Operador polivalente da indústria têxtil: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de operador polivalente da indústria têxtil no Brasil foi de R$ 1.810 por mês, e a média R$ 2.010,91. O cálculo usa 5.523 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7610-05.
Salário mediano
R$ 1.810
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.010,91
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.630–R$ 2.310
metade das contratações
Amostra
5.523
contratações no período
Como o salário de operador polivalente da indústria têxtil se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,7 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 818. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 9.722 admissões e 9.873 desligamentos, saldo de -151 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Santa Catarina, com 1.246 admissões e mediana de R$ 2.575.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um operador polivalente da indústria têxtil por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.575 | R$ 2.553,68 | 1.246 |
| Minas gerais (MG) | R$ 1.625 | R$ 1.711,29 | 1.243 |
| São Paulo (SP) | R$ 2.075 | R$ 2.141,75 | 1.095 |
| Bahia (BA) | R$ 1.625 | R$ 1.657,17 | 555 |
| Paraíba (PB) | R$ 1.625 | R$ 1.624,87 | 474 |
| Ceará (CE) | R$ 1.625 | R$ 1.664,37 | 153 |
| Paraná (PR) | R$ 2.075 | R$ 2.138,48 | 152 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 1.875 | R$ 1.932,23 | 111 |
| Rio Grande do Norte (RN) | — | R$ 1.690,96 | 82 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 2.894,81 | 80 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 1.649,00 | 77 |
| Sergipe (SE) | — | R$ 1.638,05 | 76 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 1.792,50 | 73 |
| Goiás (GO) | — | R$ 1.783,21 | 61 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como operador polivalente da indústria têxtil no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Analfabeto | R$ 1.713,99 | 67 | 1,2% |
| Até 5ª Incompleto | R$ 1.933,29 | 80 | 1,5% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 1.982,20 | 48 | 0,9% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 1.986,43 | 305 | 5,5% |
| Fundamental Completo | R$ 2.081,48 | 495 | 9,0% |
| Médio Incompleto | R$ 2.062,53 | 638 | 11,6% |
| Médio Completo | R$ 1.993,36 | 3.734 | 67,7% |
| Superior Incompleto | R$ 2.162,97 | 84 | 1,5% |
| Superior Completo | R$ 2.264,20 | 65 | 1,2% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| Até 17 anos | R$ 1.695,81 | 61 |
| 18 a 24 anos | R$ 1.936,52 | 2.111 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.039,76 | 950 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.104,73 | 1.290 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.034,52 | 794 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.057,67 | 297 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.077,00 (3.400 admissões) e mulheres com R$ 1.905,06 (2.123 admissões), uma diferença de 9,0% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 5.120 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 219 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 127 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 29 contratações.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 19 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 4 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7610-05
- Título oficial
- Operador polivalente da indústria têxtil
- Família ocupacional
- 7610 — Trabalhadores Polivalentes das Indústrias Têxteis
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um operador polivalente da indústria têxtil?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.810 por mês e a média R$ 2.010,91. Metade das 5.523 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.310. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de operador polivalente da indústria têxtil?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7610-05, dentro da família ocupacional 7610 — Trabalhadores Polivalentes das Indústrias Têxteis.
- Em qual estado operador polivalente da indústria têxtil ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Mato Grosso teve o maior salário de admissão: R$ 2.895 (80 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser operador polivalente da indústria têxtil?
- Entre as pessoas contratadas no período, 1,2% tinham ensino superior completo ou mais e 67,7% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
- Motorista de furgão ou veículo similar · R$ 2.310
- Soldador · R$ 3.090
- Carregador (veículos de transportes terrestres) · R$ 1.890
- Eletricista de instalações · R$ 2.310
- Montador de estruturas metálicas · R$ 2.510
Entendendo o salário de operador polivalente da indústria têxtil
O salário de operador polivalente da indústria têxtil está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.810 paga a quem é contratado como operador polivalente da indústria têxtil fica a 7% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 17% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.010,91 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.810 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.630 a R$ 2.310 significa?
Metade das 5.523 contratações de operador polivalente da indústria têxtil do período ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.310. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.630 e um quarto, mais de R$ 2.310. A distância entre as duas pontas é de R$ 680 por mês, ou R$ 8.160 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,42 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 1.810, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um operador polivalente da indústria têxtil.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como operador polivalente da indústria têxtil?
Entre os 8 estados com amostra suficiente, Santa Catarina pagou a maior mediana de admissão a operador polivalente da indústria têxtil: R$ 2.575 em 1.246 contratações. A menor ficou em Ceará, com R$ 1.625 em 153 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 58%, ou R$ 950 por mês.
Santa Catarina lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou operador polivalente da indústria têxtil no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 58% vista aqui.
Dá para trabalhar como operador polivalente da indústria têxtil sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 1,2% das admissões de operador polivalente da indústria têxtil foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 3.734 das 5.516 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 67,7%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 2.264,20, contra R$ 1.713,99 de quem entrou com "Analfabeto" — 32% de diferença. A CBO em si não exige diploma para operador polivalente da indústria têxtil; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata operador polivalente da indústria têxtil é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador polivalente da indústria têxtil foi "Indústrias de Transformação", com 5.120 admissões, ou 92,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 99,1% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de operador polivalente da indústria têxtil tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,7 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que operador polivalente da indústria têxtil fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 9.722 admissões e 9.873 desligamentos de operador polivalente da indústria têxtil, um saldo de -151 postos formais. O saldo negativo equivale a 1,6% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 9.722 admissões não querem dizer que existam 9.722 pessoas trabalhando como operador polivalente da indústria têxtil no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.