Professor de computação (no ensino superior): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de professor de computação (no ensino superior) no Brasil foi de R$ 1.710 por mês, e a média R$ 4.288,62. O cálculo usa 54 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2341-20.
Salário mediano
R$ 1.710
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 4.288,62
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 910–R$ 4.010
metade das contratações
Amostra
54
contratações no período
Como o salário de professor de computação (no ensino superior) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 35,7 horas semanais.
- Movimentação no período: 217 admissões e 194 desligamentos, saldo de +23 vagas formais.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Educação: 41 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 9 contratações.
- Administração Pública, Defesa e Seguridade Social: 3 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2341-20
- Título oficial
- Professor de computação (no ensino superior)
- Família ocupacional
- 2341 — Professores de Matemática, Estatística e Informática do Ensino Superior
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para professor de computação (no ensino superior)
A CBO registra estes sinônimos para o código 2341-20. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Professor de informática (no ensino superior)
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um professor de computação (no ensino superior)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.710 por mês e a média R$ 4.288,62. Metade das 54 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 910 e R$ 4.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de professor de computação (no ensino superior)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2341-20, dentro da família ocupacional 2341 — Professores de Matemática, Estatística e Informática do Ensino Superior.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
- Contador · R$ 4.510
- Secretária(o) executiva(o) · R$ 1.970
- Analista de suporte computacional · R$ 3.010
- Analista financeiro (instituições financeiras) · R$ 4.010
- Operador de negócios · R$ 1.990
- Nutricionista · R$ 3.870
- Professor de nível superior na educação infantil (zero a três anos) · R$ 3.850
Entendendo o salário de professor de computação (no ensino superior)
Por que o salário de professor de computação (no ensino superior) fica abaixo da mediana do país?
A mediana de R$ 1.710 paga a quem é contratado como professor de computação (no ensino superior) fica 12% abaixo da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 2% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 4.288,62 está 151% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de professor de computação (no ensino superior) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de professor de computação (no ensino superior) varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 54 contratações de professor de computação (no ensino superior) do período ficou entre R$ 910 e R$ 4.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 910 e um quarto, mais de R$ 4.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 3.100 por mês, ou R$ 37.200 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 4,4 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de professor de computação (no ensino superior) está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Quem contrata professor de computação (no ensino superior) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou professor de computação (no ensino superior) foi "Educação", com 41 admissões, ou 75,9% do total classificado. Somando os três primeiros — Educação, Outras Atividades de Serviços, Administração Pública, Defesa e Seguridade Social — chega-se a 98,1% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de professor de computação (no ensino superior) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Educação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 35,7 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de professor de computação (no ensino superior) está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 217 admissões e 194 desligamentos de professor de computação (no ensino superior), um saldo de +23 postos formais. O saldo positivo equivale a 10,6% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 11 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 217 admissões não querem dizer que existam 217 pessoas trabalhando como professor de computação (no ensino superior) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.