Localizador (cobrador): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de localizador (cobrador) no Brasil foi de R$ 1.850 por mês, e a média R$ 2.268,83. O cálculo usa 142 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 4213-15.
Salário mediano
R$ 1.850
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.268,83
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.650–R$ 2.010
metade das contratações
Amostra
142
contratações no período
Como o salário de localizador (cobrador) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 42,1 horas semanais.
- Movimentação no período: 144 admissões e 159 desligamentos, saldo de -15 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Bahia, com 31 admissões.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.993,97 | 42 |
| 25 a 29 anos | R$ 3.116,45 | 33 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.210,75 | 37 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.440,03 (100 admissões) e mulheres com R$ 1.861,21 (42 admissões), uma diferença de 31,1% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Construção: 46 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 28 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 20 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 19 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 12 contratações.
- Informação e Comunicação: 8 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 4213-15
- Título oficial
- Localizador (cobrador)
- Família ocupacional
- 4213 — Cobradores e Afins
- Grande grupo
- Trabalhadores de serviços administrativos
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para localizador (cobrador)
A CBO registra estes sinônimos para o código 4213-15. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Localizador externo
- Notificador
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um localizador (cobrador)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.850 por mês e a média R$ 2.268,83. Metade das 142 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.650 e R$ 2.010. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de localizador (cobrador)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 4213-15, dentro da família ocupacional 4213 — Cobradores e Afins.
- Em qual estado localizador (cobrador) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Bahia teve o maior salário de admissão: R$ 1.727 (31 contratações no período).
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Cobrador interno · R$ 1.630
- Cobrador externo · R$ 1.750
- Operador de caixa · R$ 1.830
- Auxiliar de logistica · R$ 2.030
- Assistente administrativo · R$ 2.210
- Auxiliar de escritório · R$ 1.950
- Recepcionista, em geral · R$ 1.810
- Almoxarife · R$ 2.110
- Operador de telemarketing ativo e receptivo · R$ 1.630
- Armazenista · R$ 1.930
- Estoquista · R$ 1.970
- Auxiliar de contabilidade · R$ 2.350
Entendendo o salário de localizador (cobrador)
O salário de localizador (cobrador) está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.850 paga a quem é contratado como localizador (cobrador) fica a 5% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 41% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.268,83 está 23% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de localizador (cobrador) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que quase todo localizador (cobrador) entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 142 contratações de localizador (cobrador) do período ficou entre R$ 1.650 e R$ 2.010. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.650 e um quarto, mais de R$ 2.010. A distância entre as duas pontas é de R$ 360 por mês, ou R$ 4.320 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,22 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de localizador (cobrador). Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Em que setores um localizador (cobrador) encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou localizador (cobrador) foi "Construção", com 46 admissões, ou 34,6% do total classificado. Somando os três primeiros — Construção, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 70,7% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como localizador (cobrador): a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 42,1 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que localizador (cobrador) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 144 admissões e 159 desligamentos de localizador (cobrador), um saldo de -15 postos formais. O saldo negativo equivale a 10,4% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 144 admissões não querem dizer que existam 144 pessoas trabalhando como localizador (cobrador) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de localizador (cobrador)?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 37,5% das admissões de localizador (cobrador) — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 25 a 29 anos entrou com média de R$ 3.116,45 e 18 a 24 anos, com R$ 1.993,97 — 56% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Amostra
Quantas contratações entraram na conta. Com poucas contratações, qualquer média é instável: dois contratos atípicos mudam o resultado. Por isso só publicamos valores quando o recorte tem pelo menos 30 admissões.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.