Operador de motosserra: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de operador de motosserra no Brasil foi de R$ 2.050 por mês, e a média R$ 2.178,08. O cálculo usa 6.686 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 6321-20.
Salário mediano
R$ 2.050
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.178,08
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.810–R$ 2.430
metade das contratações
Amostra
6.686
contratações no período
Como o salário de operador de motosserra se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,8 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 580. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 6.882 admissões e 5.676 desligamentos, saldo de +1.206 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Minas gerais, com 1.534 admissões e mediana de R$ 1.975.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um operador de motosserra por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Minas gerais (MG) | R$ 1.975 | R$ 2.018,08 | 1.534 |
| São Paulo (SP) | R$ 1.975 | R$ 2.106,17 | 739 |
| Pará (PA) | R$ 2.275 | R$ 2.397,67 | 673 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 2.325 | R$ 2.553,71 | 458 |
| Paraná (PR) | R$ 2.175 | R$ 2.175,12 | 453 |
| Bahia (BA) | R$ 2.625 | R$ 2.384,59 | 347 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 2.175 | R$ 2.308,36 | 312 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | R$ 2.275 | R$ 2.100,08 | 303 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.025 | R$ 2.181,05 | 270 |
| Maranhão (MA) | R$ 1.725 | R$ 1.927,43 | 199 |
| Goiás (GO) | R$ 2.125 | R$ 2.162,50 | 188 |
| Espírito Santo (ES) | R$ 2.225 | R$ 2.177,66 | 169 |
| Rondônia (RO) | R$ 2.025 | R$ 2.080,20 | 153 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 1.975 | R$ 2.078,73 | 138 |
| Amapá (AP) | R$ 1.925 | R$ 1.939,12 | 135 |
| Acre (AC) | R$ 2.175 | R$ 2.224,71 | 100 |
| Tocantins (TO) | — | R$ 2.059,42 | 88 |
| Ceará (CE) | — | R$ 2.550,16 | 85 |
| Piauí (PI) | — | R$ 2.047,73 | 83 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 2.375,68 | 69 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 2.010,69 | 64 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 2.251,00 | 42 |
| Rio Grande do Norte (RN) | — | R$ 2.151,94 | 32 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como operador de motosserra no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Analfabeto | R$ 2.290,16 | 107 | 1,6% |
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.323,68 | 595 | 8,9% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 2.254,57 | 321 | 4,8% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.316,17 | 848 | 12,7% |
| Fundamental Completo | R$ 2.170,40 | 890 | 13,4% |
| Médio Incompleto | R$ 2.171,46 | 537 | 8,1% |
| Médio Completo | R$ 2.110,70 | 3.365 | 50,5% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.062,96 | 808 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.142,98 | 974 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.200,49 | 1.973 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.215,19 | 1.777 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.194,20 | 1.144 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.179,14 (6.641 admissões) e mulheres com R$ 2.021,03 (45 admissões), uma diferença de 7,8% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 2.237 contratações.
- Construção: 1.663 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 1.064 contratações.
- Indústrias de Transformação: 424 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 397 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 331 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 6321-20
- Título oficial
- Operador de motosserra
- Família ocupacional
- 6321 — Extrativistas e Reflorestadores de Espécies Produtoras de Madeira
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para operador de motosserra
A CBO registra estes sinônimos para o código 6321-20. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Ajudante de derrubada
- Auxiliar de operador de motosserra
- Cortador de árvores
- Cortador de cepos
- Cortador de lenha
- Cortador descascador de toras
- Derrubador - na extração de madeira
- Derrubador de árvores
- Operador de serras (exploração florestal)
- Serrador de árvores - na extração de madeira
- Serrador de lenha
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um operador de motosserra?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.050 por mês e a média R$ 2.178,08. Metade das 6.686 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.810 e R$ 2.430. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de operador de motosserra?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 6321-20, dentro da família ocupacional 6321 — Extrativistas e Reflorestadores de Espécies Produtoras de Madeira.
- Em qual estado operador de motosserra ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Bahia teve o maior salário de admissão: R$ 2.625 (347 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Trabalhador de extração florestal, em geral · R$ 1.810
- Identificador florestal · R$ 1.970
- Cubador de madeira · R$ 2.510
- Classificador de toras · R$ 1.830
- Trabalhador agropecuário em geral · R$ 1.810
- Trabalhador volante da agricultura · R$ 1.810
- Tratorista agrícola · R$ 2.370
- Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas · R$ 1.850
- Operador de máquinas de beneficiamento de produtos agrícolas · R$ 2.510
- Trabalhador da pecuaria (bovinos corte) · R$ 2.130
- Jardineiro · R$ 1.850
- Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar · R$ 1.650
Entendendo o salário de operador de motosserra
O salário de operador de motosserra está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 2.050 paga a quem é contratado como operador de motosserra fica a 5% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 65% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.178,08 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.050 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 1.810 a R$ 2.430 significa?
Metade das 6.686 contratações de operador de motosserra do período ficou entre R$ 1.810 e R$ 2.430. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.810 e um quarto, mais de R$ 2.430. A distância entre as duas pontas é de R$ 620 por mês, ou R$ 7.440 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,34 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.050, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um operador de motosserra.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como operador de motosserra?
Entre os 16 estados com amostra suficiente, Bahia pagou a maior mediana de admissão a operador de motosserra: R$ 2.625 em 347 contratações. A menor ficou em Maranhão, com R$ 1.725 em 199 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 52%, ou R$ 900 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Minas gerais respondeu por 1.534 das 6.686 admissões de operador de motosserra no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 52% vista aqui.
Dá para trabalhar como operador de motosserra sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de operador de motosserra foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 3.365 das 6.663 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 50,5%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.110,70 com "Médio Completo" a R$ 2.323,68 com "Até 5ª Incompleto". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de operador de motosserra — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Em que setores um operador de motosserra encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de motosserra foi "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura", com 2.237 admissões, ou 36,6% do total classificado. Somando os três primeiros — Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Construção, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 81,2% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como operador de motosserra: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 43,8 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de operador de motosserra está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 6.882 admissões e 5.676 desligamentos de operador de motosserra, um saldo de +1.206 postos formais. O saldo positivo equivale a 17,5% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 18 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 6.882 admissões não querem dizer que existam 6.882 pessoas trabalhando como operador de motosserra no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.