 2.290
- Preparador de massa (fabricação de abrasivos) · R$ 1.890
- Açougueiro · R$ 2.090
- Operador de máquinas fixas, em geral · R$ 2.310
- Magarefe · R$ 2.070
- Padeiro · R$ 2.110
- Abatedor · R$ 1.890
- Confeiteiro · R$ 2.110
- Operador de produção (química, petroquímica e afins) · R$ 2.210
Entendendo o salário de preparador de esmaltes (cerâmica)
Quanto um preparador de esmaltes (cerâmica) ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.510 paga a quem é contratado como preparador de esmaltes (cerâmica) fica 29% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 81% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.431,37 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de preparador de esmaltes (cerâmica) se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.
Por que quase todo preparador de esmaltes (cerâmica) entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 199 contratações de preparador de esmaltes (cerâmica) do período ficou entre R$ 2.210 e R$ 2.590. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.210 e um quarto, mais de R$ 2.590. A distância entre as duas pontas é de R$ 380 por mês, ou R$ 4.560 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,17 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de preparador de esmaltes (cerâmica). Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Dá para trabalhar como preparador de esmaltes (cerâmica) sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de preparador de esmaltes (cerâmica) foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 94 das 131 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 71,8%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.431,24 com "Médio Incompleto" a R$ 2.439,11 com "Médio Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de preparador de esmaltes (cerâmica) — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata preparador de esmaltes (cerâmica) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou preparador de esmaltes (cerâmica) foi "Indústrias de Transformação", com 180 admissões, ou 90,5% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 100,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de preparador de esmaltes (cerâmica) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que preparador de esmaltes (cerâmica) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 208 admissões e 259 desligamentos de preparador de esmaltes (cerâmica), um saldo de -51 postos formais. O saldo negativo equivale a 24,5% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 208 admissões não querem dizer que existam 208 pessoas trabalhando como preparador de esmaltes (cerâmica) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de preparador de esmaltes (cerâmica)?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 30,2% das admissões de preparador de esmaltes (cerâmica) — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 2.340,12 em 25 a 29 anos a R$ 2.471,53 em 40 a 49 anos. O salário de entrada de preparador de esmaltes (cerâmica) é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Competência
O mês de referência de um arquivo do CAGED, escrito como ano e mês (por exemplo, 202608 para agosto de 2026). Somamos várias competências para que a amostra de cada ocupação fique grande o suficiente.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.