Operador de máquina de etiquetar: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de operador de máquina de etiquetar no Brasil foi de R$ 2.030 por mês, e a média R$ 2.100,49. O cálculo usa 998 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7841-15.
Salário mediano
R$ 2.030
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.100,49
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.790–R$ 2.310
metade das contratações
Amostra
998
contratações no período
Como o salário de operador de máquina de etiquetar se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 42,9 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 596. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 1.146 admissões e 1.074 desligamentos, saldo de +72 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 350 admissões e mediana de R$ 2.075.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um operador de máquina de etiquetar por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.075 | R$ 2.086,51 | 350 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.025 | R$ 2.079,49 | 121 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 2.734,66 | 74 |
| Bahia (BA) | — | R$ 1.994,52 | 69 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 1.997,30 | 67 |
| Paraná (PR) | — | R$ 2.237,69 | 67 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 1.929,41 | 43 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 2.517,32 | 37 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 1.753,97 | 30 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como operador de máquina de etiquetar no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.084,69 | 49 | 5,2% |
| Fundamental Completo | R$ 2.137,65 | 33 | 3,5% |
| Médio Incompleto | R$ 2.050,54 | 104 | 11,0% |
| Médio Completo | R$ 2.115,40 | 732 | 77,1% |
| Superior Incompleto | R$ 1.970,33 | 31 | 3,3% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.999,54 | 374 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.109,86 | 195 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.186,39 | 252 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.228,38 | 120 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.241,60 | 31 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.163,12 (613 admissões) e mulheres com R$ 2.000,77 (385 admissões), uma diferença de 8,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 447 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 254 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 162 contratações.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 106 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 12 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 10 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7841-15
- Título oficial
- Operador de máquina de etiquetar
- Família ocupacional
- 7841 — Trabalhadores de Embalagem e de Etiquetagem
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para operador de máquina de etiquetar
A CBO registra estes sinônimos para o código 7841-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Colador de rótulos em caixas
- Etiquetador
- Etiquetador de embalagem
- Marcador de caixas
- Marcador de embalagem
- Marcador de fardos
- Marcador de preços
- Operador de máquina de rotular
- Rotulador
- Seladeira
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um operador de máquina de etiquetar?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.030 por mês e a média R$ 2.100,49. Metade das 998 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.790 e R$ 2.310. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de operador de máquina de etiquetar?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7841-15, dentro da família ocupacional 7841 — Trabalhadores de Embalagem e de Etiquetagem.
- Em qual estado operador de máquina de etiquetar ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Mato Grosso teve o maior salário de admissão: R$ 2.735 (74 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Embalador, a máquina · R$ 2.110
- Operador de máquina de envasar líquidos · R$ 2.270
- Operador de prensa de enfardamento · R$ 2.030
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
- Motorista de furgão ou veículo similar · R$ 2.310
- Soldador · R$ 3.090
Entendendo o salário de operador de máquina de etiquetar
O salário de operador de máquina de etiquetar está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.030 paga a quem é contratado como operador de máquina de etiquetar fica a 4% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 60% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.100,49 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.030 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.790 a R$ 2.310 significa?
Metade das 998 contratações de operador de máquina de etiquetar do período ficou entre R$ 1.790 e R$ 2.310. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.790 e um quarto, mais de R$ 2.310. A distância entre as duas pontas é de R$ 520 por mês, ou R$ 6.240 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,29 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.030, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um operador de máquina de etiquetar.
Onde operador de máquina de etiquetar ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 2 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a operador de máquina de etiquetar: R$ 2.075 em 350 contratações. A menor ficou em Santa Catarina, com R$ 2.025 em 121 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 2%, ou R$ 50 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou operador de máquina de etiquetar no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 2% vista aqui.
Dá para trabalhar como operador de máquina de etiquetar sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de operador de máquina de etiquetar foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 732 das 949 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 77,1%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 1.970,33 com "Superior Incompleto" a R$ 2.137,65 com "Fundamental Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de operador de máquina de etiquetar — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Em que setores um operador de máquina de etiquetar encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de máquina de etiquetar foi "Indústrias de Transformação", com 447 admissões, ou 45,1% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 87,1% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como operador de máquina de etiquetar: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 42,9 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de operador de máquina de etiquetar está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.146 admissões e 1.074 desligamentos de operador de máquina de etiquetar, um saldo de +72 postos formais. O saldo positivo equivale a 6,3% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 6 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.146 admissões não querem dizer que existam 1.146 pessoas trabalhando como operador de máquina de etiquetar no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.