Amostrador de minérios: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de amostrador de minérios no Brasil foi de R$ 1.710 por mês, e a média R$ 1.970,95. O cálculo usa 1.565 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7111-05.
Salário mediano
R$ 1.710
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 1.970,95
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.710–R$ 2.010
metade das contratações
Amostra
1.565
contratações no período
Como o salário de amostrador de minérios se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,5 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 866. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 1.628 admissões e 1.043 desligamentos, saldo de +585 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Minas gerais, com 699 admissões e mediana de R$ 1.725.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um amostrador de minérios por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Minas gerais (MG) | R$ 1.725 | R$ 1.900,03 | 699 |
| Pará (PA) | R$ 1.725 | R$ 1.884,56 | 499 |
| Goiás (GO) | — | R$ 2.334,19 | 91 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 2.238,29 | 75 |
| Rio Grande do Norte (RN) | — | R$ 1.966,23 | 43 |
| São Paulo (SP) | — | R$ 2.461,86 | 41 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 2.544,98 | 34 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como amostrador de minérios no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 1.965,49 | 107 | 7,1% |
| Fundamental Completo | R$ 1.970,98 | 191 | 12,6% |
| Médio Incompleto | R$ 1.841,59 | 117 | 7,7% |
| Médio Completo | R$ 1.974,59 | 1.031 | 68,1% |
| Superior Incompleto | R$ 2.237,55 | 30 | 2,0% |
| Superior Completo | R$ 1.971,48 | 38 | 2,5% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.826,01 | 700 |
| 25 a 29 anos | R$ 1.928,16 | 343 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.093,41 | 341 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.351,23 | 140 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.676,06 | 33 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 1.976,61 (1.487 admissões) e mulheres com R$ 1.863,09 (78 admissões), uma diferença de 6,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Construção: 952 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 299 contratações.
- Indústrias Extrativas: 126 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 87 contratações.
- Indústrias de Transformação: 40 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 21 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7111-05
- Título oficial
- Amostrador de minérios
- Família ocupacional
- 7111 — Trabalhadores da Extração de Minerais Sólidos
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para amostrador de minérios
A CBO registra estes sinônimos para o código 7111-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Classificador de amostras - na mineração
- Classificador de minérios
- Colhedor de amostras - em minas
- Inspetor de sondagem - na mineração
- Operador de torre de amostragem - na mineração
- Preparador de aglomerados de minérios e rochas
- Preparador de amostras de minérios e rochas
- Sondador - na mineração
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um amostrador de minérios?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.710 por mês e a média R$ 1.970,95. Metade das 1.565 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.710 e R$ 2.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de amostrador de minérios?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7111-05, dentro da família ocupacional 7111 — Trabalhadores da Extração de Minerais Sólidos.
- Em qual estado amostrador de minérios ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Espírito Santo teve o maior salário de admissão: R$ 2.545 (34 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser amostrador de minérios?
- Entre as pessoas contratadas no período, 2,5% tinham ensino superior completo ou mais e 68,1% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Mineiro · R$ 2.230
- Canteiro · R$ 2.510
- Detonador · R$ 2.310
- Destroçador de pedra · R$ 2.010
- Escorador de minas · R$ 3.010
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
Entendendo o salário de amostrador de minérios
Por que o salário de amostrador de minérios fica abaixo da mediana do país?
A mediana de R$ 1.710 paga a quem é contratado como amostrador de minérios fica 12% abaixo da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 2% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 1.970,95 está 15% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de amostrador de minérios bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que quase todo amostrador de minérios entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 1.565 contratações de amostrador de minérios do período ficou entre R$ 1.710 e R$ 2.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.710 e um quarto, mais de R$ 2.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 300 por mês, ou R$ 3.600 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,18 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de amostrador de minérios. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Onde amostrador de minérios ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 2 estados com amostra suficiente, Minas gerais pagou a maior mediana de admissão a amostrador de minérios: R$ 1.725 em 699 contratações. A menor ficou em Pará, com R$ 1.725 em 499 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 0%, ou R$ 0 por mês.
Minas gerais lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou amostrador de minérios no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 0% vista aqui.
Dá para trabalhar como amostrador de minérios sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 2,5% das admissões de amostrador de minérios foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 1.031 das 1.514 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 68,1%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 1.841,59 com "Médio Incompleto" a R$ 2.237,55 com "Superior Incompleto". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de amostrador de minérios — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata amostrador de minérios é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou amostrador de minérios foi "Construção", com 952 admissões, ou 62,4% do total classificado. Somando os três primeiros — Construção, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, Indústrias Extrativas — chega-se a 90,3% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de amostrador de minérios tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Construção". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,5 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de amostrador de minérios está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.628 admissões e 1.043 desligamentos de amostrador de minérios, um saldo de +585 postos formais. O saldo positivo equivale a 35,9% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 36 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.628 admissões não querem dizer que existam 1.628 pessoas trabalhando como amostrador de minérios no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.