Trabalho e Salários

Professor de educação física no ensino médio: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de professor de educação física no ensino médio no Brasil foi de R$ 2.190 por mês, e a média R$ 2.264,06. O cálculo usa 321 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2321-20.

Salário mediano

R$ 2.190

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 2.264,06

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 1.630–R$ 2.850

metade das contratações

Amostra

321

contratações no período

Como o salário de professor de educação física no ensino médio se distribui

Distribuição do salário de admissão de professor de educação física no ensino médio: metade das contratações entre R$ 1.630 e R$ 2.850, mediana de R$ 2.190A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 1.630) ao terceiro quartil (R$ 2.850). A linha grossa é a mediana, de R$ 2.190. O ponto escuro é a média, de R$ 2.264,06. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milR$ 4 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 2,2 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 321 admissões de professor de educação física no ensino médio em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 29,8 horas semanais.
  • Movimentação no período: 867 admissões e 726 desligamentos, saldo de +141 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 96 admissões.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como professor de educação física no ensino médio. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 2 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um professor de educação física no ensino médio por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)—R$ 2.843,4896
Rio de Janeiro (RJ)—R$ 1.860,6774

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como professor de educação física no ensino médio no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Médio CompletoR$ 2.174,023813,3%
Superior CompletoR$ 2.247,2324786,7%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 1.770,8336
25 a 29 anosR$ 2.085,1351
30 a 39 anosR$ 2.403,75112
40 a 49 anosR$ 2.308,6388
50 anos ou maisR$ 2.479,1834

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.158,88 (171 admissões) e mulheres com R$ 2.383,95 (150 admissões), uma diferença de 9,4% a favor das mulheres.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Artes, Cultura, Esporte e Recreação: 98 contratações.
  • Educação: 91 contratações.
  • Outras Atividades de Serviços: 67 contratações.
  • Administração Pública, Defesa e Seguridade Social: 46 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 12 contratações.
  • Saúde Humana e Serviços Sociais: 4 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
2321-20
Título oficial
Professor de educação física no ensino médio
Família ocupacional
2321 — Professores do Ensino Médio

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um professor de educação física no ensino médio?
Na contratação, a mediana foi de R$ 2.190 por mês e a média R$ 2.264,06. Metade das 321 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.850. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de professor de educação física no ensino médio?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2321-20, dentro da família ocupacional 2321 — Professores do Ensino Médio.
Em qual estado professor de educação física no ensino médio ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 2.843 (96 contratações no período).
Precisa de faculdade para ser professor de educação física no ensino médio?
Entre as pessoas contratadas no período, 86,7% tinham ensino superior completo ou mais e 13,3% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de professor de educação física no ensino médio

O salário de professor de educação física no ensino médio está na média do mercado formal?

A mediana de R$ 2.190 paga a quem é contratado como professor de educação física no ensino médio fica a 12% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 70% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 2.264,06 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.190 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.

Por que o salário de professor de educação física no ensino médio varia tanto de um contrato para o outro?

Metade das 321 contratações de professor de educação física no ensino médio do período ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.850. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.630 e um quarto, mais de R$ 2.850. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.220 por mês, ou R$ 14.640 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

O terceiro quartil é 1,7 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de professor de educação física no ensino médio está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.

Precisa de diploma de nível superior para ser professor de educação física no ensino médio?

A contratação de professor de educação física no ensino médio é dominada por quem tem diploma: 86,7% das admissões do período foram de pessoas com ensino superior completo ou mais. A escolaridade mais frequente foi "Superior Completo", com 247 das 285 contratações classificadas.

A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.174,02 com "Médio Completo" a R$ 2.247,23 com "Superior Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de professor de educação física no ensino médio — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.

Em que setores um professor de educação física no ensino médio encontra vaga?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou professor de educação física no ensino médio foi "Artes, Cultura, Esporte e Recreação", com 98 admissões, ou 30,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Artes, Cultura, Esporte e Recreação, Educação, Outras Atividades de Serviços — chega-se a 80,5% das contratações.

A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como professor de educação física no ensino médio: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 29,8 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.

O mercado de professor de educação física no ensino médio está abrindo vagas?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 867 admissões e 726 desligamentos de professor de educação física no ensino médio, um saldo de +141 postos formais. O saldo positivo equivale a 16,3% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 16 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 867 admissões não querem dizer que existam 867 pessoas trabalhando como professor de educação física no ensino médio no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Com que idade se entra na carreira de professor de educação física no ensino médio?

O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 34,9% das admissões de professor de educação física no ensino médio — é a idade típica de entrada nesta ocupação.

A idade pesa no valor: 50 anos ou mais entrou com média de R$ 2.479,18 e 18 a 24 anos, com R$ 1.770,83 — 40% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

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Jornada contratada

As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.

Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).

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CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.