Médico ginecologista e obstetra: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de médico ginecologista e obstetra no Brasil foi de R$ 6.750 por mês, e a média R$ 7.915,10. O cálculo usa 443 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2252-50.
Salário mediano
R$ 6.750
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 7.915,10
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 6.210–R$ 11.470
metade das contratações
Amostra
443
contratações no período
Como o salário de médico ginecologista e obstetra se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 19,4 horas semanais.
- Movimentação no período: 500 admissões e 306 desligamentos, saldo de +194 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Rio de Janeiro, com 233 admissões e mediana de R$ 6.775.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um médico ginecologista e obstetra por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 6.775 | R$ 7.225,97 | 233 |
| São Paulo (SP) | — | R$ 7.651,38 | 67 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 11.464,58 | 45 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como médico ginecologista e obstetra no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Superior Completo | R$ 8.428,60 | 243 | 57,9% |
| Pós-Graduação completa | R$ 7.363,95 | 177 | 42,1% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 25 a 29 anos | R$ 7.823,57 | 87 |
| 30 a 39 anos | R$ 8.213,65 | 215 |
| 40 a 49 anos | R$ 7.608,68 | 67 |
| 50 anos ou mais | R$ 7.377,52 | 73 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 7.570,34 (65 admissões) e mulheres com R$ 7.974,39 (378 admissões), uma diferença de 5,1% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Saúde Humana e Serviços Sociais: 411 contratações.
- Administração Pública, Defesa e Seguridade Social: 12 contratações.
- Educação: 11 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 5 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 3 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 1 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2252-50
- Título oficial
- Médico ginecologista e obstetra
- Família ocupacional
- 2252 — Médicos em Especialidades Cirúrgicas
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para médico ginecologista e obstetra
A CBO registra estes sinônimos para o código 2252-50. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Cirurgião ginecológico
- Ginecologista
- Médico de mulheres
- Médico ginecologista
- Médico obstetra
- Obstetra
- Tocoginecologista
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um médico ginecologista e obstetra?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 6.750 por mês e a média R$ 7.915,10. Metade das 443 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 6.210 e R$ 11.470. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de médico ginecologista e obstetra?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2252-50, dentro da família ocupacional 2252 — Médicos em Especialidades Cirúrgicas.
- Em qual estado médico ginecologista e obstetra ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Distrito Federal teve o maior salário de admissão: R$ 11.465 (45 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser médico ginecologista e obstetra?
- Entre as pessoas contratadas no período, 100,0% tinham ensino superior completo ou mais e — tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Médico cirurgião geral · R$ 10.270
- Médico ortopedista e traumatologista · R$ 8.030
- Médico urologista · R$ 6.010
- Médico oftalmologista · R$ 5.450
- Médico otorrinolaringologista · R$ 6.010
- Médico cirurgião pediátrico · R$ 11.470
- Médico em cirurgia vascular · R$ 11.470
- Médico neurocirurgião · R$ 11.470
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
Entendendo o salário de médico ginecologista e obstetra
Quanto um médico ginecologista e obstetra ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 6.750 paga a quem é contratado como médico ginecologista e obstetra é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 99% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 7.915,10 está 17% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de médico ginecologista e obstetra bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de médico ginecologista e obstetra varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 443 contratações de médico ginecologista e obstetra do período ficou entre R$ 6.210 e R$ 11.470. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 6.210 e um quarto, mais de R$ 11.470. A distância entre as duas pontas é de R$ 5.260 por mês, ou R$ 63.120 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,8 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de médico ginecologista e obstetra está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Precisa de diploma de nível superior para ser médico ginecologista e obstetra?
A contratação de médico ginecologista e obstetra é dominada por quem tem diploma: 100,0% das admissões do período foram de pessoas com ensino superior completo ou mais. A escolaridade mais frequente foi "Superior Completo", com 243 das 420 contratações classificadas.
A diferença de salário entre os níveis de escolaridade é pequena nesta ocupação: de R$ 7.363,95 com "Pós-Graduação completa" a R$ 8.428,60 com "Superior Completo". Estudar mais ajuda a entrar, mas quase não muda o salário de admissão de médico ginecologista e obstetra — ele é definido mais pelo posto do que pelo diploma. A CBO não exige diploma por si só: esta é a escolaridade observada nas contratações reais.
Quem contrata médico ginecologista e obstetra é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou médico ginecologista e obstetra foi "Saúde Humana e Serviços Sociais", com 411 admissões, ou 92,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Saúde Humana e Serviços Sociais, Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Educação — chega-se a 98,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de médico ginecologista e obstetra tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Saúde Humana e Serviços Sociais". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 19,4 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de médico ginecologista e obstetra está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 500 admissões e 306 desligamentos de médico ginecologista e obstetra, um saldo de +194 postos formais. O saldo positivo equivale a 38,8% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 39 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 500 admissões não querem dizer que existam 500 pessoas trabalhando como médico ginecologista e obstetra no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de médico ginecologista e obstetra?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 48,6% das admissões de médico ginecologista e obstetra — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A diferença entre faixas de idade é pequena: de R$ 7.377,52 em 50 anos ou mais a R$ 8.213,65 em 30 a 39 anos. O salário de entrada de médico ginecologista e obstetra é definido pelo posto, e quase não premia tempo de estrada no momento da admissão.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.