Montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) no Brasil foi de R$ 2.010 por mês, e a média R$ 2.086,55. O cálculo usa 215 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7653-15.
Salário mediano
R$ 2.010
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.086,55
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.690–R$ 2.410
metade das contratações
Amostra
215
contratações no período
Como o salário de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,7 horas semanais.
- Movimentação no período: 267 admissões e 296 desligamentos, saldo de -29 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 104 admissões e mediana de R$ 2.225.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.077,46 | 66 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.091,80 | 43 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.119,77 | 44 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.138,93 | 36 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.155,21 (141 admissões) e mulheres com R$ 1.955,72 (74 admissões), uma diferença de 10,2% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 163 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 37 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 6 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 5 contratações.
- Construção: 3 contratações.
- Informação e Comunicação: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7653-15
- Título oficial
- Montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)
- Família ocupacional
- 7653 — Operadores de Máquinas na Confecção de Artefatos de Couro
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.010 por mês e a média R$ 2.086,55. Metade das 215 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.690 e R$ 2.410. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7653-15, dentro da família ocupacional 7653 — Operadores de Máquinas na Confecção de Artefatos de Couro.
- Em qual estado montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.225 (104 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Costurador de artefatos de couro, a máquina (exceto roupas e calçados) · R$ 2.110
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
- Motorista de furgão ou veículo similar · R$ 2.310
- Soldador · R$ 3.090
- Carregador (veículos de transportes terrestres) · R$ 1.890
- Eletricista de instalações · R$ 2.310
Entendendo o salário de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)
O salário de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.010 paga a quem é contratado como montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) fica a 3% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 53% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.086,55 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.010 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.690 a R$ 2.410 significa?
Metade das 215 contratações de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) do período ficou entre R$ 1.690 e R$ 2.410. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.690 e um quarto, mais de R$ 2.410. A distância entre as duas pontas é de R$ 720 por mês, ou R$ 8.640 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,43 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.010, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados).
Quem contrata montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) foi "Indústrias de Transformação", com 163 admissões, ou 75,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 95,8% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,7 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 267 admissões e 296 desligamentos de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados), um saldo de -29 postos formais. O saldo negativo equivale a 10,9% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 267 admissões não querem dizer que existam 267 pessoas trabalhando como montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 34,9% das admissões de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 2.077,46 em 18 a 24 anos a R$ 2.138,93 em 40 a 49 anos. O salário de entrada de montador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.