Prensista (operador de prensa): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de prensista (operador de prensa) no Brasil foi de R$ 2.290 por mês, e a média R$ 2.363,55. O cálculo usa 2.307 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7245-15.
Salário mediano
R$ 2.290
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.363,55
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.070–R$ 2.610
metade das contratações
Amostra
2.307
contratações no período
Como o salário de prensista (operador de prensa) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,7 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 421. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 3.391 admissões e 3.659 desligamentos, saldo de -268 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 1.230 admissões e mediana de R$ 2.375.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um prensista (operador de prensa) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.375 | R$ 2.467,86 | 1.230 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.825 | R$ 2.691,00 | 184 |
| Minas gerais (MG) | R$ 1.875 | R$ 2.040,79 | 162 |
| Paraná (PR) | R$ 2.275 | R$ 2.362,79 | 160 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.175 | R$ 2.272,22 | 109 |
| Bahia (BA) | — | R$ 2.226,15 | 68 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 2.469,13 | 64 |
| Goiás (GO) | — | R$ 2.250,94 | 61 |
| Ceará (CE) | — | R$ 1.669,23 | 45 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 2.375,40 | 38 |
| Paraíba (PB) | — | R$ 1.632,41 | 31 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 1.828,54 | 31 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como prensista (operador de prensa) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.374,28 | 44 | 1,9% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 2.202,70 | 44 | 1,9% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.325,09 | 112 | 4,9% |
| Fundamental Completo | R$ 2.357,30 | 230 | 10,0% |
| Médio Incompleto | R$ 2.280,64 | 186 | 8,1% |
| Médio Completo | R$ 2.372,91 | 1.617 | 70,3% |
| Superior Incompleto | R$ 2.381,12 | 30 | 1,3% |
| Superior Completo | R$ 2.688,62 | 36 | 1,6% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.228,75 | 582 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.284,05 | 380 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.383,42 | 579 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.524,12 | 455 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.464,44 | 296 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.393,74 (2.025 admissões) e mulheres com R$ 2.146,77 (282 admissões), uma diferença de 11,5% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 1.451 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 305 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 168 contratações.
- Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos e Descontaminação: 141 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 113 contratações.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 77 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7245-15
- Título oficial
- Prensista (operador de prensa)
- Família ocupacional
- 7245 — Operadores de Máquinas de Conformação de Metais
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para prensista (operador de prensa)
A CBO registra estes sinônimos para o código 7245-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Operador de desempenadeira (conformação de metais)
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um prensista (operador de prensa)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.290 por mês e a média R$ 2.363,55. Metade das 2.307 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.070 e R$ 2.610. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de prensista (operador de prensa)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7245-15, dentro da família ocupacional 7245 — Operadores de Máquinas de Conformação de Metais.
- Em qual estado prensista (operador de prensa) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Rio Grande do Sul teve o maior salário de admissão: R$ 2.825 (184 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser prensista (operador de prensa)?
- Entre as pessoas contratadas no período, 1,6% tinham ensino superior completo ou mais e 70,3% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Operador de máquina de dobrar chapas · R$ 2.370
- Operador de maquina de cilindrar chapas · R$ 2.350
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
- Motorista de furgão ou veículo similar · R$ 2.310
- Soldador · R$ 3.090
- Carregador (veículos de transportes terrestres) · R$ 1.890
Entendendo o salário de prensista (operador de prensa)
Quanto um prensista (operador de prensa) ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.290 paga a quem é contratado como prensista (operador de prensa) fica 17% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 76% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.363,55 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.290 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 2.070 a R$ 2.610 significa?
Metade das 2.307 contratações de prensista (operador de prensa) do período ficou entre R$ 2.070 e R$ 2.610. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.070 e um quarto, mais de R$ 2.610. A distância entre as duas pontas é de R$ 540 por mês, ou R$ 6.480 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,26 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.290, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um prensista (operador de prensa).
Em que estado vale mais a pena trabalhar como prensista (operador de prensa)?
Entre os 5 estados com amostra suficiente, Rio Grande do Sul pagou a maior mediana de admissão a prensista (operador de prensa): R$ 2.825 em 184 contratações. A menor ficou em Minas gerais, com R$ 1.875 em 162 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 51%, ou R$ 950 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 1.230 das 2.307 admissões de prensista (operador de prensa) no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 51% vista aqui.
Dá para trabalhar como prensista (operador de prensa) sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 1,6% das admissões de prensista (operador de prensa) foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 1.617 das 2.299 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 70,3%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.202,70 com "5ª Completo Fundamental" a R$ 2.688,62 com "Superior Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de prensista (operador de prensa) — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata prensista (operador de prensa) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou prensista (operador de prensa) foi "Indústrias de Transformação", com 1.451 admissões, ou 64,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 85,3% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de prensista (operador de prensa) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,7 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que prensista (operador de prensa) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 3.391 admissões e 3.659 desligamentos de prensista (operador de prensa), um saldo de -268 postos formais. O saldo negativo equivale a 7,9% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 3.391 admissões não querem dizer que existam 3.391 pessoas trabalhando como prensista (operador de prensa) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.