Ourives: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de ourives no Brasil foi de R$ 2.010 por mês, e a média R$ 2.232,40. O cálculo usa 630 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7511-25.
Salário mediano
R$ 2.010
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.232,40
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.910–R$ 2.230
metade das contratações
Amostra
630
contratações no período
Como o salário de ourives se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,5 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 623. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 664 admissões e 859 desligamentos, saldo de -195 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 381 admissões e mediana de R$ 2.075.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um ourives por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.075 | R$ 2.328,16 | 381 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 2.014,84 | 57 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 2.015,64 | 34 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como ourives no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Incompleto | R$ 1.988,85 | 48 | 8,5% |
| Médio Completo | R$ 2.254,32 | 520 | 91,5% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.974,26 | 212 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.190,27 | 101 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.395,38 | 141 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.477,83 | 100 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.675,43 | 51 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.438,76 (296 admissões) e mulheres com R$ 2.049,53 (334 admissões), uma diferença de 19,0% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 354 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 231 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 30 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 12 contratações.
- Construção: 1 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7511-25
- Título oficial
- Ourives
- Família ocupacional
- 7511 — Artesãos de Metais Preciosos e Semi-preciosos
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para ourives
A CBO registra estes sinônimos para o código 7511-25. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Aurifice
- Cinzelador de metais preciosos
- Filigraneiro
- Filigranista
- Ourives de bijouteria
- Ourives montador
- Prensista de ourivesaria
- Soldador de jóias
- Trabalhador de confecções de bijouterias e jóias de fantasia
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um ourives?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.010 por mês e a média R$ 2.232,40. Metade das 630 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.910 e R$ 2.230. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de ourives?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7511-25, dentro da família ocupacional 7511 — Artesãos de Metais Preciosos e Semi-preciosos.
- Em qual estado ourives ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.075 (381 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Fundidor (joalheria e ourivesaria) · R$ 2.510
- Laminador de metais preciosos a mão · R$ 2.110
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
- Motorista de furgão ou veículo similar · R$ 2.310
- Soldador · R$ 3.090
- Carregador (veículos de transportes terrestres) · R$ 1.890
Entendendo o salário de ourives
O salário de ourives está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.010 paga a quem é contratado como ourives fica a 3% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 53% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.232,40 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.010 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que quase todo ourives entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 630 contratações de ourives do período ficou entre R$ 1.910 e R$ 2.230. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.910 e um quarto, mais de R$ 2.230. A distância entre as duas pontas é de R$ 320 por mês, ou R$ 3.840 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,17 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de ourives. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Dá para trabalhar como ourives sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de ourives foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 520 das 568 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 91,5%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 1.988,85 com "Médio Incompleto" a R$ 2.254,32 com "Médio Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de ourives — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Em que setores um ourives encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou ourives foi "Indústrias de Transformação", com 354 admissões, ou 56,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Outras Atividades de Serviços — chega-se a 97,8% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como ourives: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,5 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que ourives fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 664 admissões e 859 desligamentos de ourives, um saldo de -195 postos formais. O saldo negativo equivale a 29,4% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 664 admissões não querem dizer que existam 664 pessoas trabalhando como ourives no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de ourives?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 35,0% das admissões de ourives — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 50 anos ou mais entrou com média de R$ 2.675,43 e 18 a 24 anos, com R$ 1.974,26 — 36% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.