Operador de open-end: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de operador de open-end no Brasil foi de R$ 1.850 por mês, e a média R$ 2.006,78. O cálculo usa 118 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7612-45.
Salário mediano
R$ 1.850
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.006,78
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.690–R$ 2.210
metade das contratações
Amostra
118
contratações no período
Como o salário de operador de open-end se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,5 horas semanais.
- Movimentação no período: 159 admissões e 228 desligamentos, saldo de -69 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Santa Catarina, com 37 admissões.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um operador de open-end por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Santa Catarina (SC) | — | R$ 2.328,73 | 37 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 1.767,48 | 30 |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 30 a 39 anos | R$ 1.932,47 | 40 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.073,85 | 30 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 1.948,35 (49 admissões) e mulheres com R$ 2.048,28 (69 admissões), uma diferença de 4,9% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 111 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 7 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7612-45
- Título oficial
- Operador de open-end
- Família ocupacional
- 7612 — Operadores da Fiação
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um operador de open-end?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.850 por mês e a média R$ 2.006,78. Metade das 118 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.690 e R$ 2.210. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de operador de open-end?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7612-45, dentro da família ocupacional 7612 — Operadores da Fiação.
- Em qual estado operador de open-end ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Santa Catarina teve o maior salário de admissão: R$ 2.329 (37 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
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- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
Entendendo o salário de operador de open-end
O salário de operador de open-end está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.850 paga a quem é contratado como operador de open-end fica a 5% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 41% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.006,78 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.850 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.690 a R$ 2.210 significa?
Metade das 118 contratações de operador de open-end do período ficou entre R$ 1.690 e R$ 2.210. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.690 e um quarto, mais de R$ 2.210. A distância entre as duas pontas é de R$ 520 por mês, ou R$ 6.240 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,31 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 1.850, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um operador de open-end.
Quem contrata operador de open-end é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de open-end foi "Indústrias de Transformação", com 111 admissões, ou 94,1% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 100,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de operador de open-end tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,5 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que operador de open-end fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 159 admissões e 228 desligamentos de operador de open-end, um saldo de -69 postos formais. O saldo negativo equivale a 43,4% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 159 admissões não querem dizer que existam 159 pessoas trabalhando como operador de open-end no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
Competência
O mês de referência de um arquivo do CAGED, escrito como ano e mês (por exemplo, 202608 para agosto de 2026). Somamos várias competências para que a amostra de cada ocupação fique grande o suficiente.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.