Preparador de atleta: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de preparador de atleta no Brasil foi de R$ 2.510 por mês, e a média R$ 4.277,52. O cálculo usa 232 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2241-15.
Salário mediano
R$ 2.510
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 4.277,52
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.910–R$ 4.050
metade das contratações
Amostra
232
contratações no período
Como o salário de preparador de atleta se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 36,6 horas semanais.
- Movimentação no período: 366 admissões e 366 desligamentos, saldo de +0 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 69 admissões.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um preparador de atleta por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | — | R$ 5.441,48 | 69 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 2.073,53 | 31 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como preparador de atleta no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 2.438,47 | 76 | 37,4% |
| Superior Completo | R$ 5.600,47 | 127 | 62,6% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.658,97 | 33 |
| 25 a 29 anos | R$ 3.015,19 | 55 |
| 30 a 39 anos | R$ 4.405,50 | 73 |
| 40 a 49 anos | R$ 4.598,68 | 51 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 4.721,89 (173 admissões) e mulheres com R$ 2.974,54 (59 admissões), uma diferença de 58,7% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Artes, Cultura, Esporte e Recreação: 159 contratações.
- Educação: 43 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 15 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 4 contratações.
- Administração Pública, Defesa e Seguridade Social: 4 contratações.
- Saúde Humana e Serviços Sociais: 4 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2241-15
- Título oficial
- Preparador de atleta
- Família ocupacional
- 2241 — Profissionais da Educação Física
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um preparador de atleta?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.510 por mês e a média R$ 4.277,52. Metade das 232 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.910 e R$ 4.050. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de preparador de atleta?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2241-15, dentro da família ocupacional 2241 — Profissionais da Educação Física.
- Em qual estado preparador de atleta ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 5.441 (69 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser preparador de atleta?
- Entre as pessoas contratadas no período, 62,6% tinham ensino superior completo ou mais e 37,4% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Preparador físico · R$ 2.010
- Profissional de educação física na saúde · R$ 2.310
- Técnico de desporto individual e coletivo (exceto futebol) · R$ 2.410
- Treinador profissional de futebol · R$ 2.750
- Avaliador físico · R$ 2.110
- Ludomotricista · R$ 2.530
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
- Contador · R$ 4.510
Entendendo o salário de preparador de atleta
Quanto um preparador de atleta ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.510 paga a quem é contratado como preparador de atleta fica 29% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 81% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 4.277,52 está 70% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de preparador de atleta bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de preparador de atleta varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 232 contratações de preparador de atleta do período ficou entre R$ 1.910 e R$ 4.050. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.910 e um quarto, mais de R$ 4.050. A distância entre as duas pontas é de R$ 2.140 por mês, ou R$ 25.680 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 2,1 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de preparador de atleta está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Que escolaridade o mercado exige de um preparador de atleta?
O mercado de preparador de atleta é misto: 62,6% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Superior Completo" (127 de 203 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 5.600,47, contra R$ 2.438,47 de quem entrou com "Médio Completo" — 130% de diferença. A CBO em si não exige diploma para preparador de atleta; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata preparador de atleta é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou preparador de atleta foi "Artes, Cultura, Esporte e Recreação", com 159 admissões, ou 69,4% do total classificado. Somando os três primeiros — Artes, Cultura, Esporte e Recreação, Educação, Outras Atividades de Serviços — chega-se a 94,8% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de preparador de atleta tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Artes, Cultura, Esporte e Recreação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 36,6 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Quantas vagas de preparador de atleta abriram e fecharam no período?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 366 admissões e 366 desligamentos de preparador de atleta, um saldo de +0 postos formais. Admissões e desligamentos se anularam: a ocupação girou pessoas sem mudar o número de postos.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 366 admissões não querem dizer que existam 366 pessoas trabalhando como preparador de atleta no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de preparador de atleta?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 34,4% das admissões de preparador de atleta — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 40 a 49 anos entrou com média de R$ 4.598,68 e 18 a 24 anos, com R$ 2.658,97 — 73% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.