Analista de negócios: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de analista de negócios no Brasil foi de R$ 4.250 por mês, e a média R$ 5.774,61. O cálculo usa 26.653 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 1423-30.
Salário mediano
R$ 4.250
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 5.774,61
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 3.010–R$ 7.010
metade das contratações
Amostra
26.653
contratações no período
Como o salário de analista de negócios se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 42,3 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 87. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 26.778 admissões e 27.641 desligamentos, saldo de -863 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 16.549 admissões e mediana de R$ 4.525.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um analista de negócios por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 4.525 | R$ 6.173,39 | 16.549 |
| Minas gerais (MG) | R$ 4.025 | R$ 5.129,58 | 1.704 |
| Paraná (PR) | R$ 3.875 | R$ 4.947,02 | 1.636 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 5.025 | R$ 6.338,12 | 1.365 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 3.875 | R$ 4.793,92 | 1.148 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 3.875 | R$ 4.757,53 | 945 |
| Distrito Federal (DF) | R$ 7.125 | R$ 7.788,25 | 479 |
| Goiás (GO) | R$ 3.225 | R$ 4.025,04 | 391 |
| Pernambuco (PE) | R$ 2.975 | R$ 3.830,98 | 370 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 2.525 | R$ 3.645,11 | 365 |
| Espírito Santo (ES) | R$ 4.225 | R$ 5.740,69 | 323 |
| Bahia (BA) | R$ 4.075 | R$ 5.076,00 | 289 |
| Ceará (CE) | R$ 3.375 | R$ 4.376,79 | 270 |
| Pará (PA) | — | R$ 4.764,16 | 97 |
| Alagoas (AL) | — | R$ 5.180,80 | 95 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 5.084,10 | 88 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 5.710,72 | 86 |
| Rio Grande do Norte (RN) | — | R$ 3.539,52 | 83 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 4.860,37 | 72 |
| Sergipe (SE) | — | R$ 3.278,73 | 65 |
| Piauí (PI) | — | R$ 3.941,84 | 64 |
| Paraíba (PB) | — | R$ 3.693,82 | 64 |
| Rondônia (RO) | — | R$ 4.162,97 | 32 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como analista de negócios no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Fundamental Completo | R$ 2.851,14 | 449 | 1,7% |
| Médio Incompleto | R$ 3.220,41 | 84 | 0,3% |
| Médio Completo | R$ 3.359,95 | 5.599 | 21,0% |
| Superior Incompleto | R$ 4.262,89 | 4.000 | 15,0% |
| Superior Completo | R$ 6.615,86 | 12.875 | 48,4% |
| Mestrado | R$ 11.232,98 | 306 | 1,1% |
| Doutorado | R$ 10.274,45 | 72 | 0,3% |
| Pós-Graduação completa | R$ 8.364,71 | 3.224 | 12,1% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 4.048,74 | 4.384 |
| 25 a 29 anos | R$ 5.591,71 | 6.680 |
| 30 a 39 anos | R$ 6.321,85 | 9.973 |
| 40 a 49 anos | R$ 6.332,50 | 4.485 |
| 50 anos ou mais | R$ 6.662,68 | 1.062 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 6.241,89 (12.742 admissões) e mulheres com R$ 5.346,60 (13.911 admissões), uma diferença de 16,7% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 5.281 contratações.
- Informação e Comunicação: 4.674 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 4.069 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 3.972 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 3.328 contratações.
- Indústrias de Transformação: 1.808 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 1423-30
- Título oficial
- Analista de negócios
- Família ocupacional
- 1423 — Gerentes de Comercialização, Marketing e Comunicação
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um analista de negócios?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 4.250 por mês e a média R$ 5.774,61. Metade das 26.653 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 3.010 e R$ 7.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de analista de negócios?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 1423-30, dentro da família ocupacional 1423 — Gerentes de Comercialização, Marketing e Comunicação.
- Em qual estado analista de negócios ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Distrito Federal teve o maior salário de admissão: R$ 7.125 (479 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser analista de negócios?
- Entre as pessoas contratadas no período, 61,9% tinham ensino superior completo ou mais e 21,0% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Analista de pesquisa de mercado · R$ 4.010
- Gerente comercial · R$ 3.270
- Gerente de vendas · R$ 3.510
- Gerente de marketing · R$ 6.910
- Analista de e-commerce · R$ 2.510
- Relações públicas · R$ 4.090
- Gerente de comunicação · R$ 7.010
- Profissional de relacoes institucionais e governamentais · R$ 6.510
- Ouvidor · R$ 3.430
- Profissonal de relações internacionais · R$ 7.510
- Gerente administrativo · R$ 3.250
- Gerente de loja e supermercado · R$ 2.610
Entendendo o salário de analista de negócios
Quanto um analista de negócios ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 4.250 paga a quem é contratado como analista de negócios é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 98% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 5.774,61 está 36% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de analista de negócios bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de analista de negócios varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 26.653 contratações de analista de negócios do período ficou entre R$ 3.010 e R$ 7.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 3.010 e um quarto, mais de R$ 7.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 4.000 por mês, ou R$ 48.000 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 2,3 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de analista de negócios está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como analista de negócios?
Entre os 13 estados com amostra suficiente, Distrito Federal pagou a maior mediana de admissão a analista de negócios: R$ 7.125 em 479 contratações. A menor ficou em Mato Grosso, com R$ 2.525 em 365 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 182%, ou R$ 4.600 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 16.549 das 26.653 admissões de analista de negócios no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 182% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um analista de negócios?
O mercado de analista de negócios é misto: 61,9% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Superior Completo" (12.875 de 26.609 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Mestrado" recebeu em média R$ 11.232,98, contra R$ 2.851,14 de quem entrou com "Fundamental Completo" — 294% de diferença. A CBO em si não exige diploma para analista de negócios; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um analista de negócios encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou analista de negócios foi "Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados", com 5.281 admissões, ou 22,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados, Informação e Comunicação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 60,6% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como analista de negócios: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 42,3 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que analista de negócios fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 26.778 admissões e 27.641 desligamentos de analista de negócios, um saldo de -863 postos formais. O saldo negativo equivale a 3,2% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 26.778 admissões não querem dizer que existam 26.778 pessoas trabalhando como analista de negócios no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.