Trabalho e Salários

Destroçador de pedra: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de destroçador de pedra no Brasil foi de R$ 2.010 por mês, e a média R$ 2.073,27. O cálculo usa 237 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7111-15.

Salário mediano

R$ 2.010

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 2.073,27

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 1.750–R$ 2.330

metade das contratações

Amostra

237

contratações no período

Como o salário de destroçador de pedra se distribui

Distribuição do salário de admissão de destroçador de pedra: metade das contratações entre R$ 1.750 e R$ 2.330, mediana de R$ 2.010A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 1.750) ao terceiro quartil (R$ 2.330). A linha grossa é a mediana, de R$ 2.010. O ponto escuro é a média, de R$ 2.073,27. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 2 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 237 admissões de destroçador de pedra em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,7 horas semanais.
  • Movimentação no período: 245 admissões e 301 desligamentos, saldo de -56 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: Minas gerais, com 80 admissões.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como destroçador de pedra. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 2 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um destroçador de pedra por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
Minas gerais (MG)—R$ 1.872,4280
Mato Grosso (MT)—R$ 2.313,7241

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como destroçador de pedra no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
6ª a 9ª FundamentalR$ 2.020,093118,0%
Médio IncompletoR$ 2.172,713922,7%
Médio CompletoR$ 2.040,5210259,3%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 2.070,6049
25 a 29 anosR$ 2.099,8531
30 a 39 anosR$ 2.159,4654
40 a 49 anosR$ 2.105,3347
50 anos ou maisR$ 1.949,1854

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Indústrias Extrativas: 151 contratações.
  • Indústrias de Transformação: 36 contratações.
  • Construção: 22 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 20 contratações.
  • Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 4 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 4 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
7111-15
Título oficial
Destroçador de pedra
Família ocupacional
7111 — Trabalhadores da Extração de Minerais Sólidos

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para destroçador de pedra

A CBO registra estes sinônimos para o código 7111-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Aparelhador de pedra (mina)
  • Cunhador - na extração de pedras
  • Encunhador - na extração de pedras
  • Encunhador de pedreira
  • Macaqueiro - na extração de pedras
  • Marroeiro
  • Marteleiro - na extração de pedras
  • Operador de desintegrador de pedras
  • Operador de desmineralizadora
  • Operador de pedreira
  • Quebrador - na extração de pedras

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um destroçador de pedra?
Na contratação, a mediana foi de R$ 2.010 por mês e a média R$ 2.073,27. Metade das 237 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.750 e R$ 2.330. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de destroçador de pedra?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7111-15, dentro da família ocupacional 7111 — Trabalhadores da Extração de Minerais Sólidos.
Em qual estado destroçador de pedra ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Mato Grosso teve o maior salário de admissão: R$ 2.314 (41 contratações no período).
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de destroçador de pedra

O salário de destroçador de pedra está na média do mercado formal?

A mediana de R$ 2.010 paga a quem é contratado como destroçador de pedra fica a 3% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 53% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 2.073,27 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.010 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.

O que a faixa de R$ 1.750 a R$ 2.330 significa?

Metade das 237 contratações de destroçador de pedra do período ficou entre R$ 1.750 e R$ 2.330. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.750 e um quarto, mais de R$ 2.330. A distância entre as duas pontas é de R$ 580 por mês, ou R$ 6.960 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,33 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.010, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um destroçador de pedra.

Dá para trabalhar como destroçador de pedra sem faculdade?

A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de destroçador de pedra foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 102 das 172 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 59,3%.

A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.020,09 com "6ª a 9ª Fundamental" a R$ 2.172,71 com "Médio Incompleto". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de destroçador de pedra — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.

Quem contrata destroçador de pedra é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou destroçador de pedra foi "Indústrias Extrativas", com 151 admissões, ou 63,7% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias Extrativas, Indústrias de Transformação, Construção — chega-se a 88,2% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de destroçador de pedra tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias Extrativas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,7 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

Por que destroçador de pedra fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 245 admissões e 301 desligamentos de destroçador de pedra, um saldo de -56 postos formais. O saldo negativo equivale a 22,9% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 245 admissões não querem dizer que existam 245 pessoas trabalhando como destroçador de pedra no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Com que idade se entra na carreira de destroçador de pedra?

O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 23,0% das admissões de destroçador de pedra — é a idade típica de entrada nesta ocupação.

A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 1.949,18 em 50 anos ou mais a R$ 2.159,46 em 30 a 39 anos. O salário de entrada de destroçador de pedra é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

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Grau de instrução

A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.