Marceneiro: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de marceneiro no Brasil foi de R$ 2.210 por mês, e a média R$ 2.413,79. O cálculo usa 17.874 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7711-05.
Salário mediano
R$ 2.210
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.413,79
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.890–R$ 2.710
metade das contratações
Amostra
17.874
contratações no período
Como o salário de marceneiro se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,9 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 482. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 18.742 admissões e 18.950 desligamentos, saldo de -208 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 5.658 admissões e mediana de R$ 2.275.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um marceneiro por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.275 | R$ 2.587,45 | 5.658 |
| Minas gerais (MG) | R$ 1.925 | R$ 2.231,73 | 2.256 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.425 | R$ 2.615,88 | 2.080 |
| Paraná (PR) | R$ 2.375 | R$ 2.616,68 | 1.891 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.125 | R$ 2.404,92 | 1.427 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 2.225 | R$ 2.348,05 | 664 |
| Goiás (GO) | R$ 1.925 | R$ 2.188,62 | 576 |
| Distrito Federal (DF) | R$ 1.825 | R$ 2.116,87 | 390 |
| Bahia (BA) | R$ 1.725 | R$ 1.993,10 | 381 |
| Pernambuco (PE) | R$ 1.975 | R$ 2.012,30 | 344 |
| Espírito Santo (ES) | R$ 2.125 | R$ 2.323,80 | 299 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 2.175 | R$ 2.409,22 | 296 |
| Ceará (CE) | R$ 1.675 | R$ 1.882,61 | 279 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | R$ 2.025 | R$ 2.358,84 | 195 |
| Rio Grande do Norte (RN) | R$ 1.625 | R$ 1.781,45 | 183 |
| Paraíba (PB) | R$ 1.725 | R$ 1.872,49 | 160 |
| Pará (PA) | R$ 1.875 | R$ 1.992,04 | 143 |
| Sergipe (SE) | R$ 1.775 | R$ 1.904,07 | 126 |
| Maranhão (MA) | R$ 1.725 | R$ 1.887,44 | 116 |
| Piauí (PI) | R$ 1.675 | R$ 1.765,71 | 107 |
| Rondônia (RO) | — | R$ 2.019,40 | 93 |
| Alagoas (AL) | — | R$ 1.871,71 | 61 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 2.180,28 | 51 |
| Tocantins (TO) | — | R$ 1.996,61 | 46 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como marceneiro no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Analfabeto | R$ 2.166,61 | 34 | 0,2% |
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.568,59 | 199 | 1,1% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 2.517,51 | 178 | 1,0% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.462,25 | 598 | 3,3% |
| Fundamental Completo | R$ 2.436,51 | 1.310 | 7,3% |
| Médio Incompleto | R$ 2.330,34 | 1.766 | 9,9% |
| Médio Completo | R$ 2.414,42 | 13.292 | 74,4% |
| Superior Incompleto | R$ 2.462,43 | 284 | 1,6% |
| Superior Completo | R$ 2.545,97 | 205 | 1,1% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| Até 17 anos | R$ 1.796,15 | 273 |
| 18 a 24 anos | R$ 2.083,27 | 5.002 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.335,59 | 3.103 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.559,28 | 4.661 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.663,12 | 2.889 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.772,51 | 1.904 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.428,22 (17.036 admissões) e mulheres com R$ 2.120,27 (838 admissões), uma diferença de 14,5% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 12.342 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 3.337 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 772 contratações.
- Construção: 706 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 206 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 182 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7711-05
- Título oficial
- Marceneiro
- Família ocupacional
- 7711 — Marceneiros e Afins
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para marceneiro
A CBO registra estes sinônimos para o código 7711-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Auxiliar de marceneiro
- Marceneiro de móveis
- Moveleiro - exclusive empregador
- Prototipista (marceneiro)
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um marceneiro?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.210 por mês e a média R$ 2.413,79. Metade das 17.874 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.890 e R$ 2.710. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de marceneiro?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7711-05, dentro da família ocupacional 7711 — Marceneiros e Afins.
- Em qual estado marceneiro ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Santa Catarina teve o maior salário de admissão: R$ 2.425 (2.080 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser marceneiro?
- Entre as pessoas contratadas no período, 1,1% tinham ensino superior completo ou mais e 74,4% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Modelador de madeira · R$ 2.110
- Maquetista na marcenaria · R$ 1.850
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
- Motorista de furgão ou veículo similar · R$ 2.310
- Soldador · R$ 3.090
- Carregador (veículos de transportes terrestres) · R$ 1.890
Entendendo o salário de marceneiro
O salário de marceneiro está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.210 paga a quem é contratado como marceneiro fica a 13% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 71% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.413,79 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.210 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.890 a R$ 2.710 significa?
Metade das 17.874 contratações de marceneiro do período ficou entre R$ 1.890 e R$ 2.710. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.890 e um quarto, mais de R$ 2.710. A distância entre as duas pontas é de R$ 820 por mês, ou R$ 9.840 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,43 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.210, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um marceneiro.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como marceneiro?
Entre os 20 estados com amostra suficiente, Santa Catarina pagou a maior mediana de admissão a marceneiro: R$ 2.425 em 2.080 contratações. A menor ficou em Rio Grande do Norte, com R$ 1.625 em 183 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 49%, ou R$ 800 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 5.658 das 17.874 admissões de marceneiro no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 49% vista aqui.
Dá para trabalhar como marceneiro sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 1,1% das admissões de marceneiro foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 13.292 das 17.866 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 74,4%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.166,61 com "Analfabeto" a R$ 2.568,59 com "Até 5ª Incompleto". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de marceneiro — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata marceneiro é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou marceneiro foi "Indústrias de Transformação", com 12.342 admissões, ou 70,3% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 93,8% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de marceneiro tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Indústrias de Transformação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,9 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que marceneiro fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 18.742 admissões e 18.950 desligamentos de marceneiro, um saldo de -208 postos formais. O saldo negativo equivale a 1,1% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 18.742 admissões não querem dizer que existam 18.742 pessoas trabalhando como marceneiro no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.