Trabalho e Salários

Lavador de peças: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de lavador de peças no Brasil foi de R$ 1.970 por mês, e a média R$ 2.001,42. O cálculo usa 1.087 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 9921-20.

Salário mediano

R$ 1.970

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 2.001,42

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 1.730–R$ 2.210

metade das contratações

Amostra

1.087

contratações no período

Como o salário de lavador de peças se distribui

Distribuição do salário de admissão de lavador de peças: metade das contratações entre R$ 1.730 e R$ 2.210, mediana de R$ 1.970A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 1.730) ao terceiro quartil (R$ 2.210). A linha grossa é a mediana, de R$ 1.970. O ponto escuro é a média, de R$ 2.001,42. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 2 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 1.087 admissões de lavador de peças em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,6 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 668. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 1.148 admissões e 1.029 desligamentos, saldo de +119 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 262 admissões e mediana de R$ 2.125.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como lavador de peças. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica no terço de baixo.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 6 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um lavador de peças por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)R$ 2.125R$ 2.131,36262
Minas gerais (MG)R$ 1.825R$ 1.877,04170
Paraná (PR)R$ 2.225R$ 2.173,02160
Goiás (GO)—R$ 1.859,9195
Rio Grande do Sul (RS)—R$ 1.933,2788
Santa Catarina (SC)—R$ 2.270,3862
Rio de Janeiro (RJ)—R$ 1.771,9243
Mato Grosso (MT)—R$ 2.129,4541
Mato Grosso do Sul (MS)—R$ 1.962,0738
Mediana do salário de admissão de lavador de peças por estado, de R$ 2.225 em Paraná (PR) a R$ 1.825 em Minas gerais (MG)Barras horizontais com a mediana de admissão em cada estado que teve pelo menos 30 contratações de lavador de peças no período, da maior para a menor.Paraná (PR)R$ 2.225São Paulo (SP)R$ 2.125Minas gerais (MG)R$ 1.825
Estados com amostra suficiente, ordenados pela mediana. Fonte: Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio.

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como lavador de peças no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
6ª a 9ª FundamentalR$ 2.040,64403,9%
Fundamental CompletoR$ 2.029,72928,9%
Médio IncompletoR$ 1.939,0011311,0%
Médio CompletoR$ 1.999,0778376,2%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 1.955,84517
25 a 29 anosR$ 2.027,01164
30 a 39 anosR$ 2.056,24194
40 a 49 anosR$ 2.060,95115
50 anos ou maisR$ 2.107,1769

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.017,47 (1.034 admissões) e mulheres com R$ 1.688,27 (53 admissões), uma diferença de 19,5% a favor dos homens.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 551 contratações.
  • Indústrias de Transformação: 339 contratações.
  • Transporte, Armazenagem e Correio: 73 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 73 contratações.
  • Construção: 23 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 9 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
9921-20
Título oficial
Lavador de peças
Família ocupacional
9921 — Trabalhadores Elementares de Serviços de Manutenção Veicular

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um lavador de peças?
Na contratação, a mediana foi de R$ 1.970 por mês e a média R$ 2.001,42. Metade das 1.087 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.730 e R$ 2.210. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de lavador de peças?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 9921-20, dentro da família ocupacional 9921 — Trabalhadores Elementares de Serviços de Manutenção Veicular.
Em qual estado lavador de peças ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Santa Catarina teve o maior salário de admissão: R$ 2.270 (62 contratações no período).
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de lavador de peças

O salário de lavador de peças está na média do mercado formal?

A mediana de R$ 1.970 paga a quem é contratado como lavador de peças fica a 1% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 52% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 2.001,42 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de lavador de peças se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.

O que a faixa de R$ 1.730 a R$ 2.210 significa?

Metade das 1.087 contratações de lavador de peças do período ficou entre R$ 1.730 e R$ 2.210. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.730 e um quarto, mais de R$ 2.210. A distância entre as duas pontas é de R$ 480 por mês, ou R$ 5.760 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,28 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 1.970, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um lavador de peças.

Onde lavador de peças ganha mais e onde ganha menos no Brasil?

Entre os 3 estados com amostra suficiente, Paraná pagou a maior mediana de admissão a lavador de peças: R$ 2.225 em 160 contratações. A menor ficou em Minas gerais, com R$ 1.825 em 170 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 22%, ou R$ 400 por mês.

Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 262 das 1.087 admissões de lavador de peças no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 22% vista aqui.

Dá para trabalhar como lavador de peças sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de lavador de peças foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 783 das 1.028 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 76,2%.

A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 1.939,00 com "Médio Incompleto" a R$ 2.040,64 com "6ª a 9ª Fundamental". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de lavador de peças — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.

Em que setores um lavador de peças encontra vaga?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou lavador de peças foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 551 admissões, ou 51,6% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Indústrias de Transformação, Transporte, Armazenagem e Correio — chega-se a 90,2% das contratações.

A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como lavador de peças: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,6 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

O mercado de lavador de peças está abrindo vagas?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.148 admissões e 1.029 desligamentos de lavador de peças, um saldo de +119 postos formais. O saldo positivo equivale a 10,4% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 10 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.148 admissões não querem dizer que existam 1.148 pessoas trabalhando como lavador de peças no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Família ocupacional

Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

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Grau de instrução

A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.