Impressor de corte e vinco: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de impressor de corte e vinco no Brasil foi de R$ 2.450 por mês, e a média R$ 2.726,88. O cálculo usa 907 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7663-10.
Salário mediano
R$ 2.450
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.726,88
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.130–R$ 3.150
metade das contratações
Amostra
907
contratações no período
Como o salário de impressor de corte e vinco se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,8 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 362. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 995 admissões e 1.055 desligamentos, saldo de -60 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 386 admissões e mediana de R$ 2.725.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um impressor de corte e vinco por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.725 | R$ 3.035,29 | 386 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.425 | R$ 2.550,14 | 149 |
| Paraná (PR) | — | R$ 2.843,07 | 76 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 2.652,32 | 53 |
| Goiás (GO) | — | R$ 2.609,78 | 49 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 2.146,69 | 40 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 3.034,27 | 32 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como impressor de corte e vinco no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Fundamental Completo | R$ 3.146,17 | 46 | 5,5% |
| Médio Incompleto | R$ 2.683,79 | 62 | 7,4% |
| Médio Completo | R$ 2.690,23 | 729 | 87,1% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.257,99 | 209 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.550,41 | 129 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.825,50 | 237 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.971,34 | 193 |
| 50 anos ou mais | R$ 3.209,80 | 128 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.812,80 (774 admissões) e mulheres com R$ 2.226,90 (133 admissões), uma diferença de 26,3% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 638 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 99 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 90 contratações.
- Informação e Comunicação: 50 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 16 contratações.
- Construção: 7 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7663-10
- Título oficial
- Impressor de corte e vinco
- Família ocupacional
- 7663 — Trabalhadores do Acabamento Gráfico
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para impressor de corte e vinco
A CBO registra estes sinônimos para o código 7663-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Dobrador gráfico
- Extrusor (artes gráficas)
- Laminador gráfico
- Operador de dobradeira na indústria gráfica
- Operador de extrusora (arte gráfica)
- Operador gráfico de corte e vinco na impressão
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um impressor de corte e vinco?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.450 por mês e a média R$ 2.726,88. Metade das 907 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.130 e R$ 3.150. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de impressor de corte e vinco?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7663-10, dentro da família ocupacional 7663 — Trabalhadores do Acabamento Gráfico.
- Em qual estado impressor de corte e vinco ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Rio Grande do Sul teve o maior salário de admissão: R$ 3.034 (32 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Operador de acabamento (indústria gráfica) · R$ 2.130
- Acabador de embalagens (flexíveis e cartotécnicas) · R$ 2.190
- Operador de guilhotina (corte de papel) · R$ 2.510
- Preparador de matrizes de corte e vinco · R$ 2.170
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
- Motorista de furgão ou veículo similar · R$ 2.310
Entendendo o salário de impressor de corte e vinco
Quanto um impressor de corte e vinco ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.450 paga a quem é contratado como impressor de corte e vinco fica 26% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 81% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.726,88 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.450 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 2.130 a R$ 3.150 significa?
Metade das 907 contratações de impressor de corte e vinco do período ficou entre R$ 2.130 e R$ 3.150. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.130 e um quarto, mais de R$ 3.150. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.020 por mês, ou R$ 12.240 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,48 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.450, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um impressor de corte e vinco.
Onde impressor de corte e vinco ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 2 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a impressor de corte e vinco: R$ 2.725 em 386 contratações. A menor ficou em Santa Catarina, com R$ 2.425 em 149 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 12%, ou R$ 300 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou impressor de corte e vinco no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 12% vista aqui.
Dá para trabalhar como impressor de corte e vinco sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de impressor de corte e vinco foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 729 das 837 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 87,1%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.683,79 com "Médio Incompleto" a R$ 3.146,17 com "Fundamental Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de impressor de corte e vinco — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata impressor de corte e vinco é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou impressor de corte e vinco foi "Indústrias de Transformação", com 638 admissões, ou 70,9% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 91,9% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de impressor de corte e vinco tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,8 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que impressor de corte e vinco fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 995 admissões e 1.055 desligamentos de impressor de corte e vinco, um saldo de -60 postos formais. O saldo negativo equivale a 6,0% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 995 admissões não querem dizer que existam 995 pessoas trabalhando como impressor de corte e vinco no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.