Trabalho e Salários

Professor de alunos com deficiência auditiva e surdos: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de professor de alunos com deficiência auditiva e surdos no Brasil foi de R$ 3.010 por mês, e a média R$ 2.873,44. O cálculo usa 77 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2392-05.

Salário mediano

R$ 3.010

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 2.873,44

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 2.150–R$ 3.370

metade das contratações

Amostra

77

contratações no período

Como o salário de professor de alunos com deficiência auditiva e surdos se distribui

Distribuição do salário de admissão de professor de alunos com deficiência auditiva e surdos: metade das contratações entre R$ 2.150 e R$ 3.370, mediana de R$ 3.010A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 2.150) ao terceiro quartil (R$ 3.370). A linha grossa é a mediana, de R$ 3.010. O ponto escuro é a média, de R$ 2.873,44. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 1 milR$ 2 milR$ 3 milR$ 4 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 3 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 77 admissões de professor de alunos com deficiência auditiva e surdos em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 30,4 horas semanais.
  • Movimentação no período: 109 admissões e 119 desligamentos, saldo de -10 vagas formais.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como professor de alunos com deficiência auditiva e surdos. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. Recortes com menos contratações ficam em branco em vez de mostrar uma média instável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Outras Atividades de Serviços: 37 contratações.
  • Educação: 10 contratações.
  • Saúde Humana e Serviços Sociais: 10 contratações.
  • Administração Pública, Defesa e Seguridade Social: 7 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 5 contratações.
  • Transporte, Armazenagem e Correio: 4 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
2392-05
Título oficial
Professor de alunos com deficiência auditiva e surdos
Família ocupacional
2392 — Professores de Educação Especial

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para professor de alunos com deficiência auditiva e surdos

A CBO registra estes sinônimos para o código 2392-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Pedagogo em educação especial de surdos
  • Pedagogo especializado em deficientes da áudio-comunicação
  • Professor de língua portuguesa na modalidade escrita (ensino especial)
  • Professor de alunos com distúrbios da áudio-comunicação
  • Professor de estimulação da língua portuguesa modalidade oral ( ensino especial)
  • Professor especializado em deficiência auditiva e surdos

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um professor de alunos com deficiência auditiva e surdos?
Na contratação, a mediana foi de R$ 3.010 por mês e a média R$ 2.873,44. Metade das 77 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.150 e R$ 3.370. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de professor de alunos com deficiência auditiva e surdos?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2392-05, dentro da família ocupacional 2392 — Professores de Educação Especial.
Precisa de faculdade para ser professor de alunos com deficiência auditiva e surdos?
Entre as pessoas contratadas no período, 100,0% tinham ensino superior completo ou mais e — tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de professor de alunos com deficiência auditiva e surdos

Quanto um professor de alunos com deficiência auditiva e surdos ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 3.010 paga a quem é contratado como professor de alunos com deficiência auditiva e surdos fica 54% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 91% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 2.873,44 quase coincide com a mediana, o que indica salários homogêneos: as contratações de professor de alunos com deficiência auditiva e surdos se concentram numa faixa estreita, sem um punhado de contratos altos distorcendo o retrato. Nesse caso, média e mediana contam a mesma história.

O que a faixa de R$ 2.150 a R$ 3.370 significa?

Metade das 77 contratações de professor de alunos com deficiência auditiva e surdos do período ficou entre R$ 2.150 e R$ 3.370. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.150 e um quarto, mais de R$ 3.370. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.220 por mês, ou R$ 14.640 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,57 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 3.010, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um professor de alunos com deficiência auditiva e surdos.

Em que setores um professor de alunos com deficiência auditiva e surdos encontra vaga?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou professor de alunos com deficiência auditiva e surdos foi "Outras Atividades de Serviços", com 37 admissões, ou 50,7% do total classificado. Somando os três primeiros — Outras Atividades de Serviços, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais — chega-se a 78,1% das contratações.

A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como professor de alunos com deficiência auditiva e surdos: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 30,4 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.

Por que professor de alunos com deficiência auditiva e surdos fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 109 admissões e 119 desligamentos de professor de alunos com deficiência auditiva e surdos, um saldo de -10 postos formais. O saldo negativo equivale a 9,2% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 109 admissões não querem dizer que existam 109 pessoas trabalhando como professor de alunos com deficiência auditiva e surdos no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

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CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

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Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

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Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

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Amostra

Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.

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Jornada contratada

As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.

Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).

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Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.