Trabalho e Salários

Chefe de portaria de hotel: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de chefe de portaria de hotel no Brasil foi de R$ 2.550 por mês, e a média R$ 3.073,29. O cálculo usa 269 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 5101-20.

Salário mediano

R$ 2.550

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 3.073,29

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 2.210–R$ 3.250

metade das contratações

Amostra

269

contratações no período

Como o salário de chefe de portaria de hotel se distribui

Distribuição do salário de admissão de chefe de portaria de hotel: metade das contratações entre R$ 2.210 e R$ 3.250, mediana de R$ 2.550A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 2.210) ao terceiro quartil (R$ 3.250). A linha grossa é a mediana, de R$ 2.550. O ponto escuro é a média, de R$ 3.073,29. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milR$ 4 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 2,6 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 269 admissões de chefe de portaria de hotel em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,2 horas semanais.
  • Movimentação no período: 269 admissões e 386 desligamentos, saldo de -117 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 78 admissões.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como chefe de portaria de hotel. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 2 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um chefe de portaria de hotel por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)—R$ 3.092,1878
Rio de Janeiro (RJ)—R$ 3.772,7533

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como chefe de portaria de hotel no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Médio CompletoR$ 2.618,5716470,1%
Superior CompletoR$ 4.043,527029,9%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
25 a 29 anosR$ 2.879,3644
30 a 39 anosR$ 3.235,70102
40 a 49 anosR$ 3.180,9566
50 anos ou maisR$ 2.874,1643

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 3.045,14 (126 admissões) e mulheres com R$ 3.098,09 (143 admissões), uma diferença de 1,7% a favor das mulheres.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Alojamento e Alimentação: 162 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 56 contratações.
  • Saúde Humana e Serviços Sociais: 28 contratações.
  • Artes, Cultura, Esporte e Recreação: 7 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 4 contratações.
  • Atividades Imobiliárias: 4 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
5101-20
Título oficial
Chefe de portaria de hotel
Família ocupacional
5101 — Família ocupacional 5101

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para chefe de portaria de hotel

A CBO registra estes sinônimos para o código 5101-20. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Encarregado de portaria de hotel
  • Supervisor de hospedagem
  • Supervisor de recepção de hotel

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um chefe de portaria de hotel?
Na contratação, a mediana foi de R$ 2.550 por mês e a média R$ 3.073,29. Metade das 269 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.210 e R$ 3.250. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de chefe de portaria de hotel?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 5101-20, dentro da família ocupacional 5101 — Família ocupacional 5101.
Em qual estado chefe de portaria de hotel ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Rio de Janeiro teve o maior salário de admissão: R$ 3.773 (33 contratações no período).
Precisa de faculdade para ser chefe de portaria de hotel?
Entre as pessoas contratadas no período, 29,9% tinham ensino superior completo ou mais e 70,1% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de chefe de portaria de hotel

Quanto um chefe de portaria de hotel ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 2.550 paga a quem é contratado como chefe de portaria de hotel fica 31% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 83% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 3.073,29 está 21% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de chefe de portaria de hotel bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.

O que a faixa de R$ 2.210 a R$ 3.250 significa?

Metade das 269 contratações de chefe de portaria de hotel do período ficou entre R$ 2.210 e R$ 3.250. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.210 e um quarto, mais de R$ 3.250. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.040 por mês, ou R$ 12.480 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,47 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.550, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um chefe de portaria de hotel.

Que escolaridade o mercado exige de um chefe de portaria de hotel?

O mercado de chefe de portaria de hotel é misto: 29,9% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (164 de 234 contratações classificadas).

A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 4.043,52, contra R$ 2.618,57 de quem entrou com "Médio Completo" — 54% de diferença. A CBO em si não exige diploma para chefe de portaria de hotel; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.

Quem contrata chefe de portaria de hotel é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou chefe de portaria de hotel foi "Alojamento e Alimentação", com 162 admissões, ou 62,1% do total classificado. Somando os três primeiros — Alojamento e Alimentação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Saúde Humana e Serviços Sociais — chega-se a 94,3% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de chefe de portaria de hotel tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Alojamento e Alimentação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,2 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.

Por que chefe de portaria de hotel fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 269 admissões e 386 desligamentos de chefe de portaria de hotel, um saldo de -117 postos formais. O saldo negativo equivale a 43,5% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 269 admissões não querem dizer que existam 269 pessoas trabalhando como chefe de portaria de hotel no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Com que idade se entra na carreira de chefe de portaria de hotel?

O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 40,0% das admissões de chefe de portaria de hotel — é a idade típica de entrada nesta ocupação.

A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 2.874,16 em 50 anos ou mais a R$ 3.235,70 em 30 a 39 anos. O salário de entrada de chefe de portaria de hotel é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Média

A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.

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Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

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Jornada contratada

As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.

Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.