Vibradorista: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de vibradorista no Brasil foi de R$ 2.710 por mês, e a média R$ 2.625,48. O cálculo usa 258 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7170-25.
Salário mediano
R$ 2.710
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.625,48
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.610–R$ 2.710
metade das contratações
Amostra
258
contratações no período
Como o salário de vibradorista se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 44,2 horas semanais.
- Movimentação no período: 288 admissões e 183 desligamentos, saldo de +105 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 193 admissões e mediana de R$ 2.725.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como vibradorista no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.699,47 | 62 | 32,5% |
| Médio Completo | R$ 2.587,63 | 129 | 67,5% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.467,81 | 43 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.710,62 | 51 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.637,32 | 95 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.586,39 | 51 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.469,76 (80 admissões) e mulheres com R$ 2.695,47 (178 admissões), uma diferença de 8,4% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Construção: 237 contratações.
- Indústrias de Transformação: 6 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 6 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 5 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 4 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7170-25
- Título oficial
- Vibradorista
- Família ocupacional
- 7170 — Ajudantes de Obras Civis
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para vibradorista
A CBO registra estes sinônimos para o código 7170-25. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Operador de vibrador de concreto
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um vibradorista?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.710 por mês e a média R$ 2.625,48. Metade das 258 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.610 e R$ 2.710. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de vibradorista?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7170-25, dentro da família ocupacional 7170 — Ajudantes de Obras Civis.
- Em qual estado vibradorista ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.725 (193 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Servente de obras · R$ 1.770
- Operador de martelete · R$ 2.670
- Poceiro (edificações) · R$ 2.430
- Demolidor de edificações · R$ 2.190
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
- Motorista de furgão ou veículo similar · R$ 2.310
- Soldador · R$ 3.090
Entendendo o salário de vibradorista
Quanto um vibradorista ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.710 paga a quem é contratado como vibradorista fica 39% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 86% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.625,48 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de vibradorista se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.
Por que quase todo vibradorista entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 258 contratações de vibradorista do período ficou entre R$ 2.610 e R$ 2.710. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.610 e um quarto, mais de R$ 2.710. A distância entre as duas pontas é de R$ 100 por mês, ou R$ 1.200 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,04 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de vibradorista. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Dá para trabalhar como vibradorista sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de vibradorista foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 129 das 191 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 67,5%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.587,63 com "Médio Completo" a R$ 2.699,47 com "Até 5ª Incompleto". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de vibradorista — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata vibradorista é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou vibradorista foi "Construção", com 237 admissões, ou 91,9% do total classificado. Somando os três primeiros — Construção, Indústrias de Transformação, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas — chega-se a 96,5% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de vibradorista tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Construção". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 44,2 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de vibradorista está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 288 admissões e 183 desligamentos de vibradorista, um saldo de +105 postos formais. O saldo positivo equivale a 36,5% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 36 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 288 admissões não querem dizer que existam 288 pessoas trabalhando como vibradorista no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de vibradorista?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 39,6% das admissões de vibradorista — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 2.467,81 em 18 a 24 anos a R$ 2.710,62 em 25 a 29 anos. O salário de entrada de vibradorista é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Salário bruto
O valor do contrato antes dos descontos de INSS e imposto de renda e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. Todos os salários desta seção são brutos; o que cai na conta é menor.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.