Motorista de trólebus: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de motorista de trólebus no Brasil foi de R$ 2.210 por mês, e a média R$ 2.210,51. O cálculo usa 51 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7824-15.
Salário mediano
R$ 2.210
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.210,51
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.810–R$ 2.550
metade das contratações
Amostra
51
contratações no período
Como o salário de motorista de trólebus se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
- Movimentação no período: 51 admissões e 35 desligamentos, saldo de +16 vagas formais.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 21 contratações.
- Construção: 15 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 7 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 5 contratações.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 2 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7824-15
- Título oficial
- Motorista de trólebus
- Família ocupacional
- 7824 — Motoristas de Ônibus Urbanos, Metropolitanos e Rodoviários
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um motorista de trólebus?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.210 por mês e a média R$ 2.210,51. Metade das 51 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.810 e R$ 2.550. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de motorista de trólebus?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7824-15, dentro da família ocupacional 7824 — Motoristas de Ônibus Urbanos, Metropolitanos e Rodoviários.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Motorista de ônibus urbano · R$ 2.910
- Motorista de ônibus rodoviário · R$ 2.950
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
- Motorista de furgão ou veículo similar · R$ 2.310
- Soldador · R$ 3.090
- Carregador (veículos de transportes terrestres) · R$ 1.890
Entendendo o salário de motorista de trólebus
O salário de motorista de trólebus está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.210 paga a quem é contratado como motorista de trólebus fica a 13% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 71% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.210,51 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de motorista de trólebus se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.
O que a faixa de R$ 1.810 a R$ 2.550 significa?
Metade das 51 contratações de motorista de trólebus do período ficou entre R$ 1.810 e R$ 2.550. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.810 e um quarto, mais de R$ 2.550. A distância entre as duas pontas é de R$ 740 por mês, ou R$ 8.880 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,41 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.210, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um motorista de trólebus.
Em que setores um motorista de trólebus encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou motorista de trólebus foi "Transporte, Armazenagem e Correio", com 21 admissões, ou 41,2% do total classificado. Somando os três primeiros — Transporte, Armazenagem e Correio, Construção, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 84,3% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como motorista de trólebus: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de motorista de trólebus está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 51 admissões e 35 desligamentos de motorista de trólebus, um saldo de +16 postos formais. O saldo positivo equivale a 31,4% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 31 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 51 admissões não querem dizer que existam 51 pessoas trabalhando como motorista de trólebus no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Competência
O mês de referência de um arquivo do CAGED, escrito como ano e mês (por exemplo, 202608 para agosto de 2026). Somamos várias competências para que a amostra de cada ocupação fique grande o suficiente.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.