Vendedor permissionário: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de vendedor permissionário no Brasil foi de R$ 1.810 por mês, e a média R$ 1.950,11. O cálculo usa 446 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 5242-15.
Salário mediano
R$ 1.810
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 1.950,11
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.630–R$ 2.110
metade das contratações
Amostra
446
contratações no período
Como o salário de vendedor permissionário se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,1 horas semanais.
- Movimentação no período: 543 admissões e 546 desligamentos, saldo de -3 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 182 admissões e mediana de R$ 2.075.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um vendedor permissionário por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.075 | R$ 2.197,88 | 182 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 1.792,69 | 34 |
| Paraná (PR) | — | R$ 1.955,89 | 33 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 1.771,79 | 33 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como vendedor permissionário no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 1.881,66 | 364 | 91,9% |
| Superior Completo | R$ 2.913,79 | 32 | 8,1% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.802,32 | 188 |
| 25 a 29 anos | R$ 1.848,08 | 81 |
| 30 a 39 anos | R$ 1.991,60 | 86 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.330,20 | 57 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.338,98 | 30 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.013,82 (140 admissões) e mulheres com R$ 1.920,97 (306 admissões), uma diferença de 4,8% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 289 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 39 contratações.
- Educação: 31 contratações.
- Indústrias de Transformação: 22 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 17 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 17 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 5242-15
- Título oficial
- Vendedor permissionário
- Família ocupacional
- 5242 — Vendedores em Bancas, Quiosques e Barracas
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para vendedor permissionário
A CBO registra estes sinônimos para o código 5242-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Camelô (permissionário em ponto fixo)
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um vendedor permissionário?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.810 por mês e a média R$ 1.950,11. Metade das 446 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.110. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de vendedor permissionário?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 5242-15, dentro da família ocupacional 5242 — Vendedores em Bancas, Quiosques e Barracas.
- Em qual estado vendedor permissionário ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.075 (182 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser vendedor permissionário?
- Entre as pessoas contratadas no período, 8,1% tinham ensino superior completo ou mais e 91,9% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Feirante · R$ 2.010
- Jornaleiro (em banca de jornal) · R$ 1.810
- Faxineiro · R$ 1.790
- Vendedor de comércio varejista · R$ 1.830
- Atendente de lojas e mercados · R$ 1.810
- Auxiliar nos serviços de alimentação · R$ 1.830
- Repositor de mercadorias · R$ 1.830
- Atendente de lanchonete · R$ 1.770
- Cozinheiro geral · R$ 1.930
- Porteiro de edifícios · R$ 2.030
- Promotor de vendas · R$ 1.830
- Frentista · R$ 1.730
Entendendo o salário de vendedor permissionário
O salário de vendedor permissionário está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.810 paga a quem é contratado como vendedor permissionário fica a 7% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 17% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 1.950,11 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.810 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.630 a R$ 2.110 significa?
Metade das 446 contratações de vendedor permissionário do período ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.110. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.630 e um quarto, mais de R$ 2.110. A distância entre as duas pontas é de R$ 480 por mês, ou R$ 5.760 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,29 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 1.810, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um vendedor permissionário.
Dá para trabalhar como vendedor permissionário sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 8,1% das admissões de vendedor permissionário foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 364 das 396 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 91,9%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 2.913,79, contra R$ 1.881,66 de quem entrou com "Médio Completo" — 55% de diferença. A CBO em si não exige diploma para vendedor permissionário; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata vendedor permissionário é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou vendedor permissionário foi "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas", com 289 admissões, ou 69,6% do total classificado. Somando os três primeiros — Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Educação — chega-se a 86,5% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de vendedor permissionário tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,1 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que vendedor permissionário fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 543 admissões e 546 desligamentos de vendedor permissionário, um saldo de -3 postos formais. O saldo negativo equivale a 0,6% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 543 admissões não querem dizer que existam 543 pessoas trabalhando como vendedor permissionário no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de vendedor permissionário?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 42,5% das admissões de vendedor permissionário — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 50 anos ou mais entrou com média de R$ 2.338,98 e 18 a 24 anos, com R$ 1.802,32 — 30% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.