Trabalho e Salários

Tecnólogo em segurança do trabalho: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de tecnólogo em segurança do trabalho no Brasil foi de R$ 3.390 por mês, e a média R$ 3.854,63. O cálculo usa 408 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2149-35.

Salário mediano

R$ 3.390

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 3.854,63

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 2.510–R$ 4.270

metade das contratações

Amostra

408

contratações no período

Como o salário de tecnólogo em segurança do trabalho se distribui

Distribuição do salário de admissão de tecnólogo em segurança do trabalho: metade das contratações entre R$ 2.510 e R$ 4.270, mediana de R$ 3.390A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 2.510) ao terceiro quartil (R$ 4.270). A linha grossa é a mediana, de R$ 3.390. O ponto escuro é a média, de R$ 3.854,63. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 2 milR$ 4 milR$ 6 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 3,4 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 408 admissões de tecnólogo em segurança do trabalho em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,5 horas semanais.
  • Movimentação no período: 433 admissões e 398 desligamentos, saldo de +35 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 115 admissões e mediana de R$ 4.025.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como tecnólogo em segurança do trabalho. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 2 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um tecnólogo em segurança do trabalho por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)R$ 4.025R$ 4.356,09115
Minas gerais (MG)—R$ 3.746,5949
Rio de Janeiro (RJ)—R$ 5.566,8638

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como tecnólogo em segurança do trabalho no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Médio CompletoR$ 3.217,7025570,8%
Superior CompletoR$ 4.743,1110529,2%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 2.788,9146
25 a 29 anosR$ 3.205,6881
30 a 39 anosR$ 4.025,27136
40 a 49 anosR$ 4.646,54112
50 anos ou maisR$ 3.578,6932

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 3.975,21 (221 admissões) e mulheres com R$ 3.712,13 (187 admissões), uma diferença de 7,1% a favor dos homens.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Construção: 111 contratações.
  • Indústrias de Transformação: 74 contratações.
  • Saúde Humana e Serviços Sociais: 60 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 58 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 34 contratações.
  • Transporte, Armazenagem e Correio: 21 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
2149-35
Título oficial
Tecnólogo em segurança do trabalho
Família ocupacional
2149 — Engenheiros de Produção, Qualidade, Segurança e Afins

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um tecnólogo em segurança do trabalho?
Na contratação, a mediana foi de R$ 3.390 por mês e a média R$ 3.854,63. Metade das 408 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.510 e R$ 4.270. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de tecnólogo em segurança do trabalho?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2149-35, dentro da família ocupacional 2149 — Engenheiros de Produção, Qualidade, Segurança e Afins.
Em qual estado tecnólogo em segurança do trabalho ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Rio de Janeiro teve o maior salário de admissão: R$ 5.567 (38 contratações no período).
Precisa de faculdade para ser tecnólogo em segurança do trabalho?
Entre as pessoas contratadas no período, 29,2% tinham ensino superior completo ou mais e 70,8% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de tecnólogo em segurança do trabalho

Quanto um tecnólogo em segurança do trabalho ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 3.390 paga a quem é contratado como tecnólogo em segurança do trabalho fica 74% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 94% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 3.854,63 está 14% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de tecnólogo em segurança do trabalho bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.

Por que o salário de tecnólogo em segurança do trabalho varia tanto de um contrato para o outro?

Metade das 408 contratações de tecnólogo em segurança do trabalho do período ficou entre R$ 2.510 e R$ 4.270. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.510 e um quarto, mais de R$ 4.270. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.760 por mês, ou R$ 21.120 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

O terceiro quartil é 1,7 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de tecnólogo em segurança do trabalho está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.

Que escolaridade o mercado exige de um tecnólogo em segurança do trabalho?

O mercado de tecnólogo em segurança do trabalho é misto: 29,2% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (255 de 360 contratações classificadas).

A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 4.743,11, contra R$ 3.217,70 de quem entrou com "Médio Completo" — 47% de diferença. A CBO em si não exige diploma para tecnólogo em segurança do trabalho; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.

Em que setores um tecnólogo em segurança do trabalho encontra vaga?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou tecnólogo em segurança do trabalho foi "Construção", com 111 admissões, ou 31,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Construção, Indústrias de Transformação, Saúde Humana e Serviços Sociais — chega-se a 68,4% das contratações.

A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como tecnólogo em segurança do trabalho: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,5 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.

O mercado de tecnólogo em segurança do trabalho está abrindo vagas?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 433 admissões e 398 desligamentos de tecnólogo em segurança do trabalho, um saldo de +35 postos formais. O saldo positivo equivale a 8,1% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 8 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 433 admissões não querem dizer que existam 433 pessoas trabalhando como tecnólogo em segurança do trabalho no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Com que idade se entra na carreira de tecnólogo em segurança do trabalho?

O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 33,4% das admissões de tecnólogo em segurança do trabalho — é a idade típica de entrada nesta ocupação.

A idade pesa no valor: 40 a 49 anos entrou com média de R$ 4.646,54 e 18 a 24 anos, com R$ 2.788,91 — 67% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

Ver no glossário completo

Média

A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.

Ver no glossário completo

Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

Ver no glossário completo

CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.