Trabalho e Salários

Impressor flexográfico: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de impressor flexográfico no Brasil foi de R$ 2.650 por mês, e a média R$ 3.007,67. O cálculo usa 1.010 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7662-35.

Salário mediano

R$ 2.650

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 3.007,67

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 2.210–R$ 3.650

metade das contratações

Amostra

1.010

contratações no período

Como o salário de impressor flexográfico se distribui

Distribuição do salário de admissão de impressor flexográfico: metade das contratações entre R$ 2.210 e R$ 3.650, mediana de R$ 2.650A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 2.210) ao terceiro quartil (R$ 3.650). A linha grossa é a mediana, de R$ 2.650. O ponto escuro é a média, de R$ 3.007,67. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milR$ 4 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 2,7 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 1.010 admissões de impressor flexográfico em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,6 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 297. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 1.105 admissões e 1.302 desligamentos, saldo de -197 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 441 admissões e mediana de R$ 3.225.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como impressor flexográfico. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica no meio da tabela.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 3 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um impressor flexográfico por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)R$ 3.225R$ 3.382,78441
Paraná (PR)R$ 2.225R$ 2.765,79160
Santa Catarina (SC)R$ 2.375R$ 2.937,21111
Minas gerais (MG)—R$ 2.681,6161
Rio Grande do Sul (RS)—R$ 2.629,5259
Goiás (GO)—R$ 2.708,5753
Mediana do salário de admissão de impressor flexográfico por estado, de R$ 3.225 em São Paulo (SP) a R$ 2.225 em Paraná (PR)Barras horizontais com a mediana de admissão em cada estado que teve pelo menos 30 contratações de impressor flexográfico no período, da maior para a menor.São Paulo (SP)R$ 3.225Santa Catarina (SC)R$ 2.375Paraná (PR)R$ 2.225
Estados com amostra suficiente, ordenados pela mediana. Fonte: Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio.

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como impressor flexográfico no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Fundamental CompletoR$ 2.656,40667,0%
Médio IncompletoR$ 2.553,55828,7%
Médio CompletoR$ 3.072,0876080,9%
Superior IncompletoR$ 3.082,13323,4%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 2.235,49223
25 a 29 anosR$ 2.738,98180
30 a 39 anosR$ 3.117,71301
40 a 49 anosR$ 3.583,00242
50 anos ou maisR$ 3.770,1262

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 3.040,78 (960 admissões) e mulheres com R$ 2.372,08 (50 admissões), uma diferença de 28,2% a favor dos homens.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Indústrias de Transformação: 819 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 111 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 51 contratações.
  • Informação e Comunicação: 9 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 7 contratações.
  • Transporte, Armazenagem e Correio: 6 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
7662-35
Título oficial
Impressor flexográfico
Família ocupacional
7662 — Trabalhadores da Impressão Gráfica

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um impressor flexográfico?
Na contratação, a mediana foi de R$ 2.650 por mês e a média R$ 3.007,67. Metade das 1.010 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.210 e R$ 3.650. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de impressor flexográfico?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7662-35, dentro da família ocupacional 7662 — Trabalhadores da Impressão Gráfica.
Em qual estado impressor flexográfico ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 3.225 (441 contratações no período).
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de impressor flexográfico

Quanto um impressor flexográfico ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 2.650 paga a quem é contratado como impressor flexográfico fica 36% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 85% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 3.007,67 está 13% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de impressor flexográfico bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.

Por que o salário de impressor flexográfico varia tanto de um contrato para o outro?

Metade das 1.010 contratações de impressor flexográfico do período ficou entre R$ 2.210 e R$ 3.650. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.210 e um quarto, mais de R$ 3.650. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.440 por mês, ou R$ 17.280 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

O terceiro quartil é 1,7 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de impressor flexográfico está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.

Em que estado vale mais a pena trabalhar como impressor flexográfico?

Entre os 3 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a impressor flexográfico: R$ 3.225 em 441 contratações. A menor ficou em Paraná, com R$ 2.225 em 160 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 45%, ou R$ 1.000 por mês.

São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou impressor flexográfico no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 45% vista aqui.

Dá para trabalhar como impressor flexográfico sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de impressor flexográfico foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 760 das 940 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 80,9%.

A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.553,55 com "Médio Incompleto" a R$ 3.082,13 com "Superior Incompleto". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de impressor flexográfico — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.

Quem contrata impressor flexográfico é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou impressor flexográfico foi "Indústrias de Transformação", com 819 admissões, ou 81,7% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 97,8% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de impressor flexográfico tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,6 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

Por que impressor flexográfico fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.105 admissões e 1.302 desligamentos de impressor flexográfico, um saldo de -197 postos formais. O saldo negativo equivale a 17,8% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.105 admissões não querem dizer que existam 1.105 pessoas trabalhando como impressor flexográfico no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Família ocupacional

Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Média

A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.

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Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.