Ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) no Brasil foi de R$ 2.610 por mês, e a média R$ 2.686,95. O cálculo usa 457 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 7250-15.
Salário mediano
R$ 2.610
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.686,95
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.110–R$ 3.110
metade das contratações
Amostra
457
contratações no período
Como o salário de ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 44 horas semanais.
- Movimentação no período: 630 admissões e 720 desligamentos, saldo de -90 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Santa Catarina, com 187 admissões e mediana de R$ 3.125.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Santa Catarina (SC) | R$ 3.125 | R$ 2.955,87 | 187 |
| São Paulo (SP) | R$ 2.375 | R$ 2.600,57 | 107 |
| Paraná (PR) | — | R$ 3.045,88 | 40 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 2.215,18 | 36 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Fundamental Completo | R$ 2.768,57 | 37 | 8,9% |
| Médio Incompleto | R$ 2.419,80 | 32 | 7,7% |
| Médio Completo | R$ 2.684,88 | 348 | 83,5% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.291,86 | 123 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.705,27 | 82 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.847,52 | 115 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.908,01 | 73 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.926,73 | 61 |
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Indústrias de Transformação: 241 contratações.
- Construção: 134 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 41 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 16 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 8 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 6 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 7250-15
- Título oficial
- Ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas)
- Família ocupacional
- 7250 — Família ocupacional 7250
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.610 por mês e a média R$ 2.686,95. Metade das 457 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.110 e R$ 3.110. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 7250-15, dentro da família ocupacional 7250 — Família ocupacional 7250.
- Em qual estado ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Santa Catarina teve o maior salário de admissão: R$ 3.125 (187 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Ajustador mecânico · R$ 2.230
- Operador de manutenção e recarga de extintor de incêndio · R$ 1.810
- Ajustador ferramenteiro · R$ 2.290
- Ajustador naval (reparo e construção) · R$ 2.130
- Ajustador mecânico em bancada · R$ 2.310
- Alimentador de linha de produção · R$ 2.010
- Servente de obras · R$ 1.770
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) · R$ 2.770
- Pedreiro · R$ 2.610
- Ajudante de motorista · R$ 1.830
- Embalador, a mão · R$ 1.810
- Carregador (armazém) · R$ 2.010
Entendendo o salário de ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas)
Quanto um ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.610 paga a quem é contratado como ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) fica 34% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 83% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.686,95 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.
O que a faixa de R$ 2.110 a R$ 3.110 significa?
Metade das 457 contratações de ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) do período ficou entre R$ 2.110 e R$ 3.110. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.110 e um quarto, mais de R$ 3.110. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.000 por mês, ou R$ 12.000 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,47 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.610, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas).
Onde ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 2 estados com amostra suficiente, Santa Catarina pagou a maior mediana de admissão a ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas): R$ 3.125 em 187 contratações. A menor ficou em São Paulo, com R$ 2.375 em 107 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 32%, ou R$ 750 por mês.
Santa Catarina lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 32% vista aqui.
Dá para trabalhar como ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 348 das 417 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 83,5%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.419,80 com "Médio Incompleto" a R$ 2.768,57 com "Fundamental Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Em que setores um ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) foi "Indústrias de Transformação", com 241 admissões, ou 54,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Indústrias de Transformação, Construção, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 93,3% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas): a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 44 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 630 admissões e 720 desligamentos de ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas), um saldo de -90 postos formais. O saldo negativo equivale a 14,3% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 630 admissões não querem dizer que existam 630 pessoas trabalhando como ajustador mecânico (usinagem em bancada e em máquinas-ferramentas) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.