Tecnólogo em produção industrial: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de tecnólogo em produção industrial no Brasil foi de R$ 3.030 por mês, e a média R$ 4.048,22. O cálculo usa 162 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2149-30.
Salário mediano
R$ 3.030
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 4.048,22
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.970–R$ 4.910
metade das contratações
Amostra
162
contratações no período
Como o salário de tecnólogo em produção industrial se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,7 horas semanais.
- Movimentação no período: 173 admissões e 143 desligamentos, saldo de +30 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Minas gerais, com 58 admissões.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um tecnólogo em produção industrial por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Minas gerais (MG) | — | R$ 1.919,14 | 58 |
| São Paulo (SP) | — | R$ 5.418,35 | 52 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como tecnólogo em produção industrial no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 2.745,69 | 75 | 63,6% |
| Superior Completo | R$ 5.887,96 | 43 | 36,4% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.514,25 | 64 |
| 30 a 39 anos | R$ 5.712,71 | 42 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 4.107,45 (114 admissões) e mulheres com R$ 3.907,56 (48 admissões), uma diferença de 5,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 126 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 15 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 12 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 3 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 3 contratações.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2149-30
- Título oficial
- Tecnólogo em produção industrial
- Família ocupacional
- 2149 — Engenheiros de Produção, Qualidade, Segurança e Afins
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para tecnólogo em produção industrial
A CBO registra estes sinônimos para o código 2149-30. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Tecnólogo em gestão dos processos produtivos do vestuário
- Tecnólogo em produção de vestuário
- Tecnólogo em produção gráfica
- Tecnólogo em produção joalheira
- Tecnólogo em produção moveleira
- Tecnólogo gráfico
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um tecnólogo em produção industrial?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 3.030 por mês e a média R$ 4.048,22. Metade das 162 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.970 e R$ 4.910. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de tecnólogo em produção industrial?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2149-30, dentro da família ocupacional 2149 — Engenheiros de Produção, Qualidade, Segurança e Afins.
- Em qual estado tecnólogo em produção industrial ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 5.418 (52 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser tecnólogo em produção industrial?
- Entre as pessoas contratadas no período, 36,4% tinham ensino superior completo ou mais e 63,6% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Engenheiro de produção · R$ 11.730
- Engenheiro de segurança do trabalho · R$ 12.010
- Engenheiro de controle de qualidade · R$ 10.850
- Tecnólogo em segurança do trabalho · R$ 3.390
- Higienista ocupacional · R$ 1.710
- Engenheiro de tempos e movimentos · R$ 2.490
- Engenheiro de riscos · R$ 13.590
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
Entendendo o salário de tecnólogo em produção industrial
Quanto um tecnólogo em produção industrial ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 3.030 paga a quem é contratado como tecnólogo em produção industrial fica 55% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 91% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 4.048,22 está 34% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de tecnólogo em produção industrial bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de tecnólogo em produção industrial varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 162 contratações de tecnólogo em produção industrial do período ficou entre R$ 1.970 e R$ 4.910. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.970 e um quarto, mais de R$ 4.910. A distância entre as duas pontas é de R$ 2.940 por mês, ou R$ 35.280 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 2,5 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de tecnólogo em produção industrial está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Que escolaridade o mercado exige de um tecnólogo em produção industrial?
O mercado de tecnólogo em produção industrial é misto: 36,4% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (75 de 118 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 5.887,96, contra R$ 2.745,69 de quem entrou com "Médio Completo" — 114% de diferença. A CBO em si não exige diploma para tecnólogo em produção industrial; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata tecnólogo em produção industrial é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou tecnólogo em produção industrial foi "Indústrias de Transformação", com 126 admissões, ou 78,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 95,6% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de tecnólogo em produção industrial tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,7 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de tecnólogo em produção industrial está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 173 admissões e 143 desligamentos de tecnólogo em produção industrial, um saldo de +30 postos formais. O saldo positivo equivale a 17,3% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 17 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 173 admissões não querem dizer que existam 173 pessoas trabalhando como tecnólogo em produção industrial no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.