Operador de colheitadeira: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de operador de colheitadeira no Brasil foi de R$ 2.710 por mês, e a média R$ 2.868,04. O cálculo usa 4.004 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 6410-05.
Salário mediano
R$ 2.710
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.868,04
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.310–R$ 3.210
metade das contratações
Amostra
4.004
contratações no período
Como o salário de operador de colheitadeira se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 44 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 282. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 4.307 admissões e 3.519 desligamentos, saldo de +788 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 1.587 admissões e mediana de R$ 2.875.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um operador de colheitadeira por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 2.875 | R$ 2.925,11 | 1.587 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.425 | R$ 2.431,64 | 665 |
| Goiás (GO) | R$ 2.775 | R$ 2.924,00 | 366 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 3.275 | R$ 3.198,28 | 346 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | R$ 2.525 | R$ 2.614,25 | 252 |
| Paraná (PR) | R$ 3.225 | R$ 3.644,42 | 165 |
| Bahia (BA) | R$ 2.575 | R$ 2.647,84 | 132 |
| Alagoas (AL) | R$ 2.175 | R$ 2.390,02 | 114 |
| Espírito Santo (ES) | — | R$ 2.370,30 | 93 |
| Tocantins (TO) | — | R$ 3.015,64 | 61 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 2.738,83 | 43 |
| Rio Grande do Sul (RS) | — | R$ 2.372,84 | 42 |
| Paraíba (PB) | — | R$ 3.048,67 | 37 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como operador de colheitadeira no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.835,55 | 156 | 4,0% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 3.155,12 | 122 | 3,1% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.803,78 | 310 | 7,9% |
| Fundamental Completo | R$ 3.121,55 | 558 | 14,1% |
| Médio Incompleto | R$ 2.814,05 | 353 | 8,9% |
| Médio Completo | R$ 2.809,01 | 2.447 | 62,0% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.557,84 | 427 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.783,81 | 513 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.972,72 | 1.413 |
| 40 a 49 anos | R$ 2.911,61 | 1.155 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.826,98 | 494 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.833,36 (3.943 admissões) e mulheres com R$ 5.109,75 (61 admissões), uma diferença de 44,5% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura: 2.625 contratações.
- Indústrias de Transformação: 576 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 485 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 178 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 69 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 30 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 6410-05
- Título oficial
- Operador de colheitadeira
- Família ocupacional
- 6410 — Trabalhadores da Mecanização Agrícola
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um operador de colheitadeira?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.710 por mês e a média R$ 2.868,04. Metade das 4.004 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.310 e R$ 3.210. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de operador de colheitadeira?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 6410-05, dentro da família ocupacional 6410 — Trabalhadores da Mecanização Agrícola.
- Em qual estado operador de colheitadeira ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Mato Grosso teve o maior salário de admissão: R$ 3.275 (346 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Tratorista agrícola · R$ 2.370
- Operador de máquinas de beneficiamento de produtos agrícolas · R$ 2.510
- Trabalhador agropecuário em geral · R$ 1.810
- Trabalhador volante da agricultura · R$ 1.810
- Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas · R$ 1.850
- Trabalhador da pecuaria (bovinos corte) · R$ 2.130
- Jardineiro · R$ 1.850
- Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar · R$ 1.650
- Trabalhador da avicultura de postura · R$ 1.930
- Trabalhador de extração florestal, em geral · R$ 1.810
- Trabalhador da cultura de café · R$ 1.650
- Trabalhador da avicultura de corte · R$ 1.790
Entendendo o salário de operador de colheitadeira
Quanto um operador de colheitadeira ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.710 paga a quem é contratado como operador de colheitadeira fica 39% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 86% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.868,04 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 2.710 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 2.310 a R$ 3.210 significa?
Metade das 4.004 contratações de operador de colheitadeira do período ficou entre R$ 2.310 e R$ 3.210. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.310 e um quarto, mais de R$ 3.210. A distância entre as duas pontas é de R$ 900 por mês, ou R$ 10.800 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,39 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 2.710, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um operador de colheitadeira.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como operador de colheitadeira?
Entre os 8 estados com amostra suficiente, Mato Grosso pagou a maior mediana de admissão a operador de colheitadeira: R$ 3.275 em 346 contratações. A menor ficou em Alagoas, com R$ 2.175 em 114 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 51%, ou R$ 1.100 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 1.587 das 4.004 admissões de operador de colheitadeira no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 51% vista aqui.
Dá para trabalhar como operador de colheitadeira sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 0,0% das admissões de operador de colheitadeira foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 2.447 das 3.946 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 62,0%.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 2.803,78 com "6ª a 9ª Fundamental" a R$ 3.155,12 com "5ª Completo Fundamental". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de operador de colheitadeira — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata operador de colheitadeira é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou operador de colheitadeira foi "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura", com 2.625 admissões, ou 66,2% do total classificado. Somando os três primeiros — Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura, Indústrias de Transformação, Transporte, Armazenagem e Correio — chega-se a 93,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de operador de colheitadeira tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e AqÜIcultura". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 44 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
O mercado de operador de colheitadeira está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 4.307 admissões e 3.519 desligamentos de operador de colheitadeira, um saldo de +788 postos formais. O saldo positivo equivale a 18,3% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 18 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 4.307 admissões não querem dizer que existam 4.307 pessoas trabalhando como operador de colheitadeira no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.