Trabalho e Salários

Operador de carregadeira: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de operador de carregadeira no Brasil foi de R$ 2.510 por mês, e a média R$ 2.631,23. O cálculo usa 1.709 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7112-10.

Salário mediano

R$ 2.510

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 2.631,23

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 2.130–R$ 3.010

metade das contratações

Amostra

1.709

contratações no período

Como o salário de operador de carregadeira se distribui

Distribuição do salário de admissão de operador de carregadeira: metade das contratações entre R$ 2.130 e R$ 3.010, mediana de R$ 2.510A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 2.130) ao terceiro quartil (R$ 3.010). A linha grossa é a mediana, de R$ 2.510. O ponto escuro é a média, de R$ 2.631,23. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milR$ 4 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 2,5 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 1.709 admissões de operador de carregadeira em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 334. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 1.882 admissões e 2.215 desligamentos, saldo de -333 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: Minas gerais, com 293 admissões e mediana de R$ 2.725.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como operador de carregadeira. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica no meio da tabela.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 11 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um operador de carregadeira por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
Minas gerais (MG)R$ 2.725R$ 2.753,94293
Pernambuco (PE)R$ 2.225R$ 2.160,92187
São Paulo (SP)R$ 2.825R$ 2.879,72182
Paraná (PR)R$ 2.725R$ 2.697,66120
Paraíba (PB)R$ 1.725R$ 1.915,76101
Pará (PA)—R$ 3.011,7199
Santa Catarina (SC)—R$ 2.782,6991
Mato Grosso (MT)—R$ 3.380,6377
Goiás (GO)—R$ 2.737,0274
Bahia (BA)—R$ 2.876,4771
Espírito Santo (ES)—R$ 2.953,3567
Alagoas (AL)—R$ 1.929,0165
Maranhão (MA)—R$ 2.414,7653
Rio Grande do Sul (RS)—R$ 2.710,1639
Piauí (PI)—R$ 2.095,9936
Mato Grosso do Sul (MS)—R$ 2.559,7030
Mediana do salário de admissão de operador de carregadeira por estado, de R$ 2.825 em São Paulo (SP) a R$ 1.725 em Paraíba (PB)Barras horizontais com a mediana de admissão em cada estado que teve pelo menos 30 contratações de operador de carregadeira no período, da maior para a menor.São Paulo (SP)R$ 2.825Minas gerais (MG)R$ 2.725Paraná (PR)R$ 2.725Pernambuco (PE)R$ 2.225Paraíba (PB)R$ 1.725
Estados com amostra suficiente, ordenados pela mediana. Fonte: Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio.

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como operador de carregadeira no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Até 5ª IncompletoR$ 2.290,671669,9%
5ª Completo FundamentalR$ 2.333,06573,4%
6ª a 9ª FundamentalR$ 2.560,621458,6%
Fundamental CompletoR$ 2.652,3320512,2%
Médio IncompletoR$ 2.733,581498,9%
Médio CompletoR$ 2.694,7695657,0%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 2.376,29227
25 a 29 anosR$ 2.714,56258
30 a 39 anosR$ 2.655,35528
40 a 49 anosR$ 2.685,79428
50 anos ou maisR$ 2.633,45266

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Indústrias de Transformação: 460 contratações.
  • Construção: 413 contratações.
  • Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 232 contratações.
  • Transporte, Armazenagem e Correio: 170 contratações.
  • Indústrias Extrativas: 164 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 150 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
7112-10
Título oficial
Operador de carregadeira
Família ocupacional
7112 — Família ocupacional 7112

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de carregadeira?
Na contratação, a mediana foi de R$ 2.510 por mês e a média R$ 2.631,23. Metade das 1.709 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.130 e R$ 3.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de operador de carregadeira?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7112-10, dentro da família ocupacional 7112 — Família ocupacional 7112.
Em qual estado operador de carregadeira ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Mato Grosso teve o maior salário de admissão: R$ 3.381 (77 contratações no período).
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de operador de carregadeira

Quanto um operador de carregadeira ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 2.510 paga a quem é contratado como operador de carregadeira fica 29% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 81% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 2.631,23 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.510 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.

O que a faixa de R$ 2.130 a R$ 3.010 significa?

Metade das 1.709 contratações de operador de carregadeira do período ficou entre R$ 2.130 e R$ 3.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.130 e um quarto, mais de R$ 3.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 880 por mês, ou R$ 10.560 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,41 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.510, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um operador de carregadeira.

Em que estado vale mais a pena trabalhar como operador de carregadeira?

Entre os 5 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a operador de carregadeira: R$ 2.825 em 182 contratações. A menor ficou em Paraíba, com R$ 1.725 em 101 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 64%, ou R$ 1.100 por mês.

Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Minas gerais respondeu por 293 das 1.709 admissões de operador de carregadeira no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 64% vista aqui.

Dá para trabalhar como operador de carregadeira sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de operador de carregadeira foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 956 das 1.678 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 57,0%.

A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.290,67 com "Até 5ª Incompleto" a R$ 2.733,58 com "Médio Incompleto". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de operador de carregadeira — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.

Em que setores um operador de carregadeira encontra vaga?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de carregadeira foi "Indústrias de Transformação", com 460 admissões, ou 28,9% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Construção, Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura — chega-se a 69,5% das contratações.

A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como operador de carregadeira: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

Por que operador de carregadeira fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.882 admissões e 2.215 desligamentos de operador de carregadeira, um saldo de -333 postos formais. O saldo negativo equivale a 17,7% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.882 admissões não querem dizer que existam 1.882 pessoas trabalhando como operador de carregadeira no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Família ocupacional

Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

Ver no glossário completo

Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

Ver no glossário completo

CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.