Moço de máquinas (marítimo e fluviário): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de moço de máquinas (marítimo e fluviário) no Brasil foi de R$ 1.710 por mês, e a média R$ 2.076,73. O cálculo usa 330 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7827-20.
Salário mediano
R$ 1.710
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.076,73
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.590–R$ 2.190
metade das contratações
Amostra
330
contratações no período
Como o salário de moço de máquinas (marítimo e fluviário) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,3 horas semanais.
- Movimentação no período: 339 admissões e 215 desligamentos, saldo de +124 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Rio de Janeiro, com 126 admissões e mediana de R$ 1.875.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um moço de máquinas (marítimo e fluviário) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 1.875 | R$ 1.973,16 | 126 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 1.842,84 | 64 |
| Pará (PA) | — | R$ 1.770,62 | 52 |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.959,02 | 47 |
| 25 a 29 anos | R$ 1.994,81 | 59 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.081,53 | 101 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.078,72 | 77 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.341,45 | 44 |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 227 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 24 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 23 contratações.
- Indústrias Extrativas: 20 contratações.
- Construção: 11 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 10 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7827-20
- Título oficial
- Moço de máquinas (marítimo e fluviário)
- Família ocupacional
- 7827 — Trabalhadores Aquaviários
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para moço de máquinas (marítimo e fluviário)
A CBO registra estes sinônimos para o código 7827-20. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Marinheiro fluvial de máquinas
- Moço de máquinas
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um moço de máquinas (marítimo e fluviário)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.710 por mês e a média R$ 2.076,73. Metade das 330 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.590 e R$ 2.190. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de moço de máquinas (marítimo e fluviário)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7827-20, dentro da família ocupacional 7827 — Trabalhadores Aquaviários.
- Em qual estado moço de máquinas (marítimo e fluviário) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Rio de Janeiro teve o maior salário de admissão: R$ 1.875 (126 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Marinheiro de convés (marítimo e fluviário) · R$ 2.170
- Moço de convés (marítimo e fluviário) · R$ 1.670
- Marinheiro auxiliar de convés (marítimo e aquaviario) · R$ 1.810
- Marinheiro de máquinas · R$ 1.990
- Marinheiro de esporte e recreio · R$ 2.510
- Marinheiro auxiliar de máquinas (marítimo e aquaviário) · R$ 1.770
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
Entendendo o salário de moço de máquinas (marítimo e fluviário)
Por que o salário de moço de máquinas (marítimo e fluviário) fica abaixo da mediana do país?
A mediana de R$ 1.710 paga a quem é contratado como moço de máquinas (marítimo e fluviário) fica 12% abaixo da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 2% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.076,73 está 21% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de moço de máquinas (marítimo e fluviário) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
O que a faixa de R$ 1.590 a R$ 2.190 significa?
Metade das 330 contratações de moço de máquinas (marítimo e fluviário) do período ficou entre R$ 1.590 e R$ 2.190. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.590 e um quarto, mais de R$ 2.190. A distância entre as duas pontas é de R$ 600 por mês, ou R$ 7.200 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,38 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 1.710, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um moço de máquinas (marítimo e fluviário).
Quem contrata moço de máquinas (marítimo e fluviário) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou moço de máquinas (marítimo e fluviário) foi "Transporte, Armazenagem e Correio", com 227 admissões, ou 72,1% do total classificado. Somando os três primeiros — Transporte, Armazenagem e Correio, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas — chega-se a 87,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de moço de máquinas (marítimo e fluviário) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Transporte, Armazenagem e Correio". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,3 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de moço de máquinas (marítimo e fluviário) está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 339 admissões e 215 desligamentos de moço de máquinas (marítimo e fluviário), um saldo de +124 postos formais. O saldo positivo equivale a 36,6% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 37 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 339 admissões não querem dizer que existam 339 pessoas trabalhando como moço de máquinas (marítimo e fluviário) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de moço de máquinas (marítimo e fluviário)?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 30,8% das admissões de moço de máquinas (marítimo e fluviário) — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 1.959,02 em 18 a 24 anos a R$ 2.341,45 em 50 anos ou mais. O salário de entrada de moço de máquinas (marítimo e fluviário) é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.