Produtor agrícola polivalente: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de produtor agrícola polivalente no Brasil foi de R$ 1.890 por mês, e a média R$ 2.136,52. O cálculo usa 884 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 6120-05.
Salário mediano
R$ 1.890
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.136,52
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.630–R$ 2.430
metade das contratações
Amostra
884
contratações no período
Como o salário de produtor agrícola polivalente se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,7 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 721. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 1.179 admissões e 1.008 desligamentos, saldo de +171 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Minas gerais, com 158 admissões e mediana de R$ 2.325.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um produtor agrícola polivalente por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Minas gerais (MG) | R$ 2.325 | R$ 2.346,53 | 158 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 1.875 | R$ 1.980,68 | 122 |
| Goiás (GO) | R$ 1.775 | R$ 2.155,83 | 105 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 2.225 | R$ 2.415,73 | 104 |
| São Paulo (SP) | — | R$ 2.196,53 | 67 |
| Piauí (PI) | — | R$ 1.729,90 | 50 |
| Paraná (PR) | — | R$ 2.313,77 | 49 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 2.487,36 | 41 |
| Ceará (CE) | — | R$ 1.623,97 | 40 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como produtor agrícola polivalente no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.363,47 | 57 | 6,7% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.050,22 | 76 | 9,0% |
| Fundamental Completo | R$ 1.989,64 | 109 | 12,8% |
| Médio Incompleto | R$ 2.007,39 | 66 | 7,8% |
| Médio Completo | R$ 2.153,09 | 541 | 63,7% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.045,89 | 233 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.015,15 | 144 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.179,95 | 234 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.266,27 | 172 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.268,56 | 89 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.142,34 (792 admissões) e mulheres com R$ 2.086,41 (92 admissões), uma diferença de 2,7% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 734 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 49 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 26 contratações.
- Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos e Descontaminação: 15 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 15 contratações.
- Indústrias de Transformação: 14 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 6120-05
- Título oficial
- Produtor agrícola polivalente
- Família ocupacional
- 6120 — Produtores Agrícolas Polivalentes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para produtor agrícola polivalente
A CBO registra estes sinônimos para o código 6120-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Agricultor familiar polivalente
- Agricultor polivalente
- Agricultor polivalente - conta própria
- Agricultor polivalente - empregador
- Arrendatário polivalente
- Meeiro polivalente
- Parceiro polivalente
- Produtor rural polivalente na agricultura - conta própria
- Produtor rural polivalente na agricultura - empregador
- Proprietário polivalente na agricultura - conta própria
- Proprietário polivalente na agricultura - empregador
- Sitiante polivalente
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um produtor agrícola polivalente?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.890 por mês e a média R$ 2.136,52. Metade das 884 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.430. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de produtor agrícola polivalente?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 6120-05, dentro da família ocupacional 6120 — Produtores Agrícolas Polivalentes.
- Em qual estado produtor agrícola polivalente ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Mato Grosso do Sul teve o maior salário de admissão: R$ 2.487 (41 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Trabalhador agropecuário em geral · R$ 1.810
- Trabalhador volante da agricultura · R$ 1.810
- Tratorista agrícola · R$ 2.370
- Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas · R$ 1.850
- Operador de máquinas de beneficiamento de produtos agrícolas · R$ 2.510
- Trabalhador da pecuaria (bovinos corte) · R$ 2.130
- Jardineiro · R$ 1.850
- Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar · R$ 1.650
- Trabalhador da avicultura de postura · R$ 1.930
- Trabalhador de extração florestal, em geral · R$ 1.810
- Trabalhador da cultura de café · R$ 1.650
- Trabalhador da avicultura de corte · R$ 1.790
Entendendo o salário de produtor agrícola polivalente
O salário de produtor agrícola polivalente está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.890 paga a quem é contratado como produtor agrícola polivalente fica a 3% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 43% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.136,52 está 13% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de produtor agrícola polivalente bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
O que a faixa de R$ 1.630 a R$ 2.430 significa?
Metade das 884 contratações de produtor agrícola polivalente do período ficou entre R$ 1.630 e R$ 2.430. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.630 e um quarto, mais de R$ 2.430. A distância entre as duas pontas é de R$ 800 por mês, ou R$ 9.600 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,49 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 1.890, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um produtor agrícola polivalente.
Onde produtor agrícola polivalente ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 4 estados com amostra suficiente, Minas gerais pagou a maior mediana de admissão a produtor agrícola polivalente: R$ 2.325 em 158 contratações. A menor ficou em Goiás, com R$ 1.775 em 105 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 31%, ou R$ 550 por mês.
Minas gerais lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou produtor agrícola polivalente no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 31% vista aqui.
Dá para trabalhar como produtor agrícola polivalente sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de produtor agrícola polivalente foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 541 das 849 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 63,7%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 1.989,64 com "Fundamental Completo" a R$ 2.363,47 com "Até 5ª Incompleto". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de produtor agrícola polivalente — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata produtor agrícola polivalente é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou produtor agrícola polivalente foi "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura", com 734 admissões, ou 86,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 94,8% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de produtor agrícola polivalente tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,7 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de produtor agrícola polivalente está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.179 admissões e 1.008 desligamentos de produtor agrícola polivalente, um saldo de +171 postos formais. O saldo positivo equivale a 14,5% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 15 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.179 admissões não querem dizer que existam 1.179 pessoas trabalhando como produtor agrícola polivalente no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.