Analista de seguros (técnico): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de analista de seguros (técnico) no Brasil foi de R$ 3.510 por mês, e a média R$ 4.422,78. O cálculo usa 1.519 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 3517-05.
Salário mediano
R$ 3.510
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 4.422,78
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.710–R$ 5.010
metade das contratações
Amostra
1.519
contratações no período
Como o salário de analista de seguros (técnico) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 40,9 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 158. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 1.523 admissões e 1.441 desligamentos, saldo de +82 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 960 admissões e mediana de R$ 3.975.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um analista de seguros (técnico) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 3.975 | R$ 4.943,55 | 960 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 3.125 | R$ 3.261,89 | 163 |
| Paraná (PR) | — | R$ 3.745,39 | 85 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 4.336,37 | 78 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 3.911,06 | 59 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 2.001,88 | 42 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como analista de seguros (técnico) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 2.855,60 | 412 | 27,4% |
| Superior Incompleto | R$ 3.665,70 | 324 | 21,6% |
| Superior Completo | R$ 5.420,22 | 649 | 43,2% |
| Pós-Graduação completa | R$ 6.270,66 | 117 | 7,8% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 3.284,47 | 301 |
| 25 a 29 anos | R$ 4.290,73 | 359 |
| 30 a 39 anos | R$ 4.754,61 | 499 |
| 40 a 49 anos | R$ 5.176,74 | 283 |
| 50 anos ou mais | R$ 4.604,52 | 75 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 4.724,22 (588 admissões) e mulheres com R$ 4.232,40 (931 admissões), uma diferença de 11,6% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 1.069 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 223 contratações.
- Informação e Comunicação: 130 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 27 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 27 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 13 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 3517-05
- Título oficial
- Analista de seguros (técnico)
- Família ocupacional
- 3517 — Técnicos de Seguros e Afins
- Grande grupo
- Técnicos de nível médio
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para analista de seguros (técnico)
A CBO registra estes sinônimos para o código 3517-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Analista técnico de seguros
- Subscritor assistente de seguros
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um analista de seguros (técnico)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 3.510 por mês e a média R$ 4.422,78. Metade das 1.519 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.710 e R$ 5.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de analista de seguros (técnico)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 3517-05, dentro da família ocupacional 3517 — Técnicos de Seguros e Afins.
- Em qual estado analista de seguros (técnico) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Rio de Janeiro teve o maior salário de admissão: R$ 4.336 (78 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser analista de seguros (técnico)?
- Entre as pessoas contratadas no período, 51,0% tinham ensino superior completo ou mais e 27,4% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Assistente comercial de seguros · R$ 2.110
- Inspetor de risco · R$ 2.010
- Analista de sinistros · R$ 2.810
- Inspetor de sinistros · R$ 2.290
- Assistente técnico de seguros · R$ 2.310
- Técnico de seguros · R$ 3.010
- Técnico de resseguros · R$ 6.510
- Técnico de enfermagem · R$ 2.390
- Assistente de vendas · R$ 2.050
- Auxiliar de desenvolvimento infantil · R$ 1.850
- Técnico em segurança do trabalho · R$ 3.870
- Agente de vendas de serviços · R$ 1.950
Entendendo o salário de analista de seguros (técnico)
Quanto um analista de seguros (técnico) ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 3.510 paga a quem é contratado como analista de seguros (técnico) fica 80% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 94% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 4.422,78 está 26% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de analista de seguros (técnico) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de analista de seguros (técnico) varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 1.519 contratações de analista de seguros (técnico) do período ficou entre R$ 2.710 e R$ 5.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.710 e um quarto, mais de R$ 5.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 2.300 por mês, ou R$ 27.600 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,8 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de analista de seguros (técnico) está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Onde analista de seguros (técnico) ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 2 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a analista de seguros (técnico): R$ 3.975 em 960 contratações. A menor ficou em Rio Grande do Sul, com R$ 3.125 em 163 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 27%, ou R$ 850 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou analista de seguros (técnico) no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 27% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um analista de seguros (técnico)?
O mercado de analista de seguros (técnico) é misto: 51,0% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Superior Completo" (649 de 1.502 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 6.270,66, contra R$ 2.855,60 de quem entrou com "Médio Completo" — 120% de diferença. A CBO em si não exige diploma para analista de seguros (técnico); o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata analista de seguros (técnico) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou analista de seguros (técnico) foi "Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados", com 1.069 admissões, ou 71,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Informação e Comunicação — chega-se a 95,5% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de analista de seguros (técnico) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 40,9 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de analista de seguros (técnico) está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.523 admissões e 1.441 desligamentos de analista de seguros (técnico), um saldo de +82 postos formais. O saldo positivo equivale a 5,4% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 5 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.523 admissões não querem dizer que existam 1.523 pessoas trabalhando como analista de seguros (técnico) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.