Diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) no Brasil foi de R$ 5.010 por mês, e a média R$ 22.247,56. O cálculo usa 1.268 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 1210-10.
Salário mediano
R$ 5.010
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 22.247,56
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.290–R$ 30.010
metade das contratações
Amostra
1.268
contratações no período
Como o salário de diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 42,9 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 61. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 1.313 admissões e 1.842 desligamentos, saldo de -529 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 423 admissões e mediana de R$ 30.025.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 30.025 | R$ 40.720,35 | 423 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.625 | R$ 9.011,62 | 172 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 5.025 | R$ 24.156,19 | 105 |
| Paraná (PR) | — | R$ 13.175,83 | 88 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 7.672,03 | 60 |
| Santa Catarina (SC) | — | R$ 8.201,10 | 48 |
| Ceará (CE) | — | R$ 39.278,54 | 43 |
| Bahia (BA) | — | R$ 11.258,31 | 38 |
| Goiás (GO) | — | R$ 5.333,32 | 35 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 4.513,60 | 481 | 40,5% |
| Superior Incompleto | R$ 8.484,81 | 42 | 3,5% |
| Superior Completo | R$ 32.678,11 | 472 | 39,7% |
| Mestrado | R$ 63.132,93 | 50 | 4,2% |
| Pós-Graduação completa | R$ 42.978,55 | 144 | 12,1% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.666,31 | 108 |
| 25 a 29 anos | R$ 4.898,38 | 106 |
| 30 a 39 anos | R$ 15.500,03 | 333 |
| 40 a 49 anos | R$ 29.675,15 | 383 |
| 50 anos ou mais | R$ 33.230,50 | 321 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 26.483,54 (795 admissões) e mulheres com R$ 15.127,90 (473 admissões), uma diferença de 75,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 251 contratações.
- Indústrias de Transformação: 183 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 118 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 105 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 103 contratações.
- Educação: 102 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 1210-10
- Título oficial
- Diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público)
- Família ocupacional
- 1210 — Diretores Gerais
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 5.010 por mês e a média R$ 22.247,56. Metade das 1.268 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.290 e R$ 30.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 1210-10, dentro da família ocupacional 1210 — Diretores Gerais.
- Em qual estado diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Ceará teve o maior salário de admissão: R$ 39.279 (43 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público)?
- Entre as pessoas contratadas no período, 56,0% tinham ensino superior completo ou mais e 40,5% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Diretor de planejamento estratégico · R$ 8.470
- Gerente administrativo · R$ 3.250
- Analista de negócios · R$ 4.250
- Gerente de loja e supermercado · R$ 2.610
- Analista de pesquisa de mercado · R$ 4.010
- Gerente comercial · R$ 3.270
- Gerente de vendas · R$ 3.510
- Gerente de restaurante · R$ 2.810
- Gerente de produção e operações · R$ 3.770
- Comerciante varejista · R$ 2.050
- Gerente de marketing · R$ 6.910
- Gerente financeiro · R$ 4.750
Entendendo o salário de diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público)
Quanto um diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 5.010 paga a quem é contratado como diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 99% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 22.247,56 está 344% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 1.268 contratações de diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) do período ficou entre R$ 2.290 e R$ 30.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.290 e um quarto, mais de R$ 30.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 27.720 por mês, ou R$ 332.640 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 13,1 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público)?
Entre os 3 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público): R$ 30.025 em 423 contratações. A menor ficou em Minas gerais, com R$ 2.625 em 172 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 1.044%, ou R$ 27.400 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 1.044% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público)?
O mercado de diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) é misto: 56,0% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (481 de 1.189 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Mestrado" recebeu em média R$ 63.132,93, contra R$ 4.513,60 de quem entrou com "Médio Completo" — 1.299% de diferença. A CBO em si não exige diploma para diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público); o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 251 admissões, ou 29,1% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Indústrias de Transformação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 64,0% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público): a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 42,9 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.313 admissões e 1.842 desligamentos de diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público), um saldo de -529 postos formais. O saldo negativo equivale a 40,3% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.313 admissões não querem dizer que existam 1.313 pessoas trabalhando como diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.