Trabalhador da suinocultura: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de trabalhador da suinocultura no Brasil foi de R$ 1.930 por mês, e a média R$ 2.009,19. O cálculo usa 6.988 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 6232-15.
Salário mediano
R$ 1.930
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.009,19
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.790–R$ 2.110
metade das contratações
Amostra
6.988
contratações no período
Como o salário de trabalhador da suinocultura se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,8 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 700. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 7.113 admissões e 6.524 desligamentos, saldo de +589 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Santa Catarina, com 1.478 admissões e mediana de R$ 1.925.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um trabalhador da suinocultura por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Santa Catarina (SC) | R$ 1.925 | R$ 2.075,44 | 1.478 |
| Minas gerais (MG) | R$ 1.825 | R$ 1.909,66 | 1.299 |
| Paraná (PR) | R$ 2.125 | R$ 2.096,60 | 1.220 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 1.875 | R$ 1.963,76 | 743 |
| Goiás (GO) | R$ 1.975 | R$ 2.111,53 | 557 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | R$ 1.825 | R$ 1.966,20 | 524 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 1.925 | R$ 1.934,85 | 443 |
| São Paulo (SP) | R$ 1.975 | R$ 2.020,14 | 374 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 2.313,76 | 77 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 1.862,74 | 58 |
| Ceará (CE) | — | R$ 1.649,04 | 54 |
| Bahia (BA) | — | R$ 1.790,73 | 53 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 1.629,97 | 39 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como trabalhador da suinocultura no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Analfabeto | R$ 1.947,74 | 45 | 0,6% |
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.018,17 | 387 | 5,5% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 1.988,24 | 216 | 3,1% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 1.984,13 | 826 | 11,8% |
| Fundamental Completo | R$ 1.979,37 | 844 | 12,1% |
| Médio Incompleto | R$ 1.981,60 | 900 | 12,9% |
| Médio Completo | R$ 2.011,45 | 3.611 | 51,7% |
| Superior Incompleto | R$ 2.076,90 | 80 | 1,1% |
| Superior Completo | R$ 2.703,24 | 73 | 1,0% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.965,45 | 2.088 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.020,33 | 1.287 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.033,98 | 1.957 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.033,41 | 1.129 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.029,57 | 472 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.021,84 (4.778 admissões) e mulheres com R$ 1.981,84 (2.210 admissões), uma diferença de 2,0% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 6.833 contratações.
- Indústrias de Transformação: 71 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 28 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 21 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 19 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 11 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 6232-15
- Título oficial
- Trabalhador da suinocultura
- Família ocupacional
- 6232 — Trabalhadores na Pecuária de Animais de Médio Porte
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para trabalhador da suinocultura
A CBO registra estes sinônimos para o código 6232-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Suinocultor - exclusive conta própria
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um trabalhador da suinocultura?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.930 por mês e a média R$ 2.009,19. Metade das 6.988 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.790 e R$ 2.110. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de trabalhador da suinocultura?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 6232-15, dentro da família ocupacional 6232 — Trabalhadores na Pecuária de Animais de Médio Porte.
- Em qual estado trabalhador da suinocultura ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Espírito Santo teve o maior salário de admissão: R$ 2.314 (77 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser trabalhador da suinocultura?
- Entre as pessoas contratadas no período, 1,0% tinham ensino superior completo ou mais e 51,7% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Trabalhador da ovinocultura · R$ 1.630
- Trabalhador agropecuário em geral · R$ 1.810
- Trabalhador volante da agricultura · R$ 1.810
- Tratorista agrícola · R$ 2.370
- Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas · R$ 1.850
- Operador de máquinas de beneficiamento de produtos agrícolas · R$ 2.510
- Trabalhador da pecuaria (bovinos corte) · R$ 2.130
- Jardineiro · R$ 1.850
- Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar · R$ 1.650
- Trabalhador da avicultura de postura · R$ 1.930
- Trabalhador de extração florestal, em geral · R$ 1.810
- Trabalhador da cultura de café · R$ 1.650
Entendendo o salário de trabalhador da suinocultura
O salário de trabalhador da suinocultura está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.930 paga a quem é contratado como trabalhador da suinocultura fica a 1% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 45% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.009,19 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.930 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que quase todo trabalhador da suinocultura entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 6.988 contratações de trabalhador da suinocultura do período ficou entre R$ 1.790 e R$ 2.110. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.790 e um quarto, mais de R$ 2.110. A distância entre as duas pontas é de R$ 320 por mês, ou R$ 3.840 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,18 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de trabalhador da suinocultura. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Onde trabalhador da suinocultura ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 8 estados com amostra suficiente, Paraná pagou a maior mediana de admissão a trabalhador da suinocultura: R$ 2.125 em 1.220 contratações. A menor ficou em Mato Grosso do Sul, com R$ 1.825 em 524 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 16%, ou R$ 300 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Santa Catarina respondeu por 1.478 das 6.988 admissões de trabalhador da suinocultura no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 16% vista aqui.
Dá para trabalhar como trabalhador da suinocultura sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 1,0% das admissões de trabalhador da suinocultura foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 3.611 das 6.982 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 51,7%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 2.703,24, contra R$ 1.947,74 de quem entrou com "Analfabeto" — 39% de diferença. A CBO em si não exige diploma para trabalhador da suinocultura; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata trabalhador da suinocultura é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou trabalhador da suinocultura foi "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura", com 6.833 admissões, ou 97,9% do total classificado. Somando os três primeiros — Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Indústrias de Transformação, Transporte, Armazenagem e Correio — chega-se a 99,3% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de trabalhador da suinocultura tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,8 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de trabalhador da suinocultura está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 7.113 admissões e 6.524 desligamentos de trabalhador da suinocultura, um saldo de +589 postos formais. O saldo positivo equivale a 8,3% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 8 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 7.113 admissões não querem dizer que existam 7.113 pessoas trabalhando como trabalhador da suinocultura no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.